terça-feira, 1 de julho de 2008

Meia horinha de pausa, senão o cérebro explode. O dia começou mansinho, mansinho, foi enrolando, enrolando, me absorvendo, e agora acabo de fazer o impensável: abri a agenda e anotei as 30 coisas que tenho que fazer amanhã, pra não esquecer. Ah, sim, desnecessário dizer que vou ter que deixar a mesma aberta, senão, claro, esqueço de abrir.

Mas tá bão, não é lamúria mais, não. Finalmente, algum bom motivo pra minha adrenalina subir neste ano, que, como sabemos, acabou de começar pra esta alma.

Free lancer blues

Trabalhar por conta própria é assim: não tem folga, não tem hora extra, o expediente não acaba, e atrasos, em geral, significam demora da grana. Ah, sim, também não tem nenhum subordinado em quem botar a culpa pelas minhas próprias bobagens e ninguém pra dar uns gritos pra desabafar por conta desta vida miserável.

Pronto, desabafei. Brigada.

Vou jantar. Aqui, mesmo, claro, às pressas, pra voltar pro computador pra acabar um trabalho que TEM que acabar hoje. Oremos.

E tem mais

Decisão política: a partir deste exato momento, só trabalho ao som da Rádio Mec. Sem sobressaltos, sem lembranças cretinas, sem dor no coração. Cansei.

Ana Carolina, adeus!
Meu Deus, 41 anos na fuça e escolhendo anão da Branca de Neve e Garfield como alter-ego. Cadê eu?

Por que...

...motoristas de táxi com excelente gosto musical acham que podem ouvir um samba bacana do João Bosco, na voz da Elis, aos berros, enquanto acompanham e batucam no volante? Não, não reclamei, e ainda me sacudi no ritmo do som, que ando vendo o mundo com outros olhos. Praticamente, uma nova mulher. Pronto, desabafei. Ralando mais aqui. Gripe dando uma trégua. Fui.

Atchim Monteiro é meu nome hoje. Ai.

Noite infernal com gripe, tudo que é trabalho atrasado aqui, mundo acabando.

Passei só pra dar oi.

Ah, sim, tristeza? Nenhuma. Não dá tempo.

Fui.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Tudo bem que tô no trauma ainda, mas ter um ser, de preferência, mudo, pra me fazer um cafuné e chazinho pra mim aqui hoje não me faria nenhum mal. Como diria a sobrinha de uma amiga, quando era guria: do-gra!
A alergia não era alergia. É gripe da boa, e acho que tô com uma febrinha. Ralando e espirrando. Por que, meu Deus, por quê?

Com a perna no mundo

A despeito da quantidade de espirros que já dei até agora, por conta de uma alergia louca, com boa Lourdes levantando poeira aqui, e um milhão de coisas pra fazer ao mesmo tempo, consegui trabalhar no layout novo do meu espetacular site de notícias em inglês sobre o Brasil, que não consigo fazer andar há um ano. Tá lindão!

Outro espirro. Ai.

domingo, 29 de junho de 2008

Naninha. Domingão foi longo

Agora é pra valer: revogado de vez o Tratado de Tordesilhas. Tô na área. Se derrubar, é pênalti e é gol pra mim

Bem lembrei que tem uma delicatessen aqui no bairro, que eu sempre gostei de ir, mas tenho evitado por estar na zona de perigo em que me arrisco a dar de fuça com o muso, pela primeira vez, dede o cisma. Que que eu fiz? Nada. Continuei andando olímpica, nariz empinado, cachinhos ao vento, andando, literalmente, montes, pra possibilidade do encontro indesejado.

Nunca mais ficar restrita a uma área "segura" aqui nos arredores do Largo do Machado. Nunca mais manhãs trancada dentro de casa, com vontade de pedalar na praia, esperando dar uma hora segura pra passear sem transtornos.

Cumpra-se.

Ah, sim, a delicatessen tava fechada, e voltei por um caminho mais arriscado ainda. Só de raiva, que tô na minha área, caceta. Chega dessa viadagem.

Vou ralar. Fui.
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh! Passei só pra dar uma desabafada: acho que meu cérebro fritou. Mais de quatro horas lendo jornal, fazendo recortes, pensando. Ai. A cabeça chega a doer. O pior é que não fiz nem a metade do que tem que estar pronto até amanhã. A noite vai ser longa neste cafofo.

Fui. Pra uma voltinha na rua pra dar uma relaxada, senão enlouqueço.

E, muito a propósito deste fim de livro, fim de semestre, mais uns trabalhos novos, só tenho a dizer, um tanto atrasada, mas com fé: Feliz 2008!

 Teresa Cristina - Foi um Rio que passou em minha vida
Vou sumir hoje, meu povo. Toda enrolada com trabalho. Bom domingo!

sábado, 28 de junho de 2008

Só mais uma hoje. Nada a ver com nada, é só que adoro; é o que eu chamaria de Hino de Laranjeiras, a turma que é vizinha aqui

 Cassia Eller - All Star Azul

E já cortei... QUATRO páginas inteiras. Refiz as contas aqui, falta eu cortar só 22. Ai

Na boa, neste fim de semana, eu viro descanso de tela

Livro + tradução + meu site (o layout novo acaba de ser enviado pra mim!!!!!!) + outras coisitas que preciso preparar pra segunda = Não vou nunca mais tirar a fuça do computador.

Meu Deus, não consigo parar de ouvir essa música da Calcanhoto que postei aí embaixo. Fico repetindo o refrão como um mantra. Socorro!

Já consegui cortar uma página inteira!

YEAAAAAAAAAAAAH!!!!!!!!!! Também tem Sinatrão, que é super difícil de encontrar em boa gravação no YouTube. I'M THE QUEEN OF THE WORLD!!!!

 Frank Sinatra - New York New York

Esta vida com trilha sonora tá passando de todos os limites

Revisando aqui a parte em que o casal feliz tenta de novo e esta autora leva o segundo e derradeiro chute, me entra La Calcanhoto no rádio repetindo exaustivamente: "Não volte nunca mais pra mim".

Tudo bem que o muso não tem a menor intenção de voltar, nem eu a essa altura, mas a vontade de ligar e repetir isso no ouvido do fofo, só de raiva, tá chegando a níveis incontroláveis. A letra tá lá nos comentários.

Almoço já.

Só achei uma gravação da Calcanhoto com o Erasmo, que é o autor. Aliás, serviu pra eu descobrir o tal do MP3Tube. Urrú! Nunca mais clip mané do YouTube, que cansei de botar aqui só por conta da música!
 Adriana Calcanhotto /Erasmo carlos - Do fundo do meu coração

O milagre da multiplicação das páginas

Eu corto, recorto, enxugo, chuleio, e inda faltam 30 páginas pra cortar. Ai.

Tava aqui pensado: será que tem a ver com o fato de eu estar acrescentando algumas coisas aqui e ali?

Dã.
Pedalada básica, nenhum encontro constrangedor e irritante. Agora, aqui, no plantão-água, esperando abrirem o registro lá embaixo por meia-hora, pra poder tomar banho e lavar louça.

Sabadão chatinho.

Só vai me restar trabalhar e chafurdar no livro - tá, eu sei que essa obra de arte tá virando uma ladainha sem dó, foi mal, um dia eu acabo.

Cárcere privado

Falei aqui que tinha revogado meu Tratado de Tordesilhas, né? Pura falácia. Louca pra pedalar agora na praia, não consigo me mexer. A essa hora, as chances de encontrar com o muso são de 270%. Tudo bem que ando fazendo progressos a passos de elefante, mas a possibilidade de dar de fuça com o fofo ainda me causa profunda estranheza, vai me doer e posso voltar umas 10 casas no meu processo de cura.

Tá, tá, eu sei, eu sei que preciso encarar o fato de que encontrar com ele por aqui é coisa que vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Mas isso é igual a gordo de regime. Tem que fazer dieta, pra que que o cara vai pruma pizzaria? Não pode comer, melhor não ver. Não acredito que escrevi isso, é metáfora, galera, é a metáfora da pizza.

Ah, sim, o porteiro acaba de ligar, avisando que o prédio tá sem água.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Só Mark Twain salva

Meu Deus, me distraí aqui, entre trabalhar e responder e-mails, com a TV ligada num filminho mané do De Niro com La Streep, romântico até o tênue limite do ridículo, e só agora vi que é quase meia-noite. Cama já. Comecei a sexta-feira de trabalho tardíssimo e acabei me empolgando. Mas até que rendeu bem.

Acho que vou me atracar um pouco com Mark Twain, um livro de textos inéditos do cara que uns pesquisadores acharam recentemente, e, depois, morrer pro mundo.

Fui.

Meu nome é trabalho

Bicicleta pedalada, corpinho alimentado, banho tomado, fuça nos jornais todos que não li por conta da preguiça matinal. Nada pra fazer, nenhum dinheiro pra gastar, só me resta ralar aqui pra planejar umas coisas de trabalho pra apresentar semana que vem e botar um ponto final nesse livro, que virou uma ladainha só. Portanto, fim de semana vai ser de ralação. Tanto melhor.

Aliás, sempre achei viadagem essa coisa de escritor que fala que a gente acaba não querendo finalizar um livro; que tem que fazer um esforço enorme pra se livrar dele. Tô pagando minha língua: fico enrolando, contando mais história, arrematando, lambendo a cria e não solto o bicho de jeito nenhum. E olha que nem tá doendo mais tanto a confusão toda - o pior, com certeza, já passou -, fico é cuidando de detalhes aqui e ali, e a revisão não acaba nunca.

Me fui.

Mais informações no próximo informativo ou a qualquer momento no Plantão do Sua Excelência...

"Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes"

Tava lá, falando bobagem nos comentários, lembrei do muso. Ato contínuo, lembrei que essa música aí embaixo cai como uma luva no fofo. Não resisti. Foi mais forte que eu. Não, eu não me orgulho.

Bicicleta já.

Ah, a gravação aí é com o Zé Ramalho, que dá um depoimento bacana no início. Quem não estiver com paciência, corre até 1:10, que é quando ele começa a cantar.

Posso não trabalhar hoje? Preguiça mortal, meu Deus. Eu juro que compenso no fim de semana

O cérebro não tá afim. Ó, já li a Rio Show, a Programa e... só. Deu um cansaço mortal. Coração cheio de culpa. Foi mal. Fui.
Cruzes, passei boa parte da noite pesquisando aspas do Borges; o homem tá hoje na capa da revista de fim de semana da Folha. Que medo.

Ih, o cara do IBGE que acabou de sair daqui é bem gatinho

Mais bacana que ele, só a aliança enorme que ele carrega na mão esquerda. Saco.

Meu Deus, jornal já! Perdi completamente a noção.

P.S.: Não dei mole pro fofo, não. Fui toda educada, praticamente uma mocinha, eu juro.
P.S.1: Inda é cheiroso. O perfume tá aqui até agora. Ui!

Blog oficialmente mais ou menos de folga

Borges e a anta (no caso, esta autora)

Uma boa amiga já me disse que este blog, no fundo, é uma bobajada pra disfarçar o quanto eu amo, aliás, amei (pra manter um mínimo de dignidade) o muso; que é a declaração de amor mais atrapalhada de que já se teve notícia. Claro que lati e neguei, claro que babei de indignação. Mas, relendo esta pequena obra de arte, sabe que faz sentido.

Aí, enquanto escrevia um artigo aqui, querendo achar aspas do Jorge Luis Borges sobre coisas mais sublimes que o amor-anta, achei a seguinte pérola (adaptada por mim e pelo Google a partir do que acho que é dele, mesmo): "Nunca diga que esqueceu um grande amor, apenas que consegue falar nele sem derramar uma lágrima de saudade."

Acho que cheguei a esse ponto, finalmente.

Acho que preciso ir pra cama.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Ah, sim, e tem mais: no meu planeta, dois com dois dá cinco

Foi nada, não. É que acabou de tocar isso no rádio, e me deu vontade de postar. Só achei a versão do Caetano com o Rei, que, como sabemos, me persegue desde o Natal, argh.

Agora é oficial: defunto enterrado

Lá em Nova Orleans, a tradição manda tocar muito jazz quando morre um - não, não valeu pros do Katrina. Acho que tô meio assim hoje. Tristinha ainda, mas tocando jazz na fuça do imenso defunto que virou est..., aliás, aquela dor de corno. Tomem aí o velho Louis.

P.S.: Até já bem cantarolei com a Ana Carolina hoje, sem querer varejar o rádio pela janela.
P.S.: Só falta conseguir tomar minha canja sozinha. Mas eu chego lá.