segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Manual básico pra identificar canalhas enrustidos

Visconde do Rio Branco (MG), 24 de dezembro de 2007

Pois é. Véspera de Natal, eu, aqui, enfiada na cidade de meus pais, Visconde do Rio Branco, perto de Ubá, terra de Ary Barroso.

A idéia de escrever esse blog foi uma forma de sobreviver a um imenso chute que levei há umas 72 horas. Mas o pior de tudo, o que mais dói é que eu, moça letrada, experiente, viajada, facinha, facinha, - mesmo, se é coisa que eu não sou é mulher difícil, juro -, acostumada à canalhada em geral, tinha certeza absoluta de que reconheceria um canalha de longe. Ãrrã, ãrrã... Fui pega no contrapé por um homem de bem; carinhoso; bem humorado; intelectual de estirpe; fofo, fofo; canalha que nem sabe; a perfeita tradução do que eu chamaria de canalha enrustido.

O http://www.suaexcelenciaocanalha.blogspot.com/ passa a ser, portanto, o canal para todas as moças que, metidas a espertas, já ficaram de quatro por canalhas que não são aqueles cachorros de carteirinha, mas são docemente cretinos, assustadoramente frouxos, terrivelmente perigosos por estarem tão bem disfarçados. Eu começo nosso relato com um manual pra facilitar a identificação desses sinais nesses moços legais, a partir da minha própria experiência, agora que, aos 41, acabo de realizar o sonho do canalha enrustido próprio e vivo aqui o que já é o pior Natal dos últimos tempos.

P.S.: Aos meninos: esse blog não pretende nunca, nunquinha, mesmo, generalizar. Não estamos aqui pra dizer que os homens são todos canalhas. Isso não é mais que um serviço; um chamado às moças que ainda estão virando a cabecinha pros homens de bem que aprontam feio lá na frente; um recado às futuras gerações. Canalhas de carteirinha, sei que vosso será o reino dos céus, já que, ao menos, fostes francos desde sempre!

Ao manual, pois:


CAPÍTULO 1

“O que você pretende com nossa relação?”


Isso me foi dito ainda no silêncio do depois, na cama, na primeira noite, ele, nu, eu, ainda com o vestidinho vermelho que tinha comprado pra dar prum empresário paulista que eu achava que era minha alma gêmea. Não era, fui a São Paulo e não dei, e o vestido ficou encostado num canto de casa pruma próxima oportunidade, que, aliás, veio em menos de um mês. Ainda tonta do que houvera, a cabeça em maresia, achei meio esquisito o cara vir falando de “relação” assim, logo nas primeiras horas.

Só meses depois fui descobrir que era um dos sinais. O canalha enrustido é assim: ele vai falando de relação, de namoro, com as metáforas mais estapafúrdias, te envolvendo num jogo de gestos e culpas que faz tanto mal e você se dana toda se cair na conversa do gajo, como, aliás, eu fiz. Na verdade, o canalha enrustido não tem compromisso com o que diz, muito menos com o que promete. E, por ser suuuuuuper fofo, você acha, mesmo, que o cara tá falando sério, tão perdidamente apaixonado, tão enlouquecido por você que não sabe nem encontrar palavras pra descrever o que sente – “enlouquecido” também é palavra cara aos canalhas enrustidos, o que dá um tom de paixão que, agora sei, nunca foi verdadeiro.

É aí o maior perigo: ele parece sincero, mesmo, vira a cabecinha, vira o olhinho, faz carinha de homem que tá gemendo sem sentir dor. No fundo, no fundo, acho que o sujeito é tão descompromissado com a verdade, que vai fingindo ser sua a dor que deveras sente. Ah, sim, citar poesias clássicas também é mania de canalha enrustido intelectual.


CAPÍTULO 2

“Ela é assim, uma espécie de minha semi-namorada.”


Pois é, ainda na mesma primeira noite, veio com essa história, o que parecia estratégia perfeita pra mostrar como ele era franco. Trata-se de uma mulher casada lá de seus 50 e tantos anos (o fofo, não falei, tem 60 e poucos – tá eu sei, eu sei, fui me meter na geração dos outros, me fudi). Os dois estão juntos há dois anos. Falaria “estavam” há uns 10 dias, mas a questão é que, no fundo, no fundo, ainda estão.

Por que que eu sei? Porque há alguns dias, quando O chute me foi dado, no fim da conversa em que ele explicava suas razões pra não agüentar uma relação tão “trabalhosa” quanto a nossa, ele meteu um “inclusive, a semi-namorada voltou de viagem (ficou fora uns dois meses), me ligou e eu percebi que não conseguiria terminar com ela”. Não sei se muita gente aí viu A Última Tentação de Cristo, mas a imagem que me veio quando o cachorro me veio com essa foi a cena do “anjinho” loirinho lindo, lindo, que assedia Jesus na cruz. O filho de Deus dá bola pro “anjinho” e cai na tal tentação do título, pra descobrir lá na frente que tratava-se do capeta em pessoa.

A lógica do meu ex canalhinha é a seguinte. A vida só faz sentido se não houver uma relação de compromisso com uma mulher, coisa muito, segundo o fofo, “trabalhosa”, o que é, no conceito de nosso herói, qualquer coisa que tenha que ficar dando muita explicação, qualquer coisa que tenha que se ajustar a partir da rotina de um e de outro, etc, etc, etc.

Descasadão, relação “estável” com senhora casada era o que de mais seguro e tranqüilo poderia lhe ocorrer - em suas palavras, uma coisa "sem riscos". Mas, enfim, aí, pintei eu; fui logo dando (já falei que sou facinha, facinha); e, aí, uma parente da fofa adoeceu lá na casa do chapéu. Ela teve que sair de cena, e a gente ficou aqui se pegando; ele, jurando que, quando a moça madura chegasse, iria despachá-la. Não, na boa, ele falava isso com uma sinceridade de monge, às vezes, eu achava que o olho até marejava, voz em falsete, cabecinha viradinha - o cara era bom! Claro que a tese da viagem da fofa, hoje, está totalmente sob suspeita.

Também jurava que daqui a pouco iria contar pra ex-mulher que estávamos namorando suuuuuuper-sério. Claro que demorou e claro que já era um sintoma.

CAPÍTULO 3

“Eu venho sempre pra sua casa, meu amor, pra você não se cansar”

As coisas só começaram a ficar feias quando fui percebendo que ele não contava pra ex-mulher de jeito nenhum sobre a gente e nem me deixava ir à casa dele. “Eu venho sempre pra sua casa, meu amor, porque sou um cavalheiro, pra você não se cansar”. Sei, sei. “Dá um tempinho, meu amor, em janeiro, eu conto.” O que só hoje eu sei é que janeiro era justamente o mês logo depois da chegada da semi-namorada e que ele, no fundo, tava era ganhando tempo pra decidir o que fazer. E não duvido nada de que a tese do janeiro possa ter sido contada pra semi, numa versão adaptada, claro.

Aí, ficou irritadinho com uma discussão que tivemos sobre organização do réveillon (teve a ver com minha situação de namorada clandestina, uma espécie, assim, de amante de homem solteiro), a senhorinha casada ligou, marcaram de se ver no fim de semana antes do Natal, e eu dancei. Ah, a cerejinha do bolo: eu viria pra Minas no sábado, mas decidi vir no domingo. Quando informei a mudança ao fofo, o bichinho ficou verde. O que só agora eu sei é que deveria ser um sinal de que ele já tinha marcado de encontrar com a semi. Dã. O melhor é que meu canalhinha enrustido não sabe mentir, dava umas bandeiras horrorosas e, ok, mea culpa, eu só tô na merda hoje porque bem virei a cara prum monte de sinais.


CAPÍTULO 4

“De certa forma, acho que estou te pedindo em casamento”


Antes de o mundo acabar pro meu lado, o fofo chegou a me pedir em casamento. Eu juro. Só não percebi a quantidade de dúvidas que havia numa única frase, quando ele mencionou o assunto pela primeira vez. Claro que só agora percebo minha antice. Como assim “de certa forma”? Como assim “acho”? Anotem aí: o canalha enrustido não afirma nada com certeza; tem horror ao absoluto; tá sempre “achando”.

Claro que a anta aqui também não desconfiou por que diabos o discurso dele foi mudando. O bom e sempre eficaz “quando a gente for morar junto...” foi virando “se a gente for morar junto...”. Logo em seguida, passou pruma coisa distante, distante, quando a nossa vida financeira melhorasse, o que até achei sensato - minha vida tá o caos, todo mundo sabe disso. O que me irritou foi, durante o chute, ele ter mandado “a gente já tinha adiado, mesmo”. A gente, quem, cara pálida? O que fizemos foi traçar um plano de médio prazo, ou não? Não, claro. Eu sei. Anotem também: o canalha enrustido vai torcendo e distorcendo a realidade das próprias coisas que fala pra, no momento exato de te confundir e cair fora, tentar provar que você é que é louca; e ele, o cara mais sensato do mundo. Homem-elipse é também uma boa alcunha pra canalha enrustido.

CAPÍTULO 5

“Você acha que qualquer coisa é manifestação amorosa”

Também ouvi essa na mãe de todas as conversas. Pensei, pensei, pensei, já tinha ouvido que a senhorinha casada já tava de volta e que ele a preferia por ser uma relação sem riscos, sem cobranças. Eu babava de ódio. Depois fiquei pensando e joguei na lata do fofo: “Meu amor, coisas como “eu amo você”, “eu quero você na minha vida”, “eu quero casar com você”, é... bem... me parecem, sim, manifestações amorosas" - o último "eu quero casar com você" foi dito, com ênfase, questionador, como se duvidasse de que eu também quisesse, aliás, quatro dias antes do chute.

Quando cobrei isso tudo, principalmente a promessa que ele fizera, nu, sentado à beira da minha cama, de dar a coletiva de imprensa pra família em janeiro, passei pelo ridículo de ouvir: “São coisas que a gente diz por dizer”. Quando cobrei os planos de morar junto, levei na fuça: "Falei porque foi você quem me envolveu".

Sabe quando você escreve alguma coisa que jura que tá certo, o Google manda "você quis dizer...", te corrige, e você fica com vontade pedir desculpas ao computador? Pois é, o palhaço quase me fez pedir desculpas por tê-lo envolvido tão covardemente, tadinho. Outro talento que o canalha enrustido tem sempre na manga: quando você vê, já tá pedindo desculpas.

Ah, também no meio de uma das últimas discussões me chamou pelo nome da ex-mulher e, ao menos uma vez, ao se referir à casa onde ela mora, onde os dois moravam, vale ressaltar, disse “vou lá em casa”. Isso tudo num período de menos de 10 dias, os últimos dos quase quatro meses de toda a ladainha. O pior é ter feito cara de santo, como se nada tivesse acontecido, quando trocou meu nome, achando um absurdo eu estar furiosa, no melhor estilo canalha-enrustido-bom-é-canalha-enrustido-sonso.


CAPÍTULO 6

“Se seu presente de Natal passar de R$ 20, eu não compro”


Tudo bem que a gente tava duro, e que o combinado seria gastar pouco, mesmo. Mas o melhor foi saber que o teto do meu presente - chute já se avizinhando - seria a metade do que ele pretendia gastar num CD prometido a uma, adivinhem?, “amiga”. Aliás, não, eu exagerei na frase anterior: o melhor, mesmo, foi ele pretender gastar metade comigo e me contar, assim, na lata.

Bem feito pra mim, quem manda ser uma namorada "trabalhosa"?

CAPÍTULO 7

"Não me lembro de ter dito isso"

Um último aviso: nada do que acontece ao canalha enrustido, nada do que o próprio faz é culpa ou responsabilidade dele. E, quando acaba o estoque de argumentos pra contradizer descaradamente o que disse há dias, o bonitão irá sempre apelar pro bom e velho "não me lembro de ter dito isso". Vale pra "eu amo você".


EPÍLOGO

Agora, que concluo o relato, acaba de me cair a mãe de todas as fichas. Me lembrei que há uns meses, numa mesa de bar, com uma amiga em comum, ela brincou com o meu amorzinho sobre uma moça que contou ter sido casada com ele (casada = morou junto). Meu doce enrustidinho jurou, com a cara mais fofa, mais frágil, mais injustiçada do mundo, cabecinha viradinha, que a mulher era maluca, e que eles tinham apenas namorado, que não tinha sido nada sério. Eu pensei, na hora, "nossa, que louca, que mulher confusa, ninguém mistura uma coisa dessas". Pano rápido.


Essa versão do manual aí, embaixo, é da Cris, que é a poeta do http://www.devaneioslíricos.blogspot.com/, mas que também num tá aqui pra fazer papel de palhaça.

Sua excelência, o lobo em pele de cordeiro

Sim, os canalhas. Isso é tópico que pode inspirar conversas e textos varando a madrugada da nova era de Aquarius que começa. Eu, uma indivídua desconfiada e com grande tendência pessimista, fui nascer com um defeito que pode funcionar como isca principal de canalhas: o romantismo. É, eu quero um amor de cinema. E, fora da ficção, todos os Mel Gibsons são canalhas e não têm bundas tão bonitas. Mas a lábia... ai, a lábia...

Não sei se é possível evitar o encontro com canalhas, e talvez até isso nem seja indicado. Canalhas são uma lição de vida, assim como pragas mundiais, guerras e morte em família. Mas tem alguns sinais de alerta. Dicas sutis que podemos identificar, para tentarmos desviar o caminho dos lobinhos. Rozane já deu as dela, agora aí vai o meu manual. Quanto mais informação melhor.

1) Não sei como aconteceu, não tive controle.

Os canalhas têm a tendência a pensar que em determinados momentos eles têm ausências, e um ET repugnante e asqueroso, vindo do planeta "meu cérebro é o pênis", domina seu corpo e controla suas atitudes. Alow, como assim não pôde prever? E naquela hora que a mulher deu uma piscada e te chamou de gostoso? Isso não te disse nada? Em algum momento sempre dá para interromper um fluxo, menos na hora da gozada.

2) Gosto muito de você, mas tenho medo de me envolver.

Medo de se envolver. Essa é boa. Nas entrelinhas, podemos ler: "vamos continuar transando, mas não me envolvi com VOCÊ, logo não vamos namorar". Sim, porque medo de se envolver até existe, mas ninguém deixa de viver o envolvimento, mesmo com medo, se estiver envolvido. É redundante, mas é fato. Não tem melhor maneira de explicar.

3) Acabei de sair de um relacionamento longo.

E daí? A pessoa namorou um tempão, agora vai fazer alguma diferença se namorar de novo hoje ou daqui a um mês? Cada mês de solteirice é um mês a menos de relação no passado? Os canalhas podem ter descoberto a máquina do tempo e não sabemos, hein.. Não, não... isso aí tá mais pra desculpa que se encaixa perfeitamente na definição do tópico 1.

4) Tudo pela bucetolatria: "você é linda", "quero ficar contigo todos os dias", "você é especial", "como é bom estar aqui".

São muitas frases possíveis para expressar uma mesma idéia: "quero te comer". Sim, porque os canalhas carregam consigo um manual mental com frases prontas, ideais para iludir as bobinhas e as desconfiadas, porém românticas.

5) Sou muito sincero.

O cara se esconde numa sinceridade falsa que permite que ele diga qualquer atrocidade do planeta e você pense: "Bom, pelo menos ele foi sincero". "Sim, eu realmente como as mulheres e depois sumo". Tá na sua mão. Ou você transa, sabendo que será descartada, mas sempre como uma esperança de "ah, ele foi sincero, baixou a guarda, me deu brecha", ou vê a merda que ele disse "na base da sinceridade preocupada e atenciosa" e sai correndo.

6) Relacionamentos passados me traumatizaram.

Canalhas não precisam de madres terezas de calcutá. Não, você não pode salvar um canalha. Ele é assim. Ele nasceu assim. Ele tem um relacionamento doentio com a mãe que só o psicanalista resolve. Também não pense que você vai resolver o problema deixado por uma filha da puta de uma representante do seu sexo que estragou um indivíduo que podia ter algum sentimento, mas acabou virando canalha. Até porque temos que ser gratas a mulheres que atuam como eles. Apesar de estragarem homens, elas são a nossa vingança mais suculenta. Toma do próprio remédio, lobo!

Essa é de outra amiga, que tá em plena arapuca:

Sua excelência, o Crise Existencial

Você nos pediu para colaborar. Para contar a história de uma canalhice enrustida e eu me lembrei de duas. Mas, envolvida ainda nas histórias, não deu linha. Fora e-mails para os canalhas, pedindo amor, carinho, perdão. Hoje, de um deles eu me livrei, parcialmente, já que ainda tenho umas recaídas de ligar “pra saber como você está”. Mas não beijo, não dou e morro de raiva quando encontro: um luxo só.

Do outro, bem, do outro... O canalha enrustido vem dia 2 de janeiro, eu, numa ressaca que me fez deixar de beber, cheio de crises existenciais, eu achando lindo, dizendo que precisava equilibrar melhor a própria vida, que depois do divórcio – traumático, claro – tinha se dedicado às baladas com um afinco incrível, que queria tirar o atraso, que nunca tinha sentido, mas que, se a malvada que o deixara, o deixara por uma vida mais emocionante (com alguém mais emocionante, quiçá), ele a teria, a tal da vida maravilhosa, dos amigos maravilhosos, das noites descoladas, dos drinks brilhantes.

Mas, aí, dois anos sabáticos depois, bateu nele a ressaca metafórica que já tinha batido em mim. Eu achando lindo ser aquele ouvido às quatro da manhã, incitando-o ao equilíbrio, menos trabalho (porque também é um workaholic), mais família, especialmente o pai, que só procura quando está carente, e mais sensibilidade com as meninas. Com a menina, comigo. Que as outras, vocês me desculpem, mas as outras querem que meu canalha que se danem. Eu vi primeiro. Pois é. Eu não sou a Ava.

Depois do desabafo, um encontro no dia seguinte, tudo lindo, dormindo de conchinha, o canalha, que, em três meses de toma-lá-dá-cá, sempre corria para o outro lado distante da cama, me abraçando apertado uma noite inteira. Eu, bobinha, doida para acreditar que tudo ia mudar daqui para frente, e que ele ia mudar, ser o que aparenta, e não ser o que é.

E aí, sábado à noite, um amigo gente boa toda vida, desses que você se pergunta por que você não se apaixonou por ele e ele por você, já que é incapaz de magoar uma mosca e fica se envolvendo como você com os/as piores escroques do planeta, chama para sair. Coitado, tomou um pezão há pouco tempo, e ainda é gato, lá vai você fazer fita do lado do moço na boatinha. E aí, vocês estão lá, sentando o pau nos filhos das putas que os abandonaram quando adentra o recinto quem? Quem? Quem? É, o crise- existencial-nesse-ano-novo-vou-equilibrar-trabalho-romance-balada-de-modo- inteligente. Você treme, claro, ele podia ter te chamado, né? Ele deveria ter te chamado se todo o momento conchinha fosse para durar.
Mas não, ele deixou o celular desligado em pleno sábado à noite. Te cumprimenta. Você lá fazendo cara que está achando tudo lindo, não vai brigar com o rapaz. Apresenta o amigo, muda o tópico da conversa para insetos e aí passa um vestido vermelho. Não, não é recalque: ela não era bonita. Também não era feia. Parecia a Betty Boop depois de uma crise de bulimia: ou seja, tem tudo para ser fetiche, mas de tanto ser fetiche já ficou meio baqueada. E ele sai: Perái que vou ali. E some. Puft.

Então, horas depois, passeando com o amigo pela boatinha entre uma garrafa d’água e outra – lembrem-se: eu parei de beber –, o canalha está lá jogando videogame com a outra. Tudo bem. Eles não estavam se pegando, mas sabe a traição intelectual que é isso para uma nerd? Eu me fazendo de durona, superior, super classuda. Finjo que não vi e não liguei e desapareço das vistas do casalzinho com meu amigo gente boa.

Passa mais um tempo, o canalha enrustido volta serelepe, suado, e vem logo com carinho nas minhas costas. Era um código estabelecido muitas noites antes nessa vida frenética de boatinha onde já se passou o rodo em geral – anos sabáticos, sabe como é: era um jeito de dizer que tinha gente no recinto com as quais a gente se importava e não queria humilhar/machucar, mas um jeito também de dizer que estava ali, junto.

Eu era a felicidade em pessoa. Até o vestido vermelho passar de novo. E ele mandar outro “peraí”. Fiquei lá, hanging on to my ego, conversando com o amigo gente boa como se nem fosse esse o da vez na longa lista de sapateadores do meu coraçãozinho. Hanging on no código do carinho nas costas, esperando que no fim da noite ele fosse embora com quem? Não, não com a do vestido vermelho.

PS: Removi o post anterior porque, curiosamente – Freud explica TOTAL – escrevi “noites deslocadas” em vez de “descoladas”. Só para vocês saberem mais das nóias. (rs)

26 comentários:

Ana Silvia Mineiro disse...

Querida,
dicas para identificar canalhas enrustidos:
- ele não atender o celular e alegar que era porque estava no vibracall

- você ser vítima de constantes perdidos

- indignações dele, chegando às raias da virulência, com seus reles e quase inaudíveis suspiros de ciúme de ele estar saindo com outra mulher

- frases do tipo: estou só te protegendo; sou muito complicado; você não entenderia; eu te amo, mas...; não posso fazer nada a respeito; isso dói mais em mim do que em você; não quero que você sofra...

(continuem)

rozane monteiro disse...

Isso tudo sem falar no ar blasé de sempre, achando tudo um grande absurdo, cabecinha virada, e creditando o nosso enlouquecimento por ter sido sacaneada enquanto amou tanto o dodói à carência de sempre que as mulheres solteiras, como sabemos, têm. Ergh.
Ah, esqueci de dizer, meninas, canalhas enrustidos viram sempre a cabecinha, assim, doces, doces.

P.S.: Já falei e repito: tô me doutrinando a escrever sempre "amou", "amei", etc, pra manter o mínimo de dignidade que ainda me resta. Dizer que ainda amo JAMAIS!

Mulher, convoca o teu povo aí, porra. Há de ter mais história como a minha, né possível. Até porque, se não tiver, eu vou pular agora do oitavo andar aqui do Largo do Machado. É, bem, acho que não. Com minha sorte, não vou morrer, vou ficar seqüeladinha, viva, puta, sem nem poder atualizar o raio do blog. DÁ TEU JEITO !!!!!!!!!!!!
Beijim.

rozane monteiro disse...

Ixqueci, ixqueci!!!!!!!! O bom e velho "vai ser melhor assim" é outro sintoma. Eles olham na nossa lata, qual foram nossos pais, sem lembrar, as antas, que ninguém aqui, que eu saiba, dá pra seus pais, e viram assim conselheiros! Alguém pode dizer pra essa gente enrustida, por favor, que NÃO é melhor do que nada no mundo se danar por amar um traste. Pronto, falei.

Ana Silvia Mineiro disse...

Posta isso no blog ou deixa aqui. É do Joaquim. Para o mulherio sempre lembrar:

O homem dodói

Ao homem dodói não dói o pâncreas nem qualquer osso do ilíaco. Não pergunte o mal que lhe aflige pois ele sequer sabe, não acreditaria, tão saudável, que acabou de ser catalogado entre os representantes desta nova espécie amorosa pela última namorada que não agüentou. Ela bateu a porta, jogou fora a chave e veio me relatar que havia mais um dodói solto machucando o coração das incautas. O dodói é o vilão passivo. Não bate na cara, não seqüela a pobre coitada, não maldiz aos palavrões o momento desgraçado em que tomou uma a mais, lixou-se para os cacófatos e carregou a vagabunda para a cama. É um sujeito bonzinho até, mas por omisso, eterna adolescência no jeito de tratar com as questões do amor, ele machuca mais que um kadu desses que andam espancando suas apaixonadas nos consultórios sentimentais dos jornais. O homem dodói, se você urge que a ficha caia rápido, é um deprimido que não sabe se quer, está em dúvida se cai dentro matando a pau, se joga tudo para o ar e muda a vida d e prumo para encarar, vento batendo de frente, uma nova relação. Foge da raia, mas não necessariamente diz. Não necessariamente trai, não necessariamente quer ir embora, não necessariamente faz questão de se fazer necessário. Se ele fosse um sinal gráfico de pontuação, seria uma linha com pontinhos de reticências. A doença, o tal dodói, lhe encaixa mais chocante porque pode ser até um sujeito bem resolvido profissionalmente. Tem o nome nos muros da cidade, na lista dos mais vendidos, uma postura agressiva no mercado de ações frias em que opera. Um sucesso no público, um fracasso no apartamento. Não cresceu. Como não dá qualquer sinal de que crescerá, tenha cuidado ao escrever sobre a figura. Homem dodói, com agá maiúsculo, mesmo no início da frase, não existe. Ele é minúsculo. Mixuruca. Antônio Maria, o mais eloqüente dos cantores das nossas desconexões amorosas, tinha uma cardiopatia conhecida como coração inchado. Morreu disso, graças a Deus viveu disso também e deixou textos magní ficos sobre os que decidem ir com tudo no cassino afetivo. “Quem seria capaz de abrir o peito e mostrar a ferida?”, escreveu certa vez no jornal, ele mesmo destroçado pela exibição da dor que lhe corroia a alma. O dodói está fora de uma cena dessas. Não rasga o peito, não põe fogo às vestes nem rola seu despudor franco pela ribanceira. Tem medo, entre outros, de morrer enfartado, abandonado por alguma mulher, três e quinze, na madrugada de uma calçada de Copacabana. Não é o homem acabado pela dor filha-da-mãe da angústia profunda de uma saudade. Não arrasta qualquer melancolia que o faça arrancar com cera quente os pêlos grudados nas bordas do coração. Nada disso. Ele é dodói apenas. O eterno garoto que esfrega mertiolate nas perebas de sua incapacidade de se relacionar, que joga pó de sulfa no furúnculo de sua falta de vontade em finalmente crescer e dizer estou dentro, vamos nessa. Juntos. O dodói trata com mercurocromo a depressão. Acha que basta. Depois assopra e se diz, baixinho , “passou, passou”. Contra os males da covardia, balas de permanganato. Já tem mais de 30 anos, barba na cara, grana no bolso. Ao contrário dos adolescentes acima dos 25 que não desgrudam da casa dos pais, o dodói saiu de casa mas não deixa que saia dele a casinha-lego onde trancou os sentimentos. Pode até escrever profissionalmente para jornais e publicidade, mas não consegue redigir uma linha da carta de compromissos que o consolidará namorado, marido, amante, ou o mais que seja de aposta na vida dela. Aplica todos os verbos no tempo do talvez, na conjugação do quem sabe. Por mais carioca que esteja, não teme a bala perdida, nem ser atropelado por uma bicicleta na calçada. O dodói escorregadio foge é do pé na bunda, esse aprendizado fundamental na vida de qualquer macho, o momento decisivo em que os homens se separam dos meninos — ou não. Ele não sacode, não sai de cima, não tem ciúme, não tem vontade de jogar um copo de cerveja quente na cara da traíra fria, não disputa o amor imp ossível, não sente falta de ar na presença de ninguém, e se você pergunta por uma decisão, ele responde que, bem, desculpa, está confuso. O dodói pede desculpas à mulher o tempo todo. Não foi por mal, não foi por bem, e jura que a quer feliz, só não pode, desculpa, ajudar. É o homem estragado pela insustentável leveza de ser dos romances modernos. Dodói não lê Tolstói, por profundo demais. Só quer das rimas as que não estejam em “El dia que me quieras”. Nada de versos sobre paixões arrebatadas em que o amor viril de um homem por uma mulher possa soar como aventura e trazer conseqüências fora de controle. Quer distância das cicatrizes, das navalhadas, das cartas anônimas, das loucas passionais, do telefone tocando mudo na madrugada, do coração aos pulos, do formicida com guaraná ou de qualquer um desses boleros fora do hype da voga cool Os riscos do amor estão por fora da nova ordem mundial — e o dodói pede desculpas por ser tão frágil. Promete deixar a sua vítima em paz, mas de vez em quando aparece e ronda a infeliz. Por nada. Só quer ver como anda o dodói que provoca na alma alheia.

Ana disse...

menina, to impressionada nao apenas com a historia mas tb com o fato de ter virado blog (desculpa a falta de acentos, nao os acho). bom, eu só entendo de canalha de carteirinha - alias, dessa categoria vc tambem entende, ne amiga (a interrogacao tb sumiu)
essa historia do manual e simplesmente sensacional, mo serviço.
aproveito o espaço para reclamar das duas que, quando estao amando, simplesmente ignoram a minha existencia.

Morena e outros apelidos disse...

Relato comovente, assustador.

Meu deus, o capítulo 7 (presente de 20 "real") me deu náusea!

Fico pensando, pensando muito e não consigo imaginar uma mulher que mereça isso.

Minha ex-chefe Maria, que humilha pessoas como quem escova os dentes? Não merece. Minha ex-amiga Regina, que andou dizendo aos pontos cardeais que aguarda a hora de me pegar de porrada na rua? Nunca, nunca mereceria isso, até porque eu peguei o ex dela e compreendo que isso ofende gravemente certas leis territorias. Margaret Thatcher? Aquelas megeras lendárias a quem Bette Davis deu voz?

Rozane, te conheci há um tempo e sei que não é teu estilo, mas dessa vez espero que você tenha mentido e exagerado bastante. Detesto essa sensação de que vivo no mesmo mundo que essas pessoas esquisitas.

Pílula azul, por favor!! A do Matrix. Não a da Roche.

Rozane Monteiro disse...

Hmm, não sei, não, acho que tem uma ou duas, nesse meu momento difícil, que acho que mereceriam, sim... :) Mas obrigada pela solidariedade. Vem cá, de onde a gente se conhece?

Eliana disse...

Rozane, não me odeie (não muito) mas tenho uma explicação para mulheres gostarem de canalhas. Coloquei no meu blog em agosto de 2007. Envio pra você.



É muito comum ler por aí que algumas mulheres gostam dos “canalhas”* porque pensam que com elas será diferente, que podem modificá-los. Nunca acreditei muito nessa teoria, mesmo porque um “canalha” modificado é a coisa mais parecida que eu conheço com um animal empalhado. E quem já viu um animal empalhado sabe exatamente do que estou falando...
Pois, do alto da minha completa ignorância em psicologia afirmo - e só os ignorantes possuem competência suficiente para afirmar - que o que essas mulheres amam nos canalhas é, justamente a IMPOSSIBILIDADE DE MODIFICÁ-LOS!
Em homenagem a essas mulheres destemidas e seus deliciosos “canalhas” escrevi a oração abaixo:

Obrigada por não estar disponível o tempo todo
Por ser a mais deliciosa das criaturas
E a seguir a mais odiosa
Só para depois sorrir e dar o abraço mais gostoso do mundo
E o olhar mais terno
E os beijos mais doces
E os amassos mais apaixonados
Tudo antes de sumir por aí com alguma amiga
“Apenas amiga, não houve nada meu bem! Fique tranqüila, viu?”
Obrigada por não permitir que o meu amor morra entre tédio e contas
Obrigada por se manter alheio ao meu dia-a-dia, minhas crises, gripes, enxaquecas, carências, banzos...
Por ser esta criatura deliciosamente escorregadia
Por não cuidar de mim, apenas me fazer sonhar e desejar e desejar e sonhar...
Porque do resto cuido eu
Amém!

*Odeio essa palavra, apenas não encontrei outra mais apropriada

Beijosss

Rozane Monteiro disse...

Eliana, valeu. Posso postar no blog? É muito boa a oração. Adorei.

Eliana disse...

Rozane
Pode postar sim, ficarei contente!
Abs

Monica disse...

Queridas,
cheguei a conhecer um apartamento que o canalha supostamente teria comprado para morarmos e eu, burralmente, me sentindo culpada de não ter como ajudar. Detalhe, nem sei nem quem é o dono do apartamento ...
SE OFERECER DEMAIS, DUVIDE !

senhorita rosa, com o candelabro, na biblioteca. disse...

Bom, querida, eu também tive um canalha. E foi pior, era um canalha por quem eu estava disposta a morar no Rio Comprido, 'adotar' 2 crianças [um garoto fofo e uma menina mimada até a raiz dos cabelos], passear num carro com adesivos e sapatinhos do vasco pendurados no retrovisor, beijar um dente postiço e passar as férias em Caxambu.
Acontece, amore. Eu só me pergunto MESMO é como a gente não percebe os sinais... hahaha.
E esse, que parecia o sujeito típico do Tradição Família e Propriedade chegou ao cúmulo de fazer propostas sexuais bizarras, surtar numa festa as 4h da manhã, quase me bater, e depois de um ano convivendo todo final de semana no estilo comercial de margarina, desaparecer como pó de pirlimpimpim.

Bezzos,
Senhorita Rosa
(senhoritarosacomocandelabro@hotmail.com)

Ju Caetano disse...

Ola,
Lendo o seu texto, achei um que fiz para um canalha que vive me perseguindo (o pior que ja dura anos) ninguém merece!
Não pude deixar de enviar, se gostar pode postar.

Fantasmas

Que se divertem,
que te assombram as noites.
Que zombam de você.
Pode ser até que ele exista de carne e osso,
mas a falta de presença, o faz virar um fantasma.
Perturbam o sono com as vivências e
não permitem que novas experiências aconteçam.
E continuam te assombrando virtualmente,
Mentalmente eles continuam lá.
Isso faz uma estagnação, pois, não permitem seguir a diante.
Por maior que seja sua vontade de libertação,
eles todas as noites mostram para ti que sua presente alma,
é tão viva, que se mistura com a realidade.
E o coração “burro da porra” acredita nessa farsa,
e te prende ainda mais, pois ele é esperançoso.
Aí, sua vida não segue em frente, por que um fantasma a prende no passado,
não permitindo viver o presente, na esperança de que no futuro aquele passado volte à tona
Mas ele já virou fantasma, então,
Por que não segue seu caminho?
Por que me perturbas?
Por que não vai assombrar outra vida real?
Por que não tomas vergonha na cara e deixa de ser fantasma?
Ou então,
Por que não evapora de vez?
Todas as perguntas serão sem respostas, pois fantasmas não falam, não como nós mulheres.
Por mais vivo que esse fantasma seja
ele jamais terá coragem de te responder verdadeiramente
por que senão ele deixa de ser fantasma,
e essa não é a intenção dele.
Pois é melhor viver no pensamento de alguém,
Do que ao lado dessa pessoa,
Será? Acho que nao.
Fantasma que tem endereço, telefone, CPF, RG,
Conta bancária, carteira de trabalho...
Ou seja, ele é tão vivo como eu,
Mas pra mim, virou um fantasma.
Só falta aparecer de lençol branco e fazer búúú.

JULIANA disse...

Gente pera ai essa historia com o tal canalha é a minha historia começa pela diferença de idade eu 22 ele supostamente 30 mais a parte do super sincero foi demais igualzinho e todos os eu te amo e tô muito feliz com vc,meu Deus canalha é tudo igual mesmo,se eu tivesse lido isso há 2 meses antes teria me poupado de olhos inchados e de ouvir e acreditar em tudo isso...

Rachel disse...

Galera! Bela iniciativa. Estou me recuperando da ultima canalhice do mais recente canalha que cruzou meu caminho. Mas ele soube ser o Canalha! Estive subjugada por oito anos, me libertei e agora estudo o assunto para criar contos inspirados no famoso papel de otária. Vou visitar o espaço mais vezes! Boa sorte a todas!

Ane disse...

mais dicas para identificar um canalha:
- Ele sempre vai estar ocupado com o trabalho, dia e noite em reuniões, eventos, funções e ah! muitas, mas muitas viagens a trabalho.

- Ele vai ficar de gracinha com as "amigas", vai sair com elas e depois vai te dizer: “Apenas amiga, não houve nada meu bem!Estou inteiro.Fique tranqüila, viu?”

- Quando alguma prova pública aparecer ele vai dizer: você acha que se fosse verdade ela deixaria ali pra todo mundo ver? Ela tá só brincando, cadê teu senso de humor querida?

- Se ele morar em outra cidade e vc tiver indo visitá-lo ele vai dizer: não deixe pistas que virá, porque eu terei que inventar uma desculpa pra não precisar trabalhar esse fim de semana.

- Os invejosos podem tramar alguma coisa contra nós.

- O típico: "Não vou sair hoje, preciso dormir cedo estou arrebentado"!

- Vai adiar o que puder para te apresentar como "namorada" pra família. Por enquanto estão só se conhecendo.

- Envolve colegas de trabalho e amigos nas mentiras, que a "histórinha" que ele te conta parece SUPER VERDADEIRA! e vc até pensa: "tadinho, vai ter que trabalhar essa hora!"

- Quando algo acontecer e ele imaginar que vc pode vir a descobrir ele logo vai achar uma desculpa, uma explicação.

- Os arranhões nas costas são do gato.

- o roxo do pescoço é uma alergia

A gente é muito boba de não perceber logo no início!

Anônimo disse...

Aprendi muito

Anônimo disse...

Eu acabei de descobrir que investi em um estúdio para um coitadinho-canalha que me envolveu, uma vez pronto, só não me deu um chute como não posso pegar minhas coisas, falando com pessoas, descobri que ele me traiu pelo menos 12x!!! Mas mesmo assim, consegui rir com as mensagens, são todas verdades: qdo vc vê já está pedindo desculpas pelo o que não fez, tudo ele "acha" e vc será sempre "linda" - mas o bicho não move UMA PALHA pra te ajudar. Aprende tonta.

Anônimo disse...

Eu acabei de descobrir que investi em um estúdio para um coitadinho-canalha que me envolveu, uma vez pronto, só não me deu um chute como não posso pegar minhas coisas, falando com pessoas, descobri que ele me traiu pelo menos 12x!!! Mas mesmo assim, consegui rir com as mensagens, são todas verdades: qdo vc vê já está pedindo desculpas pelo o que não fez, tudo ele "acha" e vc será sempre "linda" - mas o bicho não move UMA PALHA pra te ajudar. Aprende tonta.

Anônimo disse...

Simplesmente amei seu blog... reflete quase (QUASE) 100% do que vivi em 2011, a única parte dessa porcentagem que não bate e que até então não sei explicar é: Porque ele nunca tentou me levar para a cama?
Em todos os quesitos ele se encaixa com seu amado (que pra mim tem o apelido AQUELE DE QUEM EU NÃO FALO O NOME)... Aliás, colocar pseudonimos para falar da pessoa mesmo entre a família é uma forma de defesa de quem já sofreu na mão dos canalhas?
Enfim, adorei, vou repassar esse blog para frente porque me fez refletir muito sobre todos os sinais que eles dão.
Abraços...

Anônimo disse...

http://eekshop.com
For example,let's say that you get involved with for more information regarding import an Outlook PST. At this point,all your family may obviously be an error,such as mentioned below:

Anônimo disse...

Apesar do texto ser de 2007, aconteceu comigo tudo isso (pareceria que estava lendo a minha história) com duração de um "namoro" (vulgo a outra) de 1 ano. Ele simplesmente passou o reveillon 2014 comigo numa cidade distante (tudo lindo e maravilhoso) desejando coisas lindas para este ano, planos, o divorcio que seria caminhado e... No exato dia 06/01/2014 tomei na cara, e o fdp canalha ordinário voltou pra casa dele com a ex mulher. E sem muitas delongas sem explicação alguma o motivo, que ja sabia das certezas intuitivas de mulher que ele estava preparando a "cama" pra mim. Hoje soube por uma amiga, que estava preparando a petição do divorcio, que era só assinar o contrato advocaticio, mandou um "nao sei se estou certo disso, estou confuso, quero desistir do divorcio". Convarde, canalha como este merece todo inferno do mundo! Revolta por voce ser taxada de idiota, se doando e aprendendo com mais uma decepção!

Anônimo disse...

Existe o canalha filho da mamae eterno solteiro otimo tio irmao e cunhado que namorei durante dois anos e praticamente o sustentava que me exclui de su vida nos fins de semana porque ia sempre almocar com a mae e ou com os irmaos e qundo eu era incluida ele chamava a familia dele toda para su cas .enfim nao tinha privacidade intimidade nem romantismo quando passei mal durnte a madrugada e mandei uma mensagem via whatsapp ele estava on line leu e naao respondeu em suma ele no esva nem ai pra mim

Weslaine Guglielmetti disse...

Tem coisas que ela tem que prestar atenção em escrever. Tipo mea? Não existe. No caso seria minha. Prum , pruma? Que isso gente? Vamos corrigir o português antes de postar!
Todos os homens são canalhas! Mas mesmo eu com meus 29 anos, sei reconhecer um canalha! Não caio em conversinha não! A pessoa tem que ser muito burra, para cair em conversinha! Tem um canalha na minha vida! Jura que me ama e que vai casar comigo! Acha que eu acredito? Fico mesmo , porque estou sozinha e o sexo é bom!
Conhecer um canalha, é fácil! Começou esconder as coisas, e fazer promessas, sai fora!
O meu canalha, esconde as mensagens no celular. Colocou senha. Sabe porque? Porque peguei conversa dele, marcando com outra. Ai disse q não se encontrou com ela. Que foi uma brincadeira! Que me ama! Kkkkkkkk... eu tive q rir né?! Pediu perdão! De joelhos, e beijou meus pés! Morri de rir! Só sendo muito burra, para acreditar! Homem de verdade, não faz promessas! Ele faz sem prometer! Homem de verdade, não fica falando! Porque palavras vão ao vento! Homem de verdade, tem atividade!

Unknown disse...

É bom ficarmos atentas, pois esses "sintomas" podem ser sinal de psicopatia. Não falo de serial killer, mas de psicopatas (sociopatas) que causam danos e não estão nem aí. (Leiam o livro MENTES PERIGOSAS). A propósito, já me relacionei com um. Qualquer dia, vou ver se conto para vcs.

Marina Silva disse...

Incrível como são todos iguais, acabei de me livrar de um canalha da pior espécie. Me escondia as coisas, mentia feito um condenado, tem um amor doentio pela mãe, motivo de muitas brigas entre nós, se mudou pra outra cidade à trabalho e passou a me evitar, deixar de ligar, nunca tinha tempo, não tinha mais assunto, eram tanta Desculpa esfarrapada que irritava, dava nojo porque tava na cara que era tudo mentira. Ela inclusive ainda está na tal cidade. Segundo dizem as mulheres dessa tal cidade que é muito pequena por sinal fazem qualquer coisa pra segurar homem, inclusive sexo oral em público, e anal quantas vezes o cara queira, e o canalha em questão é louco por sexo anal, sendo assim caiu a sopa no mel, ele tá como o diabo gosta. Nesta cidade do nordeste quando chega empresa nova trazendo os peões elas parecem moscas em cima de doce, conheço vários casos de divórcio depois que os maridos foram pra lá. O canalha em questão é supervisor geral da empresa em que trabalha, ele simplesmente se acha. Eu só sei que eu sofri muito, chorei muito porque tava na cara que está bem servido lá, e pra piorar o sacana antes mesmo de terminar comigo e tendo as outras lá onde ele está,o ordinário ainda voltou pra a ex de quem era separado há mais de cinco anos. E sempre mentido negando tudo que eu perguntava, dizia que era coisa da minha cabeça, que me amava, que era pra eu ter paciência que quando ele voltasse tudo ia ficar bem. Adiou o casamento várias vezes, disse que não iria usar aliança. O combinado era ele vir um fim de semana e eu ir no seguinte, mas isso nunca aconteceu pois ele sempre inventava uma desculpa pra eu não ir. E ainda tinha as desculpas que inventava pra não vir na quinzena que era pra vir, todas esfarrapadas. Se eu fosse cono ar tu eu teria que escrever um livro, são coisas absurdas e o que é pior, sem um pingo de remorso ou arrependimento. Eu já li mentes perigosas e é assim mesmo, mas graças a Deus eu me libertei, aos trancos e barrancos eu tô tentando esquecer que ele existe. A criatura é tão desprovida de sentimentos que disse na minha cara que tinha uma outra pessoa sim e pediu um tempo, no final desse tempo ele simplesmente disse que tava bom assim, que ele não gosta de dar satisfação da vida dele, o terminou comigo no dia do meu aniversário. Esse é o pior canalha que existe. Fazem dois meses que acabou e eu nunca mais o vi e nem pretendo vê - lo nunca mais enquanto eu viver. Eu sinto nojo repulsa, asco quando penso nele.