quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vontade de ligar pra Deus e perguntar: "Vem cá, nada pra fazer no Oriente Médio, não?"

Perdi um primo ontem. Agonizou nas últimas duas semanas. Descobrimos há uns 10 dias que ele tinha câncer no pulmão, pâncreas E ossos. Ele, mesmo, também descobriu há pouquíssimo tempo, mas, claro que já era tarde. Tinha sessenta e poucos anos e já foi o xodó do meu pai e da minha mãe, então, recém-casados. Quando cheguei no pedaço, a gente brincava falando que era irmão. Ah, sim, o bichinho morava aqui pertíssimo, e nunca tomei o chope que a gente sempre se prometia. Já doente, saiu daqui e se mandou pra Minas, pro enterro da minha mãe, há três meses.

Na boa, galera, tá foda. Tô aqui, respirando fundo, pra ir com meu pai (chegou de Minas hoje de madrugada) pro enterro. Sei lá o que vou sentir na volta. Tava bem legal de enterro este ano, mas, simplesmente, não dá pra não ir. No mínimo, preciso estar do lado do meu pai, que também tá ao contrário aqui.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Muda tudo no Largo

Depois de ir pra salinha, voltar, fazer a mãe de todas as faxinas no cafofo, virada aos 46. Tô tocando um projeto num jornal, que, descobri ontem, vai me obrigar a ir todas as tardes pra lá nesta primeira fase. Acabei, portanto, arrumando mais um dindim e resolvendo o problema de ficar aqui chafurdando trabalho e tristeza num canto só. O combinado com o povo foi eu ir pra lá com meu laptop e ir tocando o que tiver que tocar de lá. Com meu celular e meu superminimodem, tô igual a pinto no lixo, conectadíssima, em relativa paz. O-ba. Fui. Vou ralar, que tá tudo enrolado aqui.

Inté, meu povo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tá, eu sei, é bem capaz de a fofa grávida pesar menos do que eu. Me poupem.

A barriga da Bündchen

Tava na banca, comprando cigarro, dei de cara com a fofa na capa de uma revista, falando da gravidez. Olhei pro jornaleiro e exclamei, do fundo da alma, quase em êxtase: "Cara, ela agora, vai ficar gorda!". Aun. Tadinha.

Já na ativa. Ai. Bom dia, meu povo

terça-feira, 22 de setembro de 2009

E vou dormir assim, frustradinha. Trabalho enrolou aqui hoje. Saco. Fui

Ó, que fofo

Acordei assim, hoje, mocinha.



Ralando desde cedo. Inté.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Intão

Cara, a pessoa se manda pruma salinha lá no Centro, combina tudo direito. Aí, faxina a casa toda, jogando fora uma imensidão de coisas que provavam que a alma estava completamente descabelada, e percebe que só o ato de limpar tudo e botar este cafofo em ordem já fez toda a diferença, a presença do meu pai no fim de semana do aniversário aplacou boa parte do desespero que ainda tava me atormentando (conversamos paca) e acabo de descobrir que a vizinha de cima vai, finalmente, quebrar o banheiro pra parar com a infiltração que empreteceu uma parte considerável do meu banheiro, todo reformadinho. Terei, portanto, que ficar em casa, quando o cara começar a quebrar pra poder acompanhar se, por acaso, ele tiver que quebrar aqui também. É ela quem está pagando, claro, e não posso dar mole pra ela argumentar que tentou fazer e eu é que não estava em casa. Saco.

Completamente confusa aqui. Tô aceitando sugestões.

Tá bão, já tô digerindo

Minha amiga Carol é uma sábia. Insuportavelmente sensata. Às vezes, claro.

Mas minha amiga Carol acordou mais sensata ainda hoje e me trouxe de volta ao mundo dos mortais. Raiva já quase passando. Ênfase no "quase".

Fato é que já até me comportei como uma mocinha num certo telefonema e nem fiz nenhuma malcriação hoje, como pretendia, aliás.

domingo, 20 de setembro de 2009

Tô quietinha até agora porque ainda não digeri

Bienal foi um horror, e eu digo de novo: um horror. Mas não posso desabafar aqui, abrir meu coração, porque ainda sou uma profissional mais ou menos séria.

Mas, enfim, já corri de tiro em morro do Rio; já fui perseguida, sem sacanagem, por agente do governo do Ahmadinejad, o cara do Irã, quando passei duas semanas no país do mala, como jornalista. Me sentir humilhada, um zero à esquerda, uma moleca, em Bienal do Livro foi a primeira vez.

O que me aconteceu de bom na Bienal? Descontos incríveis pra quem tem a credencial de "autor", de até 30%. Voltei pra casa com preciosidades a preço de banana. A saber, uma sensacional autobiografia da Billie Holiday, recém-relançada; dois livrinhos fofos do Schopenhauer: A Arte de Lidar com As mulheres, no qual ele "prova" que somos inferiores, aun; e A Arte de Ter Razão, no qual, ao que parece, andei folheando, ele "prova" como é possível ser escroto o sucifiente pra ter sempre razão ou, ao menos, aparentar ter razão; o manual da nova ortografia, claro; "As Comédias de Antônio José, o Judeu", um sujeito que sempre me despertou curiosidade, mas que nunca li; "Z, A Cidade Perdida", dum colega americano que chafurdou a história dum aventureiro que sumiu na Amazônia há trocentos anos enquanto buscava o "Eldorado brasileiro", com fotos espetaculares de época que ele conseguiu achar.

sábado, 19 de setembro de 2009

O convite

Foi mal, não consigo postar o convite aqui de jeito nenhum. Tomem aí o link, pra ver qual é o stand direito.

http://suaexcelenciaocanalha.blogspot.com/2009/09/lembrando.html

Muito orgulho nessa hora

Meu povo, parece que mudei de apê. Faxina geral, digo, geral. Depois, conto os detalhes. Tá um brinco o bichinho, espaçoso, arrumadinho, charmosinho que nem.

Voando agora, que ainda vou passar o vestido da Bienal, almoçar, fazer unha e me mandar pro Riocentro pra autografar o Sua Excelência... das 20h30 às 22h. Urrú!

Inté.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Combinação de frases ou palavras consideradas impróprias"

É o que diz o sistema de certo órgão público, que bloqueou o acesso ao Sua Excelência...

Mór injustiça, né, não?

Momento Unimed II

- Não faço a menor ideia do meu peso - disse, eu, docemente, ao preencher um dos formulários. Só lembro a altura, 1,59. Vou no banheiro pesar, volto com 68.
- Ih, escreve isso não, senão vai botar você nas doenças pré-existentes, por causa da altura. Bota 59. Aliás, vocês, agora, têm direito à redução de estômago.

Detalhe, apesar do absolutamente desnecessário "vocês", a doce moça é mais gorda que eu. Na boa, precisava? Justo no dia do meu aniversário? Saco. Falar em aniversário, descobri que, ano que vem, quando faço 44, mudo de faixa etária, passo a ficar mais perto da terceira idade e vou ter que começar a pagar mais. A próxima virada (perguntei, claro, pra que sofrer pouco, né?) será aos 49.

Momento Unimed I

Finalmente, fazendo as pazes com o plano de saúde, fui no stand bacana de um corretor, numa galeria aqui perto. Me deu todas as informações e despachou uma moça simpática aqui pra casa, pra eu assinar tudo. Aí, percebo que ele tinha me dado uma informação errada ontem.

- Isso, a anta do stand não me explicou ontem. Ele me deu informação errada.
- Quem, o Luiz?
- Esse, essa anta, mesmo.
- É meu marido.
- Pô, foi mal.

4.3 completinhos. Safra 1966. Cavalo de fogo. Carroceria em quase perfeito estado de conservação

E toma ralação na fuça.

E toma arrumação do cafofo, que o surto vou-botar-esta-merda-em-ordem ainda não passou. Neste exato momento, o vidraceiro tá aqui substituindo dois vidros (janela e porta da estante), que tão quebrados há meses.

Inté.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Só mais meia hora, mas sucumbo. Preciso dormir. Fui. Inté

Ih, só tenho mais uma hora de 42 anos. Ai

"Me joga no Google, me chama de pesquisa..."

Parem, agora, o que tão fazendo, e vejam isso, pelamordedeus! Especial atenção à pronúncia de Google.

Ih, faltam menos de seis horas pra eu ficar mais velha. Tinha esquecido completamente

Ralando meu coco aqui, craru

Ih, Seu Monteiro chegou. Fui. Inté

Auto-ajuda total, mas é sensacional. É de uma jornalista e escritora americana. Listinha de conselhos que ela escreveu quando fez 50 anos: http://www.cleveland.com/brett/blog/index.ssf/2006/05/regina_bretts_45_life_lessons.html

Só achei em inglês, foi mal aê.
Ah, sim: vou ter que levar este corpinho no sábado à noite pro Riocentro e tô achando lindjo.
Sim, é o que parece: vou ter que levar este corpinho no sábado à noite pro Riocentro. Eu e Seu Monteiro. Oremos.

Lembrando

Ah, sim, bom dia

Ó, eu sei que vocês me acham legal, mas preciso falar algo sobre mim: eu gos-to, paca, do Oswaldo Montenegro. Pronto, falei. Ninguém é perfeito

"Faça uma lista dos sonhos que tinha, quantos você desistiu de sonhar."

Amanhã é meu aniversário, num ano desgraçado, caceta. Releva aí, galera.

Socorro: amanhã faço 43 anos e fico a 7 dos 50. Lembrando que 4 com 3 dá outro 7. Tudo muito cabalístico demais pro meu cérebro. Ai

Cadê a Mirtes? A louca, que entende de número, some quando eu mais preciso dela. Fico chateada.

Descarrego no Largo ou tô-tipo-assim-muito-legal-de-me-fuder

Intão, fiz uma rearrumação na sala; arrastei móvel; desmontei, sozinha, com chave de fenda e tudo, uma mesa de computador que só serve pra entulhar e que meu pai vai levar pra casa dele; finalmente entubei que meu computador de mesa pifou (tava em estado de negação total) e parei de tentar fazer o fofo funcionar. Meu pai vai levar embora o tal também. Seu Monteiro quer virar interneteiro agora, que ficou viúvo, o que é uma bênção, já que, como sabemos, basta uma Monteiro pirando.

O computador, o que vou fazer é despachar pra ele, com um pen drive, pra, se não tiver que formatar, o cara que for mexer fazer backup. Ele vem de ônibus amanhã, mas volta com meu primo de carro, no domingo, justamente pra carregar daqui a tralha que tá sobrando. Se tiver que formatar também, foda-se, tô muito legal de coisa velha aqui em casa. A única coisa que está no computador e que realmente importa é o meu livro com as crônicas de Praga, que tenho aqui no laptop e em dois pen drives novos e no Gmail.

Só tô com dó de perder um monte de fotos de Praga, do ano que morei lá, que só tenho nele mesmo - meus outros dois pen drives, que tinham as tais fotos, foram roubados com a bolsa, lembram? Mas, na boa, se perder as fotos, fica a minha memória. E posso sempre voltar a Praga. As do Irã, pra onde não pretendo voltar nesta encarnação, eu também tenho aqui no laptop e nos dois pen drives novos. O que vou fazer é comprar um outro laptop, mais muderno que este, pra ficar um aqui e outro no escritório no Centro. Até porque, se eu ficar com um computador só, se o bicho der pau, fudeu. Minha vida depende das máquinas. Aqui, no cafofo, só cabe um laptop e pronto. Custei a admitir isso, eu sei.

Também já ando bem namorando certo Smartphone que certa operadora de celular "dá". Se eu fechar o pacote, fico escrava dos fofos por um ano, arapuca total. Eles "dão" o aparelho, mas você "paga" o tal por um ano, escravidão total. Por outro lado, o bicho me deixaria conectada o tempo inteiro, que é algo de que preciso agora. Enfim, preciso ver se vale a pena trocar o plano da operadora e tal. Depende da arrumação do meu quarto, onde estão empilhadas todas as contas do mundo. E tem sempre a Nextel, com o apelo de que de Nextel pra Nextel, a gente não paga nada, em compensação, parece que o minuto do Nextel pra outras operadoras é mais caro. Preciso pensar e fazer conta.

Também joguei fora um sacão, desses grandes, tipo Casa & Vídeo, com um milhão e meio de blocos com anotações velhas, que não servem mais pra porra nenhuma; um milhão e meio de estratégias do projeto que deu errado há uns dois anos; uma pilha de cartões de visita meus, com a logo do mesmo projeto. E, sim, botei uma pilha de CDs de volta nas suas caixinhas. Tavam todos empilhados, num canto qualquer da estante, as caixas vazias do lado. Ia botar em ordem de estilo, brasileiro e estrangeiro, mas o Fator Zefa transforma essa tarefa em algo completamente inútil, é enxugar gelo: eu boto numa ordem que me parece sensata, ela vem pra limpar, bagunça tudo de novo. O mesmo vale pros livros. Caguei também.

Nem tô muito feliz, não. Dei de cara, por exemplo, com umas coisas que escrevi num bloco no velório da minha mãe durante a madrugada mais desgraçada da minha vida - pois é, em algum momento, a única coisa que poderia me manter viva era escrever. Que que eu fiz? Rasguei e joguei fora. Na boa, pra que guardar a anotação? Se, um dia essa dor virar livro, não há possibilidade de eu esquecer o que eu tava sentindo. Guardar só ia servir pra sofrer mais. Foi pro saco. Literalmente. Ainda tô pensando no que fazer com a gravação na secretária eletrônica dum telefone velho, que achei aqui, outro dia, com a vozinha dela, me dando parabéns pelo aniversário, ano passado, eu acho.

Ter achado isso a tão pouco tempo do meu aniversário este ano quase me enlouqueceu, devo registrar. Ah, sim, a gravação também tem a voz do meu pai. Sei que posso me arrepender horrores se deletar. Mas, agora, só tá servindo pra me mastigar o peito. Acho que a melhor decisão, neste momento, é, mesmo, enfiar o tal do aparelho em algum canto qualquer do cafofo pra decidir depois. No futuro, isso tudo pode virar o único registro de áudio do que um dia foi a minha família. Mas, no fundo, no fundo, não sei ainda.

Na boa, parece que me mudei pruma casa nova, parece que tomei um banho de descarrego. Só falta arrumar o meu quarto, que tá cheio de entulho também, mas amanhã eu ataco.

Também tirei de um canto qualquer minha agenda de 2009, que tava abandonada, eu, completamente desorganizada, deprimida pra caralho. Tá aqui na minha mesa. Tá bão, eu sei que setembro não é mês pra um ser normal reativar a agenda, mas é assim que as coisas tão acontecendo aqui. A agenda, aliás, é toda lilás, toda fashion. Também é lilás a capinha que comprei pro meu laptop semana passada. Também é lilás o detalhe do lugar de botar aguinha do ferro de passar novo, que comprei hoje - o velho pifou e tô com uma pilha de roupas esperando a boa Zefa segunda-feira. Ferro fashion é um pouco demais, eu sei. A carteira nova, que tive que comprar depois que me roubaram a bolsa? Lilás.

Ato contínuo, lembrei de uma amiga minha, de uns 20 e poucos anos, que, uma vez, foi parar numa cromoterapeuta e aprendeu que o lilás é a cor da mudança ou de querer mudança, não me lembro mais. Só guardei a palavra mudança. Ato falho total, morri de rir aqui, sozinha, enquanto arrumava as coisas e fui me dando conta da quantidade de coisa lilás que tem no cafofo. Fui num site esotérico qualquer agora, só de sacanagem, e eis companheiro lilás: "Tem efeito purificador. Transforma as energias negativas em positivas. Ótimo para a saúde. Acalma o coração, a mente e os nervos." Não se surpreendam se eu aparecer com o cabelo lilás!

Só entra nessa casa, agora o que couber. Quando morar numa mansão, compro um piano de cauda. Não é o caso agora. Preciso ficar do tamanho do meu apê. Tá, só eu não sabia. Dã. Ah, sim, também só gasto o dinheiro que tiver - preciso dar paz a companheiros Mastercard e Itaú, afinal de contas. Só amo quem me amar e sou só amiga de quem for gente legal. Só faço projeto pra cair dentro, com planejamento de gente grande, com gente em quem eu confio. Só topo projeto que eu tenha certeza absoluta de que eu posso tocar. Cumpra-se.

Claro que isso tudo tem a ver com a proximidade do aniversário, com a reflexão do que este ano foi até agora, com a tristeza toda que me afogou num ninho bagunçado, infeliz. Mas, enfim, acho que, finalmente, arregacei as mangas e parti pra briga com o cafofo, que ainda mando nesta merda. O cafofo, aliás, agora, tá voltando a ser o brinco que sempre foi. Eu sou maluca, mas sou boa dona de casa, porra.

Aí, de repente, me lembrei que publiquei um livro (meu sonho de infância; desde que comecei a pensar direito, comecei a escrever, meu Deus do céu), já saí em um monte de jornal, já fui à TV e vou estar na Bienal no sábado, das 20h30 às 22h, aliás, autografando um livro gerado pela tristeza de um pé na bunda dum sujeito que, se era apaixonante e charmosão, também era covarde, mentiroso, cínico, escorregadio como o que, cujos defeitos eu, simplesmente, fui fingindo ignorar, como se não houvesse amanhã. Só que havia amanhã. E eu, aliás, tô em pleno amanhã, chamuscadinha da silva.

Aí, fiquei pensando na quantidade de amigas ou conhecidas ou estranhas ilustres que transformaram dor de corno ou qualquer outra dor em uma coisa positiva, especialmetne, com relação à carreira de jornalista e escritora. Na boa, enfim, sabe, assim, tipo, cansei de me fuder? Alías, sabe, assim, tipo, cansei de achar que eu sou uma miserável? I'm back in the game, meu povo. Surto total, eu sei. Mas, foda-se: não posso chegar aos 50, o que não tá muito longe, aliás, nesse astral eu-sou-rebelde-porque-o-mundo-quis-assim, loser total.

É isso, resumindo, é isso. Fui, que amanhã é dia comprido, com toda a ralação do mundo e meu pai chegando na hora do almoço pra passar meu aniversário, na sexta, comigo. Oba. Ainda tenho uma família, porra. Quando não tiver mais, sofro tudo de novo, claro. Mas, por enquanto, tô completamente só-por-hoje.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Me voy aqui. Diazim comprido, comprido

Ralação E arrumação de casa. Não, eu não sei como eu consegui fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Agora, vou atacar o quarto, pra acordar cedo e, adivinhem, ralar mais. Mas a casa, eu resolvo hoje. Acho. A sala já tá quase um brinco, livre de um saco imenso de papel e jornal velho que despachei, fora um monte de bagulho inútil.

I feel good!

E vamu que vamu

Na boa, por que jornalistas e escritores em geral se acham artistas brilhantes e não conseguem dar jeito na própria vida?

Pois é, enlouquecida de trabalho, babando de tristeza ainda, mas voltando ao controle, com a casa de pernas pro ar, papel acumulado e espalhado por todos os cantos do quarto-e-sala, fiquei até agora achando que fazia o maior sentido do mundo misturar pessoal e profissional em menos de 50 metros quadrados nesta fase de merda da minha modesta biografia.

Noves fora nada, também fui descuidando da casa (tá limpa, tá, só tá uma zona), como quem acha que tem mais é que se danar toda: perder mãe e ficar em paz, na minha cabeça, até agora, não fazia sentido. Não fazia.

Só agora, sei lá por que diabos, fui perceber com clareza o monte de bobagem que fiz desde um certo 27 de junho. Aliás, um monte de bobagem que fiz desde que percebi que o 27 de junho tava pra chegar, o que levou meses de agonia em família.

Quanto a trabalho, bagunça total. Deadlines ignorados. Produção de qualidade péssima. Criatividade zero. Mais de um cliente puto comigo. Tudo porque o gênio da comunicação aqui, simplesmente, achou que podia fazer tudo ao mesmo tempo, inclusive chorar a mãe. Acabei não fazendo nem uma coisa nem outra direito, não combinei com os russos, fui levando a vida como se não houvesse amanhã e agora tô aqui, quase virando orelhão de tanta ficha na fuça. Ai.

Pronto, falei.

Por que tô em casa ainda? Porque tô vendo o que vai dar pra levar pra salinha no Centro e fui me dando conta do imenso caos que está este lugar. É como se eu, simplesmente, não visse a zona que tá a minha volta. A propósito disso, uma vez, um psicanalista me disse que, pra saber como está a alma do sujeito, é só olhar o armário do cara. Dã.

Não faço a mais pálida ideia de como encerra luto. O que eu sei é que hoje, subitamente, a vontade de morrer começou a passar.

Avisa aí ao mercado e ao planeta em geral que Rozaninha (*) não vai sair de cena tão cedo. Cumpra-se.

Fui querer ser gênio e dona de casa, né? Foda-se. Vou dar meu jeito aqui, que o dia há de ser comprido.

Inté.

(*) Aliás, Rozaninha, o caralho: Rozane Monteiro.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Só pra lembrar

ATLASado

Isso aí eu vi, hoje, na placa do botão do elevador Atlas do predião, rabiscado no metal por algum gaiato, irritado com a demora - é supermovimentado lá. Fiquei rindo sozinha. A quantidade de poeta que tem neste mundo de meu Deus é inesgotável.

Já instaladinha. No 13º andar dum predião. Ueba!

Vou ralar.

Quem mandou a gente não nascer francês, né? Ó, a nossa Carla Bruni no 7 de Setembro

Recebi isso por e-mail agora e quase babei de rir com o modelito Independência ou Morte da fofa. Não resisti.

Atrasadinha, atrasadinha. Passei só pra dar bom dia. Fui. Pro meu cafofo lá no Centro. Inté

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O famoso outro lado

Sério, na boa, nunca achei que ele fosse grande ator, não. Mas ele ter topado pagar esse mico, ter dado conta do recado bonito, batendo um bolão como um traveco, sem cair na arapuca do estereótipo, pra mim, já valeu o ingresso.

Ave, Patrick. Que o fofo descanse em paz. Simplesmente, não gosto quando seres humanos legais morrem. Esse brigou o quanto pode contra o raio do câncer no pâncreas. Perdeu. Saco, Ela sempre vence.

Mais homenagem pro mané e pronto.

Como eles ficaram limpimhos depois da farra na argila do vaso dela eu, sinceramente, não sei. Pergunta à turma do continuísmo do filme, uma gente, como sabemos, mais distraída do que devia.