Meus queridos rapazes leitores do blog, me perdoem por esta metáfora sádica, mas picar aquela calabresa em pedacinhos e, depois, amassar a bichinha com o garfo pra ela ficar bem moída pro molho do macarrão que eu ia comer depois me deu certo prazer.
Foi mal. Precisava desabafar.
Valhei-me meu São Sigmundo.
sábado, 31 de maio de 2008
O plantão do Sua Excelência... informa: jornalista perdoa manjericão
Eu nem sei quando comecei a cozinhar igual a gente grande. Minha mãe, cozinheira mineira de mão cheia, diz que eu ficava, ainda menina, do lado dela, no fogão, só olhando. Lembro vagamente, mas não lembro de ficar preocupada em aprender. Só lembro de ficar, como ela diz, só olhando, mesmo. A comida dela sempre foi cheirosa – o alho dourando, pra qualquer coisa, era meu preferido –, e eu achava legal ficar ali na cozinha dando pinta.
Algumas coisas que ela fazia eu achava esquisito. Uma delas: quando a vista começou a falhar, ela começou a vigiar o arroz de ouvido, literalmente, e acertava sempre a hora de apagar o fogo porque a panela parava de fazer o barulhinho da água ainda pipocando no fundo – essa, uma vez, ela me explicou porque eu não agüentei e tive que perguntar; não entendia de jeito nenhum. Também nunca compreendi como, diabos, ela conseguia acabar de cozinhar com a pia livre de louça suja. E nunca, nunca, mesmo, compreendi a mania dela de colecionar potinhos de plástico pra guardar sobra de comida.
Hoje, num surto de sanidade raro nesta casa nas últimas semanas, fiz as pazes com o manjericão. Tá, eu sei que parece viadagem, mas é um símbolo e pronto. Na verdade, por gostar muito de cozinhar, gosto também muito do cheiro das coisas e vou levando a vida a associar cheiros e sabores à alma (minha e alheia) e ao estrago feito na coitada (minha) vez ou outra. O primeiro jantar desta minha ópera bufa teve manjericão, deu no que deu, tomei raiva da folhinha. Simples assim.
Pois, fiquem sabendo que hoje não só fiz as pazes com a folhinha escrota, como fiz de novo meu macarrão bacana (o tal do primeiro jantar), com manjericão, calabresa, molho de tomate com tiras finas de cebola e pimentão e, só de raiva, dei uma inventada e acrescentei abobrinha. Tá, eu sei, eu sei que preciso começar a dieta seriamente ontem, mas eu precisava desse ritual de hoje. Relevem aí, porra. Conseguir fazer almoção de sábado pra comer sozinha, repetindo o prato maldito, sem babar de ódio e tristeza, é uma vitória e tanto, admitam.
Comi com a calma dos desgraçados, com a paz dos malucos, na minha minúscula cozinha americana, de guardanapinho de pano no colo, garfo e colher, prato no meu joguinho americano comprado no Irã (tá, já falei aqui que chamar aquele paninho de "americano" com o bicho sendo persa é uma sacanagem, mas não consigo encontrar outro nome). Com um vinhozinho bacana comprado numa promoção da Sendas. Folheando uma matéria levinha sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil na Veja.
Ah, sim, antes de comer, a pia já estava livre de louça suja. E o que sobrou dos temperos não usados e do próprio macarrão pronto já está devidamente enfiado na geladeira em alguns dos meus milhares de potinhos de plástico que entulham o armário da cozinha. A calabresa fritando, eu vigiei de longe, ouvindo o barulhinho dela estalando na panela.
Algumas coisas que ela fazia eu achava esquisito. Uma delas: quando a vista começou a falhar, ela começou a vigiar o arroz de ouvido, literalmente, e acertava sempre a hora de apagar o fogo porque a panela parava de fazer o barulhinho da água ainda pipocando no fundo – essa, uma vez, ela me explicou porque eu não agüentei e tive que perguntar; não entendia de jeito nenhum. Também nunca compreendi como, diabos, ela conseguia acabar de cozinhar com a pia livre de louça suja. E nunca, nunca, mesmo, compreendi a mania dela de colecionar potinhos de plástico pra guardar sobra de comida.
Hoje, num surto de sanidade raro nesta casa nas últimas semanas, fiz as pazes com o manjericão. Tá, eu sei que parece viadagem, mas é um símbolo e pronto. Na verdade, por gostar muito de cozinhar, gosto também muito do cheiro das coisas e vou levando a vida a associar cheiros e sabores à alma (minha e alheia) e ao estrago feito na coitada (minha) vez ou outra. O primeiro jantar desta minha ópera bufa teve manjericão, deu no que deu, tomei raiva da folhinha. Simples assim.
Pois, fiquem sabendo que hoje não só fiz as pazes com a folhinha escrota, como fiz de novo meu macarrão bacana (o tal do primeiro jantar), com manjericão, calabresa, molho de tomate com tiras finas de cebola e pimentão e, só de raiva, dei uma inventada e acrescentei abobrinha. Tá, eu sei, eu sei que preciso começar a dieta seriamente ontem, mas eu precisava desse ritual de hoje. Relevem aí, porra. Conseguir fazer almoção de sábado pra comer sozinha, repetindo o prato maldito, sem babar de ódio e tristeza, é uma vitória e tanto, admitam.
Comi com a calma dos desgraçados, com a paz dos malucos, na minha minúscula cozinha americana, de guardanapinho de pano no colo, garfo e colher, prato no meu joguinho americano comprado no Irã (tá, já falei aqui que chamar aquele paninho de "americano" com o bicho sendo persa é uma sacanagem, mas não consigo encontrar outro nome). Com um vinhozinho bacana comprado numa promoção da Sendas. Folheando uma matéria levinha sobre os 100 anos da imigração japonesa no Brasil na Veja.
Ah, sim, antes de comer, a pia já estava livre de louça suja. E o que sobrou dos temperos não usados e do próprio macarrão pronto já está devidamente enfiado na geladeira em alguns dos meus milhares de potinhos de plástico que entulham o armário da cozinha. A calabresa fritando, eu vigiei de longe, ouvindo o barulhinho dela estalando na panela.
Levanta-te e anda
Sabadão promete, e os sinais de cura só aumentam. Já li quase todos os jornais, já honrei dívidas, já trabalhei, já fui a Sendas e agora me preparo pra me fazer um belíssimo almoço, saracoteando aqui, ouvindo música. E o melhor: claro que fico ainda repassando a vida o tempo todo na cabeça, com certo grau de indignação, mas acordei tão sem raiva hoje, tão sem vontade de continuar praguejando, que acho que tô saindo do coma.
Só não adianto o cardápio do meu espetacular almoço, porque, tá, admito, ainda me resta no fundo do peito a dúvida sobre se terei coragem de repetir certa comidinha que andei evitando fazer aqui nos últimos tempos por motivos óbvios. Dou notícias.
E fiquem aí com o bom Bob Seger: "Still the same"
Tem uma hora que ele fala assim, ó:
"Everytime they were sure they had you caught (Sempre que eles tinham a certeza de que haviam te pegado)
You were quicker than they thought (Você foi mais rápido do que eles imaginaram)
You'd just turn your back and walk (Você simplesmente virava as costas e ia embora)
(...) And you're still the same" (E você ainda é o mesmo)
Ai, ai. Se pudesse, hoje eu me pegava.
Só não adianto o cardápio do meu espetacular almoço, porque, tá, admito, ainda me resta no fundo do peito a dúvida sobre se terei coragem de repetir certa comidinha que andei evitando fazer aqui nos últimos tempos por motivos óbvios. Dou notícias.
E fiquem aí com o bom Bob Seger: "Still the same"
Tem uma hora que ele fala assim, ó:
"Everytime they were sure they had you caught (Sempre que eles tinham a certeza de que haviam te pegado)
You were quicker than they thought (Você foi mais rápido do que eles imaginaram)
You'd just turn your back and walk (Você simplesmente virava as costas e ia embora)
(...) And you're still the same" (E você ainda é o mesmo)
Ai, ai. Se pudesse, hoje eu me pegava.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Fui
Diazinho produtivo, tô tããããããão orgulhosa. Trabalhei até agora, despachei os textos pro webdesigner que tá dando conta do meu site, que, ao que parece, agora desencanta; cuidei de outras coisitas que ando fazendo; e fiz as pazes com o rádio, que tá tocando aqui uma baladinha bacana. Claro que a Ana Carolina já deu as caras, sofrendo igual a uma louca, mas não postei porque cês iam achar que eu tava de sacanagem.
Caminha já. Com um pouco de Machado. Na verdade, vou é fazer as pazes também com Machado, que abandonei nos últimos dias por absoluta irritação com o raio do Brás Cubas ficar falando do amor da vida dele, etc, etc, etc.
Como já anunciado: fui.
Caminha já. Com um pouco de Machado. Na verdade, vou é fazer as pazes também com Machado, que abandonei nos últimos dias por absoluta irritação com o raio do Brás Cubas ficar falando do amor da vida dele, etc, etc, etc.
Como já anunciado: fui.
"Dona Rozana, a senhora precisa ficar bem bonita, se arrumar e sair"
Um milhão de coroas tchecas pra quem adivinhar de quem é o conselho. Lourdes, claro, enquanto limpava a casa, e eu tinha surtos aqui hoje de manhã com o mané da Oi e o computador (que, aliás, voltou a funcionar, do nada).
Considerando que são oito da noite de uma sexta-feira chuvosa, e eu tô aqui, quietinha, ouvindo música e trabalhando, acho que faz sentido. Enfim. Caguei. Não saio de casa agora nem amarrada.
O que preciso, aí, sim, é desenvolver um programa de reaproximação dos amigos. Esse negócio de namorar muito tempo acaba com a vida social. Saco.
P.S.: Claro que, por silogismo, a partir da declaração de boa Lourdes, vê se faz sentido: alguém que "precisa" ficar bonita é porque, na opinião da minha guru, não tá bonita, certo? Ou não entendo mais nada de lógica?
Considerando que são oito da noite de uma sexta-feira chuvosa, e eu tô aqui, quietinha, ouvindo música e trabalhando, acho que faz sentido. Enfim. Caguei. Não saio de casa agora nem amarrada.
O que preciso, aí, sim, é desenvolver um programa de reaproximação dos amigos. Esse negócio de namorar muito tempo acaba com a vida social. Saco.
P.S.: Claro que, por silogismo, a partir da declaração de boa Lourdes, vê se faz sentido: alguém que "precisa" ficar bonita é porque, na opinião da minha guru, não tá bonita, certo? Ou não entendo mais nada de lógica?
"Largo do Machado? Não tem outra rua, não?"
Foi assim. Tinha uma linha na sala que eu ocupava no Centro. Saí de lá, vim pra casa, cancelei a bicha. Lindo. Só que tinha que falar com a Oi em 90 dias e esqueci completamente, claro. Virou um pesadelo, e hoje, depois de dias tentando falar com aquele povo, fui atendida por um rapaz atencioso.
Papo vai, papo vem, ele finalmente se convenceu de que eu queria cancelar o raio da linha - na boa, eu sei que é o trabalho deles, mas a insistência pra eu manter uma linha numa sala que não existe mais quase me enlouqueceu. Fui super-doce, elevei, assim, só um pouquinho o tom de voz, e mandei pela trigésima vez: "Eu-que-ro-can-ce-lar-a-li-nha-eu-não-que-ro-mais". Cheguei a pensar em falar que isso era igual a relação, quando um não quer, não rola mais; na cabeça ainda o eco do que já ouvi este ano mais vezes do que mereci de certo personagem da minha modesta biografia. Mas achei que ia ficar over.
Finalmente, convenci o fofo, que passou pra outra parte do processo: mudar o endereço, pra mandar a última conta pra cá pra casa.
- Senhoooora, é Largo do Machado, mesmo? Não tem outra rua, não? O sistema não está localizando.
- Querido, eu juro que o endereço é esse; se você quiser, eu mudo, mas vai levar, sei lá, um mês.
Silêncio. Suspiro, seguido de um súbito surto de esperteza do moço:
- Olha, pra não atrasar mais a senhora, vou mandar pro endereço antigo, tá? Aí, a senhora paga pela internet.
Pano rápido.
P.S.: Sem sacanagem, isso levou quase meia hora.
Papo vai, papo vem, ele finalmente se convenceu de que eu queria cancelar o raio da linha - na boa, eu sei que é o trabalho deles, mas a insistência pra eu manter uma linha numa sala que não existe mais quase me enlouqueceu. Fui super-doce, elevei, assim, só um pouquinho o tom de voz, e mandei pela trigésima vez: "Eu-que-ro-can-ce-lar-a-li-nha-eu-não-que-ro-mais". Cheguei a pensar em falar que isso era igual a relação, quando um não quer, não rola mais; na cabeça ainda o eco do que já ouvi este ano mais vezes do que mereci de certo personagem da minha modesta biografia. Mas achei que ia ficar over.
Finalmente, convenci o fofo, que passou pra outra parte do processo: mudar o endereço, pra mandar a última conta pra cá pra casa.
- Senhoooora, é Largo do Machado, mesmo? Não tem outra rua, não? O sistema não está localizando.
- Querido, eu juro que o endereço é esse; se você quiser, eu mudo, mas vai levar, sei lá, um mês.
Silêncio. Suspiro, seguido de um súbito surto de esperteza do moço:
- Olha, pra não atrasar mais a senhora, vou mandar pro endereço antigo, tá? Aí, a senhora paga pela internet.
Pano rápido.
P.S.: Sem sacanagem, isso levou quase meia hora.
Palavrão no título pega mal, né?
O computador pifou (tô no notebook). Com todos os arquivos do meu site, que preciso atualizar hoje; com os arquivos de coisas da assessoria que tô fazendo; com a porra da minha vida inteira naquela merda.
Ah, sim, a Lourdes fez um café super-bacana, que deixou na cafeteira. Desligada.
Meu Deus, e não é nem meio-dia ainda.
Ah, sim, a Lourdes fez um café super-bacana, que deixou na cafeteira. Desligada.
Meu Deus, e não é nem meio-dia ainda.
Socorro!
Acaba de me cair outra ficha, enquanto tava aqui deixando as coisas prontas pra faxina no cafofo amanhã, desligando a geladeira e tal. A boa Lourdes, agora, é o único ser humano que freqüenta este lugar. Mesmo assim, só até as quatro da tarde, de 15 em 15 dias. Alguém me abraça!
"Twist and Shout"
Eu pensei em botar uma musiquinha tristinha dos manés, inspirada pelo meu rádio maldito e pelo meu mau humor eterno. Mas pensei bem e achei melhor catar uma mais alegrinha. E, cá pra nós, se traduzir, suuuuuper livremente, essa bobagem como "Rebolar e Gritar", vamu combinar, é o que tenho feito desde um certo Natal de 2007. "Rebolar" no sentido metafórico, enquanto dando-meu-jeito-de-ficar-viva. Meu Deus, viajei muito agora, foi mal.
P.S.: A imagem não é das melhores, mas é em Liverpool, em, talvez, 1827. Ix-pe-ta-cu-lar.
P.S.: A imagem não é das melhores, mas é em Liverpool, em, talvez, 1827. Ix-pe-ta-cu-lar.
Se alguém vier com alguma análise contemporânea da alma feminina, vai levar a mão na fuça
Mas vou ter que falar da ficha que acaba de me cair. Depois de chafurdar na lama nos últimos meses, entre morrer de amor, de tristeza e de fúria, finalmente, botei a vida mais ou menos em ordem, enfiei o coração no bolso, e tenho estado atracada ao trabalho madrugadas afora. Assessoria daqui, assessoria dali, retomando na porrada um projeto que está empacado há um ano, longa história. Sério, o bichinho tá andando mais nos últimos dias do que desde que começou. Acho que é de tanta raiva de ter tomado volta da sócia e de ter me visto novamente nas mais absurdas solidão e dureza.
Aí, fiquei pensando: por que diabos meu cérebro e meu coração não podem funcionar ao mesmo tempo?
E na porra do rádio, mais uma dos programadores: Beatles, com "All you need is love". Por que, meu Deus, por quê?
Agora, antes de eu acabar este raio deste post, a louca da Calcanhoto: "Nada ficou no lugar..."
Na boa, qual é o problema dessa gente? Deve ter algum diretor de programação pensando: "Pô, ligado na rádio a essa hora só pode ser algum desgraçado (a) solitário (a), que acaba de se danar todo (a) por achar que tinha achado O amor da vida". Tô até vendo o puto, em reunião com os executivos da rádio, mostrando as estatísticas de solidão nas grandes cidades, pra convencê-los da melhor seleção de músicas pra madrugada. Argh.
Aí, fiquei pensando: por que diabos meu cérebro e meu coração não podem funcionar ao mesmo tempo?
E na porra do rádio, mais uma dos programadores: Beatles, com "All you need is love". Por que, meu Deus, por quê?
Agora, antes de eu acabar este raio deste post, a louca da Calcanhoto: "Nada ficou no lugar..."
Na boa, qual é o problema dessa gente? Deve ter algum diretor de programação pensando: "Pô, ligado na rádio a essa hora só pode ser algum desgraçado (a) solitário (a), que acaba de se danar todo (a) por achar que tinha achado O amor da vida". Tô até vendo o puto, em reunião com os executivos da rádio, mostrando as estatísticas de solidão nas grandes cidades, pra convencê-los da melhor seleção de músicas pra madrugada. Argh.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Ah, lembrei da reação do meu doce pai à confusão com a síndica
- Pai, aquela vaca daquela síndica falou que eu não posso votar lá no prédio porque nem sua filha eu sou e espalhou pro prédio todo que cê me adotou.
- Uai, minha filha, ela falou alguma mentira?
Pano rápido.
P.S.: Na boa, cês não têm noção do que é o humor mineiro.
- Uai, minha filha, ela falou alguma mentira?
Pano rápido.
P.S.: Na boa, cês não têm noção do que é o humor mineiro.
Dona Rozana pra síndica
Intão. Aqui tinha uma síndica louca, velhinha déspota, que humilhava e oprimia os porteiros e pobres em geral – incluindo todos os moradores que não eram proprietários, incluindo eu mesma. Pois as sandices da fofa me encheram tanto o saco um dia que fui lá tomar satisfações e, de pirraça, perguntar quando tinha eleição pra síndico.
Resposta da trastezinha sênior: "Você não pode nem votar. Você nem filha do seu pai é". O apê é do meu pai, e a vaca sabia que eu fui adotada ainda menina. Depois, eu soube pelo meu pedreiro que ela tinha espalhado essa porra pelo prédio, adicionando uma nova categoria à própria lista de minorias desclassificadas. Foi lindo.
Preciso dizer que tive um surto de compêndio de psiquiatria e quase parti pra dentro da velha depois que ela fez a doce observação de cunho genético?
Fato é que, reza a lenda, ela baixou a bolinha, os porteiros quase me carregaram nos braços, e logo depois a mané entregou o cargo. Novo síndico, lua de mel no prédio, todos sorrindo e felizes (sem sacanagem, juro, os porteiros eram proibidos de ajudar morador, simples, assim). Claro que a lua de mel já acabou, e claro que o povo agora reclama do novo síndico, cuja face jamais vi.
Adivinhem quem os porteiros amigos (que também me chamam de Dona Rozana, qual foram a boa Lourdes, que limpa meu puleiro) tão pilhando agora pra concorrer ao cargo?
Não tem preço.
Dor de corno 0 X 10 Autoestima.
Tá bão, de novo, mais honesta: Dor de Corno 6 X 10 Autoestima.
Fui.
Resposta da trastezinha sênior: "Você não pode nem votar. Você nem filha do seu pai é". O apê é do meu pai, e a vaca sabia que eu fui adotada ainda menina. Depois, eu soube pelo meu pedreiro que ela tinha espalhado essa porra pelo prédio, adicionando uma nova categoria à própria lista de minorias desclassificadas. Foi lindo.
Preciso dizer que tive um surto de compêndio de psiquiatria e quase parti pra dentro da velha depois que ela fez a doce observação de cunho genético?
Fato é que, reza a lenda, ela baixou a bolinha, os porteiros quase me carregaram nos braços, e logo depois a mané entregou o cargo. Novo síndico, lua de mel no prédio, todos sorrindo e felizes (sem sacanagem, juro, os porteiros eram proibidos de ajudar morador, simples, assim). Claro que a lua de mel já acabou, e claro que o povo agora reclama do novo síndico, cuja face jamais vi.
Adivinhem quem os porteiros amigos (que também me chamam de Dona Rozana, qual foram a boa Lourdes, que limpa meu puleiro) tão pilhando agora pra concorrer ao cargo?
Não tem preço.
Dor de corno 0 X 10 Autoestima.
Tá bão, de novo, mais honesta: Dor de Corno 6 X 10 Autoestima.
Fui.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Críquete?
Tava aqui pensando. Por que, diabos, meu leitor achou que eu tenho algo a ver com o raio do críquete? Vai ter que explicar, caceta.
Não tem preço. Um leitor acaba de lançar a Torcida Jovem Pró-Rozane (a Rozanão). Ixpetacular. Tomem aí a íntegra:
Tive que tirar dos comentários pra botar aqui, como post. Não resisti. Autor: Felipe Fajardo, meu jovem leitor, com todo o respeito.
"TJPR
Torcida Jovem Pró-Rozane
É uma torcida organizada ligada ao Rozane Críquete Club, a torcida popularmente conhecida como Rozanão!
A TJPR (Torcida Jovem Pró-Rozane) surgiu da união de um grupo de jovens amigos, todos amargurados na época, que tinham entre si, algo mais em comum, a dor de corno e o abandono mútuo e um ideal, tornar mais efetivo o seu incentivo a esse grande clube, formando assim uma torcida que viria a ser a maior do Brasil... Hoje, a TJPR(Rozanão) ainda é composta basicamente de poetas, escritores ou desocupados, onde na torcida procuram... er... hum.... torcer (sim, eu repeti a palavra) para a nossa querida musa da lamúria... a Dama do Largo do Machado..."
"TJPR
Torcida Jovem Pró-Rozane
É uma torcida organizada ligada ao Rozane Críquete Club, a torcida popularmente conhecida como Rozanão!
A TJPR (Torcida Jovem Pró-Rozane) surgiu da união de um grupo de jovens amigos, todos amargurados na época, que tinham entre si, algo mais em comum, a dor de corno e o abandono mútuo e um ideal, tornar mais efetivo o seu incentivo a esse grande clube, formando assim uma torcida que viria a ser a maior do Brasil... Hoje, a TJPR(Rozanão) ainda é composta basicamente de poetas, escritores ou desocupados, onde na torcida procuram... er... hum.... torcer (sim, eu repeti a palavra) para a nossa querida musa da lamúria... a Dama do Largo do Machado..."
domingo, 25 de maio de 2008
Comunicado
A preguiça já passou, mas tô tão mal humorada, por motivos impublicáveis (sério, num dá pra contar aqui, não), que resolvi poupar meu respeitável público da minha lamúria hoje.
sábado, 24 de maio de 2008
Ah, esqueci, tem a maldição da privada
No primeiro chute, a tampa da minha privada fashion, que me custou os tubos na época da reforma no apê, foi pro sal.
Agora, a descarga pirou, fica vazando água enquanto enche a caixa, e eu fico aqui amargando uma culpa enorme pelo mal que devo estar fazendo ao planeta por desperdiçar o que, como sabemos, valerá mais que o petróleo daqui a uns 200 anos, quando eu, talvez, tenha conseguido amar sem me danar.
Na boa, há de ter alguma explicação freudiana pra isso: tomo chute no traseiro, a privada pira.
Agora, a descarga pirou, fica vazando água enquanto enche a caixa, e eu fico aqui amargando uma culpa enorme pelo mal que devo estar fazendo ao planeta por desperdiçar o que, como sabemos, valerá mais que o petróleo daqui a uns 200 anos, quando eu, talvez, tenha conseguido amar sem me danar.
Na boa, há de ter alguma explicação freudiana pra isso: tomo chute no traseiro, a privada pira.
Conspiração Motorola e a nova obsessão
O raio do telefone, claro, não toca. Nem a minha mãe. Nenhuma amiga, nenhum amigo. Nem o povo de trabalho. Nem a galera do Itaú pra me cobrar.
De vez em quando, desligo o celular só pra me convencer de que ele não toca porque tá desligado. Aí, uns 15 minutos depois, ligo de novo, só pra ver se vem aquela mensagenzinha da Oi, avisando que alguém ligou, com o envelopinho voando na tela do aparelho. Não, não tá funcionando. O bicho emudeceu de vez. Só pode ser culpa da Motorola.
Fora isso, dada a imensa solidão, cumpro aqui o doloroso dever de anunciar que este coração tem nova obsessão. Acompanhem meu raciocínio. Namorado, não tenho mais. Meus pais moram em Minas. A maior parte da parentada também. Os amigos, abandonei quase a totalidade dos mesmos por conta do namoro comprido dos últimos meses e, agora, pela necessidade de ficar chafurdando, sozinha, aqui, lambendo as feridas. Portanto, se ligar pra algum deles, claro que vou levar pela fuça: "É, agora, que tá sozinha, liga pra gente, né?". Colega de trabalho, não tenho mais nenhum, já que há meses resolvi tocar-meu-projeto-pessoal. Vizinho, não me relaciono com nenhum aqui neste pombal. Se eu parar de escrever no blog, cês vão achar ou que eu pirei de vez ou que enchi o saco de escrever ou que a dor de corno passou.
Cara, se eu morrer aqui de um piripaque qualquer, no meu cafofo no Largo do Machado, ninguém vai saber.
De vez em quando, desligo o celular só pra me convencer de que ele não toca porque tá desligado. Aí, uns 15 minutos depois, ligo de novo, só pra ver se vem aquela mensagenzinha da Oi, avisando que alguém ligou, com o envelopinho voando na tela do aparelho. Não, não tá funcionando. O bicho emudeceu de vez. Só pode ser culpa da Motorola.
Fora isso, dada a imensa solidão, cumpro aqui o doloroso dever de anunciar que este coração tem nova obsessão. Acompanhem meu raciocínio. Namorado, não tenho mais. Meus pais moram em Minas. A maior parte da parentada também. Os amigos, abandonei quase a totalidade dos mesmos por conta do namoro comprido dos últimos meses e, agora, pela necessidade de ficar chafurdando, sozinha, aqui, lambendo as feridas. Portanto, se ligar pra algum deles, claro que vou levar pela fuça: "É, agora, que tá sozinha, liga pra gente, né?". Colega de trabalho, não tenho mais nenhum, já que há meses resolvi tocar-meu-projeto-pessoal. Vizinho, não me relaciono com nenhum aqui neste pombal. Se eu parar de escrever no blog, cês vão achar ou que eu pirei de vez ou que enchi o saco de escrever ou que a dor de corno passou.
Cara, se eu morrer aqui de um piripaque qualquer, no meu cafofo no Largo do Machado, ninguém vai saber.
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