quinta-feira, 31 de julho de 2008

Aliás,

Vou, não. Vou é largar de ser mané, guardar o dinheiro e comprar um sofá baratinho que ando namorando há séculos, numa lojinha aqui perto.

No máximo, vou me levar pra jantar num lugar bem bacana no fim de semana. Sozinha. Com um bom livro. Crente que tô em Paris.

Aliás, Paris, nada. Vou é me levar num restaurante indiano que não vou há séculos, desde que as vacas morreram de magreza aqui. De quebra, ainda vou dar pinta lá pro dono, um indiano espetacular, todo simpaticão.

E quer saber?

Vida anda boa que anda danada no quesito orçamento. Vou me mandar pra Paquetá amanhã e pronto.

E só não vou mais longe porque fiquei no trauma da dureza. Nem um pouco afim de fazer muita graça. Vou guardar este corpinho e sua renda pro réveillon.

Cumpra-se.
Vocês que entendem mais da rede mundial de computadores do que eu, me respondam, por favor: é de todo impossível pilotar um site e ser feliz?

A cada 10 segundos tem um problema novo no raio do novo layout do meu site de notícias, que eu, tadinha, pretendia relançar em setembro. O melhor é que são aqueles problemas prosaicos que a jornalista metida aqui jamais considerou no novo planejamento. Argh.

Pra iniciados, eu sei

Achei isso sem querer, juro. Tava procurando uma outra coisa. Fato é que deve ser um dos poucos do Gene Kelly e do Fred Astaire juntos. Fofos, parecem, sei lá, meio Marlene e Emilinha Borba no babado lá deles. Tá, eu sei, os puristas vão querer me matar. Bernardo, ih, nem fala, vai encher o raio do saco da dindinha querida, que ele jura que é imperialista.

Caguei. Tô precisando dum musicalzinho aqui pra aliviar a lida. Fui.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Não vou nem botar título, pra não chamar a atenção. Fato é que, graças a uma louca duma amiga minha, minha xará com S, eu agora fiquei viciada neste raio de novela. Aí, tô aqui me coçando aqui agora porque o telefone tocou na hora da discussão da Donatela com o Zé Bob, e tô até agora sem saber por que, diabos, ela começou a desconfiar do fofo e concluiu que ele roubou os dólares.

Meu Deus. Tudo bem que ando relax, trabalhando paca e precisando duma bobagem pra me divertir um pouco aqui neste cafofo, mas o sofrimento do início do ano era mais digno do que isso, agora, vamo combinar. Ai.

Eu odeio lentes multifocais!

Cara, a cabeça chega a doer. Horrível. Quero morrer.

"Fica na tua". "Fico, porra nenhuma"

As cadeiras eram as 1 e 2, 5 e 6, que são as quatro primeiras, atrás do motorista. A minha era a 6 - a passagem bom Nanão comprou pra mim, todo orgulhoso por ter achado um assento no corredor bem longe do banheiro.

Fato é que nas da frente estavam um casal - a mulher com um bebê no colo - e uma menina de seus 12 anos. Nas de trás, os outros dois filhos, meninos duns seis e oito anos, embolados, dormindo. Nenhum espaço, naturalmente, pra esta autora, que perguntou, quase docemente.

- Ele vai no meu colo, é isso?

Foi a senha pros dois serem arrastados a puxões pela anta do pai. Um deles, coitado, dormindo ainda durante a operação. Ato contínuo, o casal botou em prática o que já deveria estar combinado no caso de o ocupante da cadeira 6 aparecer - quem viaja no trecho guarda sempre a esperança de o assento do lado ficar vazio, o que, às vezes, acontece, mesmo. Fato é que a mãe veio com o bebê no colo pra poltrona 5, na janela, ao meu lado; e as crianças, todas, foram pras duas poltronas da frente, com o pai. Vou falar de novo: em duas poltronas, ficaram três crianças crescidinhas e um adulto. Na de trás, a mulher com o bebê e eu.

À certa altura, a menina, a mais velha, encheu o saco de ficar se apertando nas duas poltronas e decidiu ficar encolhidinha no chão, aos pés do pai e dos irmãos, cabeça entre os joelhos, dormindo, o que quase partiu meu coração e me deixou indignada com a anta do pai.

Do meu lado, acabei descobrindo que o bebê era uma menina, que, se não era muda, era a criança mais calma do mundo. Mamou uma parte considerável das cinco horas e meia de viagem e não deu um pio. Melhor pra ela: a irritação foi me fervendo o sangue a cada vez que a mãe vinha invadindo meu espaço aéreo, se mexendo de um lado pro outro, enfiando a cabeça do bebê nas minhas costas (fiquei de ladinho, fuça virada pro corredor), convencida de que tinha direito a uma poltrona e meia. Se aquela criança abrisse o berreiro, nem sei, nem sei...

Mas, enfim, decidida a não arrumar confusão com uma pobre mãe com seu bebê no colo e convencida de que não ia conseguir dormir de jeito nenhum, enchi o saco, peguei o notebook e me sentei no corredor pra adiantar umas traduções que precisava entregar na terça-feira.

A certa altura, o pai-anta coloca em prática outra parte do plano brilhante de embarcar a família de seis pagando três passagens e manda a filha mais velha ver se tinha algum lugar vago no ônibus. Negativo, e a menina, sábia, decidiu dar um tempo e viajar em pé. Claro, que antes disso, passou por cima de mim, mas foi super-legítimo, afinal, eu também não tinha nada que estar sentada no chão. Mas foi super-sem stress: eu me encolhi; ela passou, jeitosa.

Na volta, a mesma coisa, com a pobre resmungando pro pai que não queria viajar sentada aos pés dele e dos irmãos. Tomou uma bronca do escroto, que, por sua vez, tomou uma desta autora indignada com o tratamento que o traste tava dando à família - a anta tava zangadinha porque, olha que absurdo, não tinha nenhum lugar vazio pra ele acomodar a filha de graça.

- Vem cá, você não tem vergonha, não? Tá achando que ninguém tá vendo você tentar enfiar seis pessoas em três poltronas? E quatro crianças viajando assim. (...) E tem mais: não dá bronca na menina perto de mim, não.
- Fica na tua.
- Fico, porra nenhuma. Tá todo mundo quieto porque quem tá incomodada aqui, do lado, sou eu.

A mãe ficou muda. Crianças, todas, mudas. E a anta, depois do inócuo "fica na tua", também emudeceu.

Foi assim.

P.S.: É claro que o sujeito não devia era ter dinheiro, mesmo. Mas ele ficar indignado porque a menina percebeu que, já grandinha, não cabia nas duas poltronas com outros três seres humanos e que o melhor, mesmo, era viajar em pé, me enfureceu.
P.S.1: Não, não me orgulho.

O Ministério da Saúde informa: óculos multifocais são melhores que cachaça

Alguém aí já experimentou enfiar uns óculos multifocais na fuça e sacudir a cabeça com veemência de um lado pro outro? Quase caí da cadeira, agora. As coisas perdem a dimensão, ficam meio que como se estivessem derretendo, e neste exato momento em que olho pra tela, percebo que, lá embaixo, meus dedinhos tão meio turvos. Ah, sim, já pisei em falso umas três vezes, achando que o chão tava mais longe do que de fato está.

Meu Deus, isso dá onda.

"Bia, não vem com 'quero'; depois, "não quero". Parece teu pai"

A pequena Bia viajava com a mãe e a irmã Clara, pertinho de mim, na ponte rodoviária Visconde do Rio Branco-Rio de Janeiro, na segunda-feira à noite. A patada da mãe a fofa, de seus seis anos, levou quando arrumou uma polêmica em família durante a madrugada porque queria e, depois, não queria mais, um canudinho pra tomar o guaraná que a mãe comprou na rodoviária de Juiz de Fora.

O que o pai das duas fez, desembarquei sem saber. Mas boa coisa não foi:

- Mãe, pergunta ao papai - mandou Bia, à certa altura, sobre sei lá o que.
- Bia, nem me fala no teu pai, nem me fala. Teu pai anda ri-dí-cu-lo.

Bom dia, mundo!

Pronto, refeita do que houvera. Vivendo num mundo estranho, com meus sensacionais óculos multifocais, que acabaram de ser entregues, a me enlouquecer. Cara, é muito doido. Parece que o mundo tá bêbado, o chão meio que a uma distância que não sei dizer. E inda tô brigando aqui pra achar no raio da lente o ponto certo pra tela do computador ficar nítida. Ai. Mas, tá bacana. O mundo a distância não embaça mais.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Galera, foi mal, mas tô nas últimas. Foram mais de oito horas direto de fuça no computador, pensando ora em inglês, ora em português, depois de dormir, sei lá, umas quatro horas de ontem pra hoje.

Amanhã, eu juro que conto a sensacional viagem de Minasssss (com sotaque) de volta pra cá.

Socorro!

Não satisfeita em falar ao contrário (o que indica um ser superdotado ou maluco ou os dois, segundo meu ex-terapeuta), eu agora escrevo ao contrário. Em inglês. Meu Deus! Acabei de escrever uma palavra totalmente ao contrário em inglês. Alguém me abraça!
Mais um oi rápido procês não ficaram magoados. Mas não posso nem pensar em parar pra ficar de graça aqui. Caos, caos, caos.
Bom dia de novo. Passei aqui só pra avisar que só vai dar pra contar história depois.

Mundo acabando aqui, atrasadésima com trabalho.

Inté mais tarde.

Tomando o rumo da cama, meu povo

Bom dia. Depois conto a espetacular volta pra casa, espremida entre um bebê, criancinhas e um pai de família babaca, e a espetacular bronca que dei no fofo, no meio da madrugada dentro do ônibus. Eu, irritadíssima, sentada no chão, trabalhando com o laptop, convencida de que não conseguiria dormir, mesmo.

Eu não merecia. Na boa. Não merecia.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tomando o rumo de casa, meu povo

Inté amanhã.

Ah, sim

Lembram da minha super-bem-sucedida transferência de arquivos do pen drive pro computador e a remoção de coisas "inúteis" dos dois? Pois é. Incluí na lista de coisas "inúteis" todos os dados e segredos e senhas e que tais que me permitiam abrir E operar a minha conta-empresa.

Significa que, amanhã, dia de ralação lá no Largo, vou ter que dar meu jeito de ligar pra gerente da conta e passar pelo ridículo de lembrar à moça que esta correntista não tem nem 10 reais no orçamento da sensacional agência de notícias e traduções, mas precisa mexer na tal porque todo o dinheiro programado pra entrar mês que vem vai ter que passar por lá.

Na boa, tô legal de mim.

Falar em capitalismo...

Tava aqui calculando quanto cobrar por um frila. A primeira conta deu 97 mil reais. Aí, achei que tava errando em, sei lá, alguma coisa. Fiz de novo. Deu 9,70.

Na boa. Fui.

Capitalismo mineiro na pacata Visconde do Rio Branco

- Pai, eu saí na Caras, na coluna dum cara que é todo especialista em literatura. Me elogiou e tudo. E o livro ainda nem saiu.
- Mas, minha filha, isso vai te dar dinheiro?

Cara, na boa, se um dia eu for ao Jô, bom Nanão Monteiro vai querer saber se eu passei nota pra produção e vai emendar a frase maldita acerca da remuneração que ele acha que a popularidade tem que trazer junto. Saco.

Morro antes de admitir que o véio mineiro pode ter certa razão.

Tava aqui pensando

Será que um dia, além de ser citada como intelectual antenada com a evolução do meu tempo, nego ainda vai me chamar pra Ilha de Caras como exemplo nunca visto antes de intelectual antenada com a evolução do seu tempo, gostosa, bem resolvida, bem amada, bem acompanhada, milionária e preocupada com as causas ambientais?

Sei lá, me ocorreu agora. Culpa da Mirtes, que foi falar em spa.

Tá bom, já passou. Vou ralar.

Momento família, ainda na pacata Visconde do Rio Branco

- Minha filha, a gente fica preocupado, você, sozinha, lá no Rio de Janeiro. Acontece alguma coisa, a gente fica sem saber...
- Pai, fica tranqüilo, se eu morrer, a Lourdes vai me achar quando for fazer a faxina.
- Mas vai achar quando, minha filha?
- No máximo em 15 dias.
- Mas aí...
- Aí, nada, pai, aí nada... No máximo, vou estar num leve "estado de decomposição" (*)
- Minha filha...

(*) Tive que editar porque só agora lembrei como foi o papo, na íntegra. Foi mal.

Expediente encerrado na pacata Visconde do Rio Branco

Desisto. Caminha, já. Pra acordar amanhã cedo e voltar a ralar aqui com esta adorável conexão discada até a hora de embarcar, à noite. Ê, vidão! Ai. Fui.
Contei que hoje de manhã teve umas quatro horas de buzinaço aqui na outrora pacata Visconde do Rio Branco por conta da bênção dos padres nos carros, caminhões e motos da região no inesquecível dia de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas? Não, né. Pois é. Teve.

Ainda vivo, ainda ralo, aindo enlouqueço com a conexão mineira

E esta semana que não acaba, meu Deus!

sábado, 26 de julho de 2008

Esqueci: ó, eu na Caras

http://caras.ig.com.br/etmologia/etmologia_108.htm
Antes que cês comecem a sacanagem, vou logo avisando que meu nomezinho e minha ópera bufa saíram na coluna chique do Deonísio da Silva, escritor e doutor em Letras. Tô lá no verbete "maldizer". Foi mal, aí, hein?

Da sucursal de Minas do Sua Excelência...

Viagem i-na-cre-di-ta-vel-mente enlouquecedora. Saí lá por volta das 13h30 e a-ca-bo de adentrar o gramado aqui na pacata Visconde do Rio Branco. Longuíssima história. Sem forças pra contar agora. Inda tinha que dar uma trabalhada hoje. Ai.

Inté amanhã, no caso improvável de eu sobreviver.
Preciso dizer que acordei atrasadésima? Bom dia. E inté. Preciso voar aqui pra pegar o ônibus de 12:50 pra pacata Visconde do Rio Branco. Fui.
Meu Deus, quatro da manhã, e daqui a pouco vou pra Minas. Ai. Me distraí aqui. Fui. Muito. Inté. Mando notícias da nobilíssima Zona da Mata mineira.

Momento mais-forte-que-eu

É ridículo, eu sei. Vendo aqui de novo, acho ainda mais ridículo. Ocorre que é parte da minha adolescência, vi isso 30 vezes; o sujeito que canta virou um dos melhores atores de teatro daquele país estranho e investiu nisso por achar que Hollywood é uma merda, mas de vez em quando paga mico no cinema pra fazer um troco; a culpa é só da Mirtes, que me mandou um testezinho mané de cartaz de cinema, e o desse filme tava lá, coisa que matei no ato.

Ladies and gentlemen, please, welcome, Mr. Matthew Broderick:

P.S.: Acho que, desta vez, Bernardo me demite de vez do cargo de madrinha.

P.S.1: Antes, alguém, por favor, lembra ao afilhado querido da dindinha que esta merda desta cena ficou histórica porque incluiu um milhão de minorias por metro quadrado, o que era raríssimo naquela indústria àquela altura, ponto pro diretor; subverteu uma tradição histórica daquele país estranho, que são as paradas públicas, fazendo as mocinhas virgenzinhas rebolarem como umas loucas; tudo isso com música de certos garotos britânicos, quando a indústria fonográfica local buzinava uns hits suuuuuuuper-comerciais, suuuuuuuuper-vendáveis.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Do lado do fofo, mas não do meu. Diazinho chatinho, chatinho. Nada rendeu de trabalho. Saco. Ainda aqui chafurdando, TV ligada e o humor caindo porque não tenho um raio dum sofá pra me encostar agora e ver novela, como se não houvesse amanhã. Certo mau humor.

Ih, esqueci: o homem faz 65 anos amanhã. Inda humilha nóis tudo buzinando há anos: "Time's on my side" ("O tempo está do meu lado")



Peraí, que vou ali morrer de inveja.

Ah, sim, e não quero nenhuma piada acerca da minha predileção freudiana por homens maduros. Cumpra-se.

Também não vou fazer nenhuma graça com a meia dúzia de coisas em que pensei ao lembrar do linguão do rapaz. Apenas observo que, na boa, o sujeito podia ser até eunuco que eu tava dentrinho e... Tá, já parei.

Ai, ai

Ou, como diria a louca da Mae West: "When I'm good, I'm good. When I'm bad, I'm better" ("Quando sou boa, sou boa. Quando sou má, sou melhor")


Crédito pra Mirtes, que lembrou.

Ave, Amy: "You know I'm no good", refrãozinho que tá me caindo como uma luva hoje, por motivos escusos e impublicáveis

Idéia brilhante despencou na fuça. Menos um problema de trabalho - é sério, tava num dilema aqui há três dias. Vou ralar.
Almoço, já. Atrasadíssima com tudo aqui. Ai. Fui.

A maldição do calendário

Meu Deus, tem exatos três meses que tenho todos os motivos do mundo pra me atracar a uma pizza de chocolate. Ai! Preciso de um plano. Cumpra-se.
Ressaca de pizza. Nada entra neste corpinho, além de água e nicotina. Quero dizer... Não, não vou fazer trocadilho infame. Não tenho forças. Ai.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O aniversário da Isabelita dos Patins e a pizza de chocolate freudiana

É assim: a hetero recém-saída do coma vai pra uma festa que prova que o mundo é gay, tem a certeza absoluta de que o melhor que vai lhe acontecer à boca será ingerir a maior quantidade de pizza possível e só percebe que algo está muito errado quando se vê atracada a uma pizza de chocolate, coisa que, aliás, sempre achou esquisita - as pizzas de batata frita, hambúrguer, cachorro quente e de churrasco eu recusei, quero deixar registrado aqui.

Some-se a isso o completo entupimento deste corpinho, que impediria qualquer tentativa de sexo, se possibilidade houvesse, e a percepção de que a falta de macho provoca em mim os instintos mais primitivos, como querer comer a já citada pizza de chocolate. Ai, enjôo, barrigão 30 vezes maior. Parece que tô grávida e daqui a nove meses vai nascer uma enorme pizza de feijoada.

Argh.

Castigo:

Eu nunca mais vou a um rodízio de pizza. Eu nunca mais vou a um rodízio de pizza. Eu nunca mais vou a um rodízio de pizza. Eu nunca mais vou a um rodízio de pizza. Eu nunca mais vou a um rodízio de pizza. Eu nunca mais vou a um rodízio de pizza...
Meu Deus, eu agora vou na Sendas pra relaxar. Por que, meu Deus? Por quê?
Desisto. Por ora. Vou na Sendas dar pinta, pra ver se tropeço na tal idéia brilhante enquanto relaxo. Fui.
Argh, eu vou enlouquecer! Já li quase todos os jornais que importam neste Estado e país e ainda não tive a idéia brilhante que preciso ter até hoje, no fim do dia. Tô na merda.

Adivinhe quem voltou?

Os pedreiros e sua serra alucinada, claro. E claro que não posso enfiar o fone no ouvido aos berros porque pedi comida e preciso ouvir o interfone.

Ô, vida sem jeito, meu Deus.

Tô legal de Billie

Tudo bem, não vou falar mal da moça, que não perdi a razão ainda (ãrrã, ãrrã, ãrrã). Mas tá sofrendo demais a pobre, e acabou me irritando por motivos que toda esta comunidade aqui sabe.

Sinatra & Count Basie, já, num CDzaço com swing em estado puro.

Pronto.

Billie and the news

1) Pedreiros desaparecidos. Silêncio total.
2) Missão de trabalho quase impossível, passando os olhos no primeiro dos seis jornais dos quais tenho que dar conta até o início da tarde.
3) Billie Holiday no computador (achei uns arquivos raríssimos aqui ontem).
4) A vida é boa.
4.1) Às vezes. Pra alguns.
Insônia absurda. Acho que tô pilhada demais com trabalho e um milhão de coisas pra decidir e planejar. Fora isso, nem às paredes confesso. Deve ser alguma ziquizira hormonal de fêmea solteira. Se não for, só lamento. Sofrer não sofro mais nem a caral... , quero dizer, aí... bem, aí, a gente negocia.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Agora, me voy. Computador, laptop E pen drive organizadíssimos. Morta de orgulho. Mas com os neurônios fritando aqui de tanto olhar pra foto e arquivo de texto. Fui. Inté, meu povo.

E o bebê fofo num passeio de barco em Frankfurt, onde parei na volta do Irã pra relaxar depois dos 15 dias de encheção de saco dos espiões do governo

Só mais duas do Irã, que não resisto

As molecas de lilás estavam com a professora. As do lava-pés, como em qualquer lugar do planeta, eram adolescentes fazendo merda, como se não houvesse amanhã, E registrando pra posteridade - ponto pra elas. Por lei, mulheres lá não podem mostrar as pernas em público. Tudo isso em Isfahan, que é a cidade mais próxima de uma das usinas nucleares do fofo do Ahmadinejad.
Me animei e tô aqui organizando o laptop também, jogando uma imensidão de arquivos inúteis no lixo. Com a corda toda.

E a de Praga

Minha foto preferida do Irã

Praticamente um milagre!

A operação de botar tudo de volta do pen drive pro computador não só deu certo, como, num espetacular surto de organização desta autora, acaba de ser encerrada com os arquivos to-dos organizadinhos em pastinhas por assunto, com a área de trabalho quase limpa - sim, eu sou do tipo que vai botando tudo lá, pra ficar mais fácil de abrir e, a certa altura, vou enlouquecendo porque não acho nem o ícone do Internet Explorer. Ainda fiz backup no pen drive de novo, com tudo organizado.

Claro que falta deletar umas 200 mil fotos que vi aqui que acabaram se repetindo. Mas, ao menos, estão enfiadas em suas respectivas pastas (Praga, Irã...) Ah, sim, também falta fazer a mesma operação com o laptop, que tá uma zona depois de ter sido por alguns dias o único computador da casa. Mas, na boa, depois desse surto de organização, mereço um descanso. Sem culpa.

Fui. Inté.
Argh, agora, achei poesia que eu, mesma, escrevi, num certo segundo semestre de 2007. Meu Deus, cadê eu?
Já de volta, de óculos novos na fuça. Mas a vida só fará sentido na terça-feira, que é quando passarei a enxergar igual a gente, pra perto e pra longe.

Aliás, será que vai servir pra escolher namorado? Isso foi horrível. Eu sei. Foi mal.
Brincadeirinha. Foi só pra dar carga dramática aqui.

Rua, já. Preciso pegar os óculos de leitura e entregar os meus fashion, que vão virar multifocais. Oremos.

Socorro!!!!

Tô aqui juntando os originais todos do livro de Praga.

Lá vou eu ter que falar mal dos outros de novo. Ai.
Meu Deus: achei um milhão de textos pro meu cachorro alemão, dos tempos de Praga! Ui! Tadinha, crente que tava sofrendo. Mal sabia o que me aguardava em águas nacionais.

Na boa, esta limpeza de pen drive tá passando dos limites.
Argh: dei de cara com um textinho romântico escrito num certo setembro de 2007. Só não deleto porque tenho por hábito (maldito) guardar os registros todos que faço da minha modesta biografia. Acho que vou, pelo menos, mudar o nome do arquivo pro bicho ficar esquecido em algum lugar dos "Meus Documentos". Saco.

Deletando do pen drive arquivos que eu juro que já copiei aqui pro computador

Por que que eu acho que vai dar errado?

Meu reino por uma máquina de escrever e uma pilha de papel velho

Eu vou enlouquecer aqui botando ordem em to-dos os arquivos da minha modesta biografia pra liberar o pen drive e organizar esta zona. Ai.
Ah, sim, plano de saúde tá pago, o que significa que já posso ser atacada por pombos desvairados do Largo do Machado e/ou ter piripaques em geral em paz.
Aliás, lembro, sim. Mas não conto aqui nem amarrada. Fui.

Como uma mocinha

Corpinho exercitado e alimentado com sopinha. Banho tomado. Fuça aqui de volta, ralando. Tudo isso com só meia-hora de atraso pro que eu tinha planejado, o que, pros meus padrões, é praticamente um milagre. Agora, tô assim, praticamente uma profissional disciplinada. Tédio. Nem lembro mais a última em que vez que rolou lágrima nesta lata.
Rua, já: caminhada básica e banco, pra pagar o raio do plano de saúde, que esses malas não aceitam pela internet quando atrasa. Fui.

Ao relato frio dos fatos:

Sonhei com o Jô Soares perguntando sobre meu livro, enquanto eu esperava pra assistir, ao vivo, a entrevista daquela galera que comeu carne humana no avião que caiu nos Andes. Aí, tinha uma milionária burra na frente, e eu falava: "Jô, entrevista os caras antes, tem muito mais apelo." Ah, sim, quando eu falava do meu livro, o Jô fazia muxoxo, pouquíssimo interessado, e ainda perguntava: "Tá, entendi, você tomou dois chutes. Mas no livro tem o motivo?"

Noves fora zero, ainda no sonho, fui no espelho e vi que minha fuça tava inchadíssima, igual ao dia em que eu tive o tal do edema de glote. Ato contínuo, lembrei que tinha esquecido de pagar o plano de saúde, o que é um fato a ser corrigido hoje ainda. Acordei babando.

Confirmado: eu tô enlouquecendo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Valhei-me, meu São Sigmundo!

Ih, resolvi mostrar a fuça depois de mais de seis meses, quando, finalmente, me livrei da dor de corno e voltei ao mercado, assim, enquanto jornalista e mulher. Dã.

Fui

Argh, chega. Não acaba nunca essa coisa de trabalhar em casa, a gente é que desiste.

Ordem no barraco


Nova fase nesta merda. Botei foto com corte fashion lá no perfil. E olha aí o que eu achei enquanto tava aqui inventariando meu pen drive pra organizar o barraco depois que tive que tirar tudo do computador quando ele foi pro conserto e tava tentando salvar as coisas com um mínimo de ordem.

Trata-se do registro da completa falta de intimidade de uma brasileira com o cachecol no inverno em Praga. Tá, eu sei, meu cabelo não faz sentido.

A foto foi tirada por uma boa amiga brasileira que foi passar o fim de ano lá comigo. O feriadão, aliás, eu ia passar com certo jornalista alemão, mas deu tudo errado. Não, não tô afim de contar. A história é comprida demais, e a preguiça domina este corpinho.

Sim, eu agora trabalho e vejo novela ao mesmo tempo

E tô aqui cuidando do site de notícias em inglês, jogando um milhão de e-mails fora e separando pauta, enquanto a pobre da louca da Donatela expulsa a não menos pobre e não menos louca da Lara de casa, aos chutes.

Na boa, por que que tem que ter sempre um raio duma adotada pra onde quer que eu olhe? Que coisa. Agora, que os programadores da Paradiso me deixaram em paz e sumiram com a louca da Ana Carolina, tem essa turma da Globo. Ô, raça.

Quero folga!!!!

Cara, como é que eu peço folga a mim mesma? Argh. O trabalho não acaba nunca. Socorro!

Como diria a anta texana,...

... "mission accomplished". Lâmpadas trocadas. Em menos de 10 minutos. Muito macha esta autora, né, não? Ai, ai.

Operação trocar lâmpada, já

Por que que a gente só lembra que as duas lâmpadas do quarto queimaram quando já tá de noite e enfia o mãozão no interruptor? Vou lá, subir na escada e trocar as bichas no escuro. Oremos.

Momento cegueta

Cena 1:

Na ótica, sucumbindo ao multifocal, e escolhendo uns óculos baratinhos só pra perto, pra momentos como ler na cama e tal.

- Pra perto, quero a armação mais barata possível.
- Serve este?
- Não, obrigada, é igualzinha aos óculos de certo ser. Tira isso da minha frente.
- Desculpe.


Cena 2:

- Com o multifocal, você vai ter que aprender a olhar com o nariz; vai ter que mexer a cabeça quando quiser desviar o olhar.
- Quer dizer que nunca mais minha olhadinha charmosa pro lado, nem uma piscadinha?
- Não, olhadinha pro lado, agora, só na cama, com os óculos pra perto.
- Aí, não precisa mais piscar, né?

Baixou Dona Rozana

E antes que este coraçãozinho mané começasse a pensar em bobagem, tive um surto aqui e reorganizei a sala inteira, botando em ordem tudo, rigorosamente tudo que diz respeito a minha empresa, o que inclui revistas antiquésimas com pautas velhíssimas, já no lixo, e uma montanha de papel de contabilidade que vou levar pro contador destrinchar.

E vou pra rua ver se faço meus óculos pra longe, pra voltar, ralar mais um pouco e ver se arrumo um apelido pro meu contato de trabalho pra trocar aquela merda na agenda do celular. Não, a irritação ainda não passou.

O famoso "desnecessário"

Aí, tenho um contato de trabalho cujo nome é o mesmo do muso, o que me obriga à desagradável situação de ter a tal palavra escrita na minha agenda do celular. Claro que o sujeito (o contato, não o muso) ligou agora, e eu quase caí fulminada de susto. Irritou. Muito. Saco.
Acho que os programadores da rádio Paradiso andaram lendo o blog e se deram conta de que não adianta mais me sapatear o coração. Ana Carolina sumiu. É sério. Nunca mais tocou "vaaaaaaaaaaaaaaaiiiii...". Ô, raça.

O plantão do Sua Excelência... informa:

Autora volta a ter um cartão de crédito usável, vivo, com saldo e tudo, sem nenhuma dívida. Oremos.
Claro que os pedreiros já tão na ativa. Não falei que tava comemorando cedo demais? Pelo menos, por enquanto, não tão quebrando. Tão só serrando e enchendo minha roupa no varal de poeira.

Pombos desgovernados

É assim:

O sujeito não tem rigorosamente nada pra fazer, compra um saco de milho e acha que vai salvar o planeta alimentando os pombos no Largo do Machado.

Eu, que tenho muito o que fazer, mas tô sem uma gota de paciência e fui dar pinta na Sendas por conta do café da manhã e do almoço, passo entre o cara e os pombos no exato momento em que ele abre o pacote de milho.

Na boa, meu povo, perdi a conta da quantidade de rasante de pombo que tomei na fuça, apavorada, só pensando nos corvos loucos do velho Hitchcock. Eu não merecia. Por Deus, não merecia. Tava um diazinho começando tão bacana, meu pai.
Cara, não tem pedreiro martelando até agora. Pode ser cedo pra comemorar, mas pode ser que a obra tenha acabado. Fato é que, agora, isso aqui tá uma paz absurda. Chega a estar chatinho. Sem um único motivo pra me irritar. Que tédio, meu Deus.
Vou cuidar da vida = café + jornal + caminhada na praia (a coluna tá meio entrevada, dei folga pra bicicleta)
Ih, tá batendo um ventinho bacana aqui. SEM pedreiro até agora!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Prague Blues

Considerando que tô proibida pelo meu querido editor de me aproximar com dedinhos de revisora do meu livro, já entregue ao fofo, continuo firme na decisão de não ler o tal até o bicho entrar na fase de revisão, que é quando voltará pra mim pra ver o que tem que ser mudado.

Dedicarei minhas noites, portanto, a chafurdar nos originais das crônicas de Praga, que, se meu povo amigo fizer o Sua Excelência..., o livro, ser um mega-sucesso, será o próximo lançamento desta alma que sofre.

Sabe que tô feliz da vida? Aliás... Tá, eu JÁ sei, que alma feliz não faz sucesso em blog, nem vende livro. Saco.
Pau, não quero, não, brigada.

Por enquanto.

Quero uma porra dum cafuné!

Pronto, falei.

A raça humana tem jeito. E o nome do jeito é Marlos

Marlos é sujeito tímido, não ri de piada de intelectual metida a engraçada, não deve ter nem 30 anos. Trabalha na farmácia de grande rede aqui do Largo do Machado e me atendeu ainda há pouco pela primeira vez em uns, sei lá, três meses - os outros todos do balcão, que já conhecia, estavam ocupados.

Pois, Marlos, o bom, deu pernada no vento, invocou a Farmácia Popular e me arrumou um genérico (coisa que nenhum dos outros meninos simpáticos tinha feito antes); calculou daqui, calculou dali; e me fez pagar em três remédios de pressão quase a mesma coisa que andei pagando só em um. Quase deprimi quando dei o número do CPF pra ele me cadastrar na tal Farmácia Popular, me sentindo a própria aposentada do INSS, mas o empenho do guri em me fazer gastar o mínimo possível foi comovente.

Ave, Marlos!

Tava aqui pensando

Será que algum dia vou conseguir viver sem ter que saber tudo o que está nos jornais, sem ter que ficar vigiando e-mail a cada milésimo de segundo, sem ter que ficar me informando sobre os rumos da comunicação corporativa no raio do planeta?

Tá foda. Nenhum alimento pro coração, vou armazenando no cérebro tudo o que é informação útil e inútil que me cai no colo, com a secura de quem tem que planejar o próximo passo profissional de olho nas tendências do mercado. Argh. É muita informação pra minha cabeça, com um milhão de coisas domésticas pra resolver, almoço e dieta-que-não-co-me-ça-nun-ca incluídos.

Pronto, desabafei. Vou ralar aqui mais um pouco.

Ah, sim, isso tudo sem falar que hoje contabilizei o número de semanas que já se passaram desde o último episódio sexual neste cafofo. Tô puta.

O plantão do Sua Excelência... informa:

Cai o último trauma da ópera bufa. Desde o cisma, sopa não passou mais nem perto do fogão. Explico: a iguaria era consumida com certa freqüência por certo casal outrora feliz, tomei o último chute, emburrei com sopas em geral.

Pausa pra vocês pararem pra rir.

Fato é que, senhoras e senhores, tenho a informar que hoje, sem nem pensar, fui ao supermercado comprar os ingredientes, comecei a cozinhar aqui com o fone enfiado no ouvido pra abafar o barulho da turma da obra aqui no prédio e só me lembrei da bobajada toda agora, ao mexer a tal. Inda vou congelar a bicha em porções INDIVIDUAIS pra durar um montão de dias. Ai, ai.

Começo a me divertir com essa coisa de pilotar trabalho e fogão, sem sofrer mais, no mesmo ambiente, o que, convenhamos, é de uma liberdade assustadora. Fui. Vou ralar mais um pouco enquanto MINHA sopa não fica pronta.

Feng Shui no Largo

Não sei nem se vai me trazer fortuna (macho, não precisa, não, tô legal), mas a sugestão que minha convidada do almoço de sábado deu pra arrumação da minha mesa de trabalho aqui na sala fez toda a diferença. Parece que ganhei uns, sei lá, 37 centímetros quadrados, parece que ficou mais arejado e ainda dá pra aproveitar mais a luz do dia, já que, agora, o computador fica fora do raio de ação do sol e não preciso mais fechar a persiana.

Acho até que cabe um sofá agora, e... argh. Não, não cabe. E pronto. Essa discussão acerca de espaço pra sofá desperta em mim os instintos mais primitivos. Longa história. Mór pregui de contar.

Fogão, já.

"I don't like Mondays"

Acordei brega. E ruim. Esse clip aí, dos anos 80, é duma bandazinha que lançou a música do título inspirada na história da doce Brenda, de 16 anos, que, em 1979, acordou fula um dia, pegou o rifle que ganhou do pai e atirou em crianças, professores e policiais na porta de uma escola de San Diego, na Califórnia. No depoimento, a louca resumiu, fofa: "Não gosto de segundas-feiras."

Bom dia, meu povo!

domingo, 20 de julho de 2008

Cara, sabe, assim, "não tô afim"?

Pois é. Hoje, não tô afim de sofrer por nada. Não tô afim de lembrar nada. Não tô afim de planejar nada. Não tô afim de sonhar que vou ganhar na MegaSena sem jogar.

Não tô afim de pensar que preciso emagrecer uns 200 quilos. E não tô afim de ouvir de amigo legal: "Pô, cara, você é uma mulher suuuuuuper-interessante, brilhante". "Interessante" e "brilhante" são adjetivos usados, como sabemos, pra mulheres que precisam emagrecer uns 200 quilos, mas têm um cérebro bacana. Esse "mas" sempre me irritou, aliás, especialmente, em frases do tipo "você não é o modelo de beleza, mas tem charme", "você é grossa, mas é engraçada", "você é gordinha, mas é gostosa". Argh, pra que que eu fui lembrar disso agora? Saco.

Mas, voltando... Não tô afim de provar que me reinventei depois da imensa quantidade de chutes que tomei este ano do mesmo artilheiro. Não tô afim de achar que a culpa foi minha porque eu é que não sei amar. Não tô afim de praguejar contra a anta covarde.

Também não tô afim de aproveitar o maravilhoso domingão ensolarado neste meu querido Rio de Janeiro. Caguei pro sol.

Acho que não tô afim nem de ficar viva, respirando, esta trabalheira enorme que a gente tem que ter desde que nasce, trocando oxigênio por gás carbônico (ou ao contrário, fiquei confusa agora, pergunta pro Al Gore). Vida de peixe deve ser mais fácil.

Sei lá, acho que queria ter nascido televisão pra poder ter algum ser que me desligasse um pouquinho. Só um pouquinho, juro.

Não tô triste. Não tô puta. Não tô carente.

Tô é porra nenhuma.

Posso só ficar na cama o domingão todo e caminhar lá pelas cinco da tarde?

Preguiça abissal, descomunal e qualquer outro adjetivo que acabe em "al", mas que não me ocorre agora.

Meu único exercício cerebral hoje deverá ser ver Batman, talvez, no fim do dia. Entenda-se por "exercício cerebral" coordenar olhos no filme e nas legendas, que num tô afim de pensar em inglês, e a mão direita entre o balde de pipoca e a boca. Some-se a isso, claro, o movimento do maxilar pra mastigar as mesmas.

sábado, 19 de julho de 2008

Ah, lembrei, Dercy teve uma história afetiva que faz a minha ópera bufa aqui e todas as outras da minha biografia parecerem comédia romântica de Sessão da Tarde.

De novo: Ave, Dolores, que um dia disse: "Se tenho pecados, não lembro. A vida é um segredo. Num susto, se morre."

Meu povo, Dercy morreu!

Só vi agora aqui, chafurdando na rede. Saco. Menos uma malcriada no mundo. Menos uma louca no raio do planeta.

Só não fiquei mais mal humorada porque lembrei que a bichinha ficou, literalmente, mais de um século latindo, enfiando o pé na porta de manés em geral.

Ave, Dolores! (é o nome verdadeiro da paiaça)

Sabadão bacana

Não sei quanto a vocês, mas meu almoço acabou de acabar, depois de horas de papo divertidíssimo; macarrão bacana elogiado pela amiga convidada, descendente de italiana; scotch finérrrrrrrimo de aperitivo, com gelinho de água de coco. Tá, gelinho de água de coco, acho, é brega, mas não resisti; e, sim, o bicho demorou a congelar, e sinto que dei uma volta na convidada e acabei monopolizando os cubinhos. Não, não me orgulho.

Tudo isso encerrado com toneladas de café servido nas xícaras centenárias da minha mãe, que nem o muso nunca viu, e chocolatinho da Kopenhagen.

Ah, sim, a convidada chegou a confessar que adora o café por conta da cafeína. A pobre só não sabia que o bicho era descafeinado, o que omiti, maquiavelicamente, e há de querer me enfiar a mão quando ler este post. É no que dá ser amiga de hipertensa escrota.

Ih, arrumei companhia pra dividir meus presentinhos!

Claro que é uma boa amiga, que, como sabemos, não vai falar que me ama depois da terceira dose, não vai fazer promessas de futuro que não tem a menor intenção de cumprir, nem vai partir meu coraçãozinho mané. Portanto, programa absolutamente seguro. Amém.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

É ridículo e já postei aqui, mas me dá um banho de auto-estima absurdo. Pretos e gordos no Olimpo. Ladies and gentlemen, a cena final de "Hairspray"

In memoriam

Aí, depois da minha tentativa frustrada de mudar o nome do blog e de pensar em mexer mais no livro, andei tendo minha integridade física ameaçada pelas massas revoltosas desta nossa nação democrática.

Fiquei pensando.

Se eu morresse antes de o livro sair, podia ter um lançamento póstumo, de corpo presente; eu lá, esticadinha num mármore bacana; corpinho coberto pelas bandeiras do Brasil, da República Tcheca e do Largo do Machado, criada às pressas pela Leila do Flamengo em minha homenagem.

Ana Carolina se esgoelando - "vaaaaaaaaaai..." - como som ambiente, é claro, e o muso babando de remorso; jogado sobre o caixão, já na cova; óculos numa das mãos, pra não ficarem embaçados com as lágrimas jorrando; tomando terra e pétala de rosa na fuça, aos berros de "me leva, me leva".

Sei lá. Só me ocorreu.

Refém do inconsciente

Socorro: tô aqui começando a escrever um texto, fui botar a data no alto da página. Convencida de que 2008 acaba de começar, quase que eu escrevo "18 de janeiro de 2008". Meu Deus!

Sou menina, caceta!

Não bastassem os moços do rádio perguntarem, a cada 15 minutos, se o ouvinte tem problemas de ereção e ejaculação precoce, a caixa postal fica entupida de gente me mandando fórmulas mirabolantes para "enlarge your penis" ("aumente seu pênis"). Na boa, eu mereço isso tudo, meu Deus?

Já falei aqui e repito: dia desses, ligo pra turma da ereção e falo que ando tendo, sim, "problemas de ereção": não vejo uma há séculos. Enfim...

Paradoxo mané

O bom de estar solterinha da silva: ganhar dois presentaralhaços que um casal de amigos trouxe do Duty Free de uma esquina distante do mundo e não ter que dividir nenhuma gota com ninguém.

O ruim de estar solteirinha da silva: ganhar dois presentaralhaços que um casal de amigos trouxe do Duty Free de uma esquina distante do mundo e não ter ninguém com quem dividir uma única gota - considere-se "ninguém" uma referência direta a seres humanos do sexo masculino em geral.
Vontade de trabalhar igual a zero. E caindo.
Fora a vontade de tascar um beijo na boca do primeiro mortal que me cruzar o caminho.

Ai, perdi a linha. Foi mal.

Autora à milanesa

A obra, que eu achava que era aqui em cima, é, na verdade, dois andares abaixo. Por que que eu sei agora? Porque fiz o porteiro ligar pro apartamento de cima pra saber quando termina o barulho infernal, pra eu poder me organizar e começar a dar aulas de inglês aqui pelo Skype - yeah, yeah! Claro que o porteiro passou pelo ridículo de ouvir da moradora que, inclusive, ela também tava sofrendo com o barulho, e eu quis morrer. O fato é que, como os caras tão quebrando tudo, a pancadaria sacode toda a coluna pra cima e pra baixo e faz tremerem os apartamentos todos - cês não tem noção.

Noves fora zero, agora, lá na obra, os caras tão serrando umas prateleiras (já espiei aqui da janela), e há dias tem subido uma poeirinha finíssima, que empesteia todo o ambiente, incluindo este corpinho, incluindo esta alma miserável. Acabo de sair do banho e já tô toda empoeirada. Sem falar na alergia que não me larga.

É isso.

Ah, sim, esqueci com-ple-ta-men-te de contar que meu cafofo também passou por uma reforma radical antes de eu vir pra cá, o que, certamente, infernizou a vida dos vizinhos por meses. Pois é.

Projeto Paquetá

A vontade de me mandar pra Paquetá e sumir no fim de semana tá tomando proporções quase incontroláveis. Por que Paquetá? Porque ainda não tá dando pra fazer graça com o dinheiro, que só tá começando a entrar e porque, afinal de contas, a ilha é o recanto tranqüilo mais perto e mais barato possível. Não, não me orgulho.

Ave, Dolores

Malcriada, cachinhos na fuça quando menina, mania de latir escrevendo o que lhe doía; perdeu pro coração, que cansou de tanto apanhar, de tanta cachaça, de tanto cigarro.

"Estrada do Sol" na caixa de som. Originais do meu próximo livro desengavetados.

 Gal Costa - ESTRADA DO SOL

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Tá cantando "A Noite do Meu Bem". Vou desligar essa merda. Saco.

Vou ver a biografia da Dolores Duran e pronto

Deletando mais de 10 mil e-mails do meu site de notícias em inglês, que tava abandonadinho, pra poder começar de novo a fazer as pautas e tal. Argh. Quero morrer.
E já que ninguém aqui neste puleiro me ajuda a mudar o nome desta coisa, que tal me ajudarem a pensar numa comemoração espetacular pros meus 42 anos, em setembro? Não vou ter rios de dinheiro, mas tava bem afim de fazer algo bacana, diferente de jantarzinho romântico (me poupem) e de chopão em boteco. Aceitando sugestões.

Tá faltando zero

É assim:

Minha conta-empresa me dá o direito de transferir pra minha conta pessoal 20 mil reais por dia. Acabei de transferir os últimos 200. Acho que deprimi.

E vou almoçar, pra ver se esqueço um pouco que vivemos num estado democrático. Humpf

Saco. Ninguém quer me deixar mudar o nome do blog. Nem as massas. Nem o editor do livro. Raios, raios, raios, mil vezes raios

Inda teve um senhor simpático aqui no prédio que se apiedou de mim, carregando o bicho, ajudou com o elevador e puxou conversa, todo, todo. Ai, ai

Uma corrente de oração, por caridade

Tudo bem que carreguei o bicho pro Centro quase à toa, mas a conclusão do périplo foi tão espetacular, que não tô nem ligando. O mané do Velox podia ter resolvido por telefone, se tivesse mais neurônios que eu. Mas o fofo da Ultech (propaganda de graça, quase dei um beijo na testa do sujeito) resolveu em menos de cinco minutos e já tô aqui toda conectada e equipada num computador de verdade, sem entortar a coluna trabalhando no meu laptop. Ou seja, como ainda tá na garantia, não gastei um tostão e nem tive que deixar a CPU lá.

A má notícia é que a garantia acaba amanhã e, com esse saci que se instalou dentro dessa coisa, mais o fator Lourdes a desconectar fio com a vassoura, qualquer zica, agora, vai me custar um dinheiro.

Oremos!
E lá vou eu pra deliciosa aventura de carregar a CPU pro Centro. Pela segunda vez em menos de uma semana. Argh.

Perdi dois quilos! É o que diz a balança aqui do banheiro. Resultado de chorar e vomitar quase um mês seguido, revisando o livro do blog

Preciso tomar mais uns 7 chutes imediatamente.

Tem um saci na minha CPU, né possível

Ah, sim, o computador de mesa deu pau de novo, o rapaz do Velox acha que é a placa de rede que foi pro sal, a garantia acaba amanhã e tenho a certeza absoluta de que vou me aborrecer quando for contar minha história triste lá pros caras que limparam o bicho há menos de uma semana.

Falei que o primeiro problema todo era poeira? Pois é. Por que que eu acho que eles vão acabar falando agora que a culpa é minha? O dia promete. Quem manda começar a manhã tomando café no Largo do Machado, na mesinha dos velhinhos que jogam dama e carta? Bem feito.

Vou mudar de assunto e pronto

Em nome da minha integridade física, vou ouvir a voz do meu povo querido e não vou mais mudar de blog porra nenhuma, nem de endereço. Mas preciso de um novo nome aí pro alto, no layout. Nada me ocorre, e me parece que a bronca da argentina no marido ex-presidente mané é bastante oportuna na transição aqui. :) Só não quero, como já falei, ficar olhando pra aquele "Sua Excelência..." grandão, me irritando o resto da eternidade. Parece lápide de muso vivo.

Tô aceitando sugestões.

Saco, saco, saco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tentei mudar de blog, tomei porrada. Alguém aí tem alguma idéia de como me livro da praga de ter que ficar olhando pra esta merda de "Sua Excelência, o Canalha" todo dia, lembrando que, pra mim, o personagem tem nome, sobrenome, lembrança E cheiro???????????????

Argh. Muito puta agora. F-u-i. Muito. Pra cama, que é, como sabemos, lugar quente.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

VAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!

Homenagem póstuma ao muso e a minha algoz.

É mais forte que eu. Passei exatos seis meses praguejando contra a pobre cantora de sucesso e seu mega-hit, que me sapatearam na alma nas ondas da Paradiso. Babei de ódio. Fiz que não vi o parapeito da janela aqui a minha direita, pra não me empoleirar nele e acabar de vez com a agonia.

Senhoras e senhores, agora, sem nem me maltratar mais, Dona Ana Carolina.

Letra nos comentários. Com a última frase censurada, naturalmente.

Rua, já.

FOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIII!!!!

Sua Excelêcia, o Canalha, o livro, já está em cárcere privado, trancafiado em poder do editor, que já ameaçou me enfiar a mão na fuça se eu cismar de ficar mudando texto e corrigindo coisas daqui de casa.

Alguém aí tem alguma dúvida de que eu vou infernizar o pobre homem até o bicho ir pro prelo?

Não leio mais e pronto. Chega. Fui pra reunião na editora. Oremos

Aaaaaai, última leitura dos originais antes de entregar pra editora: que medo!

Ah, sim, bom dia.
Reunião na editora hoje! Agora, vai.

Pau no Freud

Não, eu não sou chocólatra. Aliás, nem pra doce eu ligo. Minha briga com peso sempre foi por conta de massa, fritura, gordura e que tais.

Mas, aí, fico tanto tempo sem comer açúcar, que, às vezes, tenho um surto.

Tendo dito isso, conto o seguinte:

Tava dando pinta aqui no Largo, passei em frente à Kopenhagen, comprei um par de waffles, cobertos de chocolate. Há dias, e os dois quitutes ficaram esquecidos aqui na cozinha.

Acordada ainda, trabalhando aqui, agora, lembrei deles e ataquei um, com o cappuccino que ainda tá aqui fumegando.

O bicho ainda tem um recheio cremoso de chocolate por dentro, que vai desmanchando na boca, e a gente vai gemendo sem nem sentir.

Ah, sim. Tem forma de charuto.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eeeeeeeeeeeeeeeeee sou uma pessoa que tem uma gripe de novo. Ai.
Eeeeeeeeeeeeee sou uma pessoa que tem NET de novo. URRÚ!!!!!!


Vou ralar.
Juro que depois vou na farmácia aqui embaixo pra comprar o lápis de olho mais caro que tiver, pra esfregar na fuça daquela mané que uma vez me perguntou se eu tava era querendo lápis barato.

Me arrisco a dizer que o projeto Réveillon Bacana, num canto ensolarado qualquer deste país, começa a tomar corpo. Yes!
Vida financeira a caminho de resolver. Urrú!

NENHUMA CONTA ATRASADA MAIS!!!!! E DÍVIDAS NÃO SÃO MAIS UM PESADELO!!!!
Já de volta e já ralando. Dia comprido. Não vai dar nem pra responder aos comentários, meu povo. Foi mal. Depois, eu volto com calma. Té mais.
Passei só pra dar bom dia. Preciso correr, que tem um "eveinto" daqui a pouco. Preciso endireitar a fuça e passar o olho nos jornais. Fui.

ACABOOOOOOOU!!!!!!!!!!!!!!!!! O LIVRO TÁ PROOOOONTO!!!!!!!!

Só não vou festejar mais porque o e-mail do meu editor querido não consegue receber o raio do arquivo, ladainha que só vou resolver amanhã, na melhor das hipóteses. Eu juro que tô tentando agora, mas fica voltando - que carma, meu Deus. Mas eu juro que não troco mais nenhuma linha do bicho.

Acabou. Foi. Página viradíssima. Amor-da-minha-vida-da-vez enterradíssimo. Amor-da-minha-vida-da-vez celebradíssimo. Amor-da-minha-vida-da-vez cantadíssimo em prosa. Amor-da-minha-vida-da-vez... sei lá mais o que dizer. Amei demais esse mané, meu Deus, como cada vez mais isso fica óbvio. Argh.

"Amei"? Tadinha, mania de pretérito perfeito. Claro que devo amar ainda, mas isso não faz a menor diferença. Caguei. O que realmente importa é que o defunto está devidamente enterrado. Com pazinha de cal e tudo na fuça.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Companheiro Bono, que salva o planeta e canta música legal. "I still haven't found what I'm looking for" (Ainda não encontrei o que estou procurando)

Tava aqui pensando: não sei o que eu enrolo mais, o livro ou a dieta.

Papelão, eu sei.
Sei não, mas acho que hoje foi o primeiro dia sem dor de corno. Muita irritação ainda, é verdade, mas dor, mesmo, nem um tiquinho.

Acho que vou começar a postar umas receitas aqui, sei lá.
Tô insuportável hoje, né? Eu sei. Foi mal. Vou ficar quietinha agora, eu juro.

Vou ralar.

Egotrip no Largo

Aí, eu pre-ci-sa-va caminhar. Também precisava ir ao Centro pegar de volta a CPU do meu computador de mesa aqui. Dois com dois = três, fui a pé até o Centro, de vestidinho vermelho ao vento pelo Aterro, tomei um cappuccino na Colombo (nível de culpa = zero) e já tô de volta, pronta pra reinstalar o bicho aqui.

Ai, ai (suspiro).

Auto-estima elevadíssima. E subindo.

Exclusivo: autora faz as pazes com o Rei



Bom dia, galera! Vou ralar. Eu e os pedreiros do andar de cima, claro.

Tô nem aí. Fui.

domingo, 13 de julho de 2008

Boa noite, meu povo!

Enrolei séculos pra postar este clip aí. Ainda não era a hora. Não era. Caros leitores, companheira Maria Bethânia dá o meu recado hoje:

O plantão do Sua Excelência informa...

Cura confirmada. Confirmadíssima. Confirmada pra mais de metro. Confirmada, mermo.

Só não dou mais detalhes porque agora sou uma moça discreta.

Ai, ai.

"La presidenta soy yo, carajo!"

Ai, falei só por falar. A-do-rei isso. Um brinde à argentina, "la presidenta" de marido mané. Fui. Vou, mesmo, tomar café no Largo do Machado e pronto. Acordei pensando no muso mais do que mereço. Acho que sonhei de novo com o sujeito, mas, só de raiva, nem me lembro.
Ih, acho que vou tomar café no meu Central Park de novo. Preciso pensar. Rola uma certa preguiça.

sábado, 12 de julho de 2008

Marco zero

Apenas a título de registro, esta ópera bufa foi, praticamente, um marco zero na minha modesta biografia, que passa a se dividir entre antes e depois da imensa quantidade de chutes que tomei do mesmo ser este ano; antes e depois de ter aberto o raio da guarda pra personagem errado; antes e depois de ter achado que, dã, tava convivendo com O cara, tal do "homem-da-minha-vida-que-eu-amo-tanto". Mané demais esta autora. Pronto, falei.

A vida é boa, a gente é que é mala

Todos os dias, entre 15:55 e pouco depois das 16:00, o sol sai de trás de um prédio e caminha pra morrer atrás de um morro, que dá aqui pra minha janela. Significa que fico com o sol na minha fuça e sempre abaixo a persiana.

Tenho a informar o seguinte:

O bicho tá aqui na minha lata, já me espreguicei, estiquei as mãozinhas em direção ao solzão de inverno, tirei a blusa de frio e me enfiei num top e tô aqui escrevendo, crente que tô em algum cantão da costa Norte da Itália. Ai, ai.

Toró de ficha, só pra variar

Todo mundo aqui já entendeu que fim de semana sem trabalhar é toró de ficha, né? Intão... Tava lá embaixo, sentadinha num boteco lendo o jornal, e fui me dando conta de uma coisa - aliás, lembrando de boa Mirtes, que me deu uma bronca no dia em que eu fui analisando minhas próprias cagadas na ópera bufa toda. Insisto em dizer que não sou a mulher mais centrada do mundo e tenho lá minha lista de defeitos no que diz respeito a relação com indivíduos portadores de pênis em geral.

Ocorre que andei esquecendo que o muso deste blog me machucou demais, coisa que não se faz nem com amigo; prometeu e não cumpriu; fugiu, covarde; me deixou amá-lo sem nenhuma intenção de cumprir as tais promessas; não teve cuidado com esta alma. Aí, tomou um blog pela fuça, é fato, mas fingiu ter levado a maluquice no bom humor; voltou; me deu corda de novo; e, de novo, fugiu, covarde. Simples assim. Na boa, quem é o maluco desta narrativa toda? Tô bem legal de ficar dividindo essa culpa. Pronto, falei. Precisava botar ordem neste barraco.

Até hoje, ainda me angustia o fato de ter chamado este blog de "Sua Excelência, o Canalha". Claro que a história é cheia de episódios de canalhice, mas o fofo sempre esteve muito mais pra "Sua Excelência, o Covarde". Mas agora é tarde. Virou marca, virou livro, e não sou maluca de trocar o nome a essa altura e dar um nó na cabeça de vocês todos na hora de acessar o blog E de comprar o livro. Falar nisso, preciso dar um jeito de botar aqui ou no site da editora um mecanismo de compra on line quando o bicho sair, pro meu povo querido que tá longe daqui do Rio. Tô aceitando sugestões.

Aliás, vou aqui chafurdar nos originais e só levanto desta merda quando despachar o mesmo. Já até remarquei a unha pra terça de manhã cedo, antes de um compromisso de trabalho, para o qual tenho que estar bonitona, igual a uma mocinha.

Fui.

O Central Park é aqui

Eu juro, eu juro que acabei de fazer praticamente um pic nic no Largo do Machado. Depois de dias e dias trancada dentro de casa trabalhando, ralando meu coco, enlouquecendo com os pedreiros do andar de cima, resolvi que precisava de um ar. Peguei os jornais (Globo e Folha), me mandei pra padaria pra comprar pão (não, Pedro Bó, pra comprar um quilo de carne) e, no caminho, atravessando o Largo, tive a idéia brilhante.

Na volta, vim com um misto quente no pão francês, chocolate quente, um iogurte, tudo pra viagem, e encostei numa daquelas mesinhas em que os sexagenários e septuagenários da vez ficam jogando cartas. Encontrei uma vazia, o mais longe possível deles, que, como sabemos, tô bem legal de gente madura. Mas foi tiro no pé. Na minha frente, tinha um pobre, dormindo com a fuça na mesa, coberto por um cobertor. Deprimi e saí batida. Dei sorte, pertinho da turma do carteado, tinha outra mesa vazia. Não dei mole pra nenhum deles, eu juro. Mesmo que tentasse, estavam ditraidíssimos com as cartas, devo admitir.

Me empolerei lá, tomando meu café bacana, lendo jornal, feliz da vida. Até, claro, dar uma banda no copo de chocolate e virar o que restava dele na mesa toda. Sabe aquele último gole? Pois é. Mas, num surpreendente humor completamente low profile, peguei os classificados, limpei a mesa e continuei lá, linda e fofa, atracada ao iogurte.

Só encerrei o programa quando começou a pingar uma chuvinha sacana, que, aliás, já foi embora, nuvem palhaça. Aproveitei e já marquei unha pras cinco, e tô tão sem culpa que acho que vou dar uma cochilada até a praia ficar liberada de certa presença desagradável, pra poder pedalar e, depois, almoçar. Sabadão de folga. Cumpra-se. Só volto mais tarde pra cuidar do livro, ladainha de sempre.

A má notícia é que não consigo parar de pensar no que meu afilhado, Bernie Boy, falou sobre o fato de agora faltar carga dramática neste blog. Saco. Ajuda se eu falar que ainda penso no muso (*) e que ainda cultivo certa gana por tudo ter acabado de forma tão patética? É, acho que não. Fui.

(*) Mas é só uma vez por dia. Naquele periodozinho que vai entre eu abrir os olhos de manhã e fechar os mesmos pra dormir. Nada grave. Sem obsessão. Pura reflexão, sério, mesmo.

Cárcere privado II

Também não quero mais falar sobre o fato de que tô louca pra pedalar na praia e não tenho coragem porque as chances de dar de fuça com o muso desta pequena obra de arte são enormes. Eu sei, este país vive uma democracia; o direito de ir e vir, em tese, está garantido; mas, simplesmente, não consigo. Ver o ser só vai servir pra atazanar esta alma miserável em processo de cura.

Meu Deus, eu juro que, quando abri os olhos, ainda há pouco, a vida fazia todo o sentido do mundo.
Abriu, e eu não quero mais falar sobre isso.

Cárcere privado I

Sim, estou presa em casa. Simples assim. A tranca da porta enlouqueceu, e eu não consigo abrir. Pensando num jeito de alguém chamar o chaveiro que fica do outro lado do Largo do Machado. Não, não vou dar bom dia.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A ladainha eterna

Só não vou falar o que tô fazendo aqui até agora porque ninguém, em sã consciência, vai acreditar. Mas acho que, deste fim de semana, não passa. Acho. Se passar, apanho do editor, aliás. Mas, agora, só anuncio oficialmente o ponto final quando despachar os originais, eu juro. Quero ver o Bush mortinho se eu estiver mentindo.

Troca "Pedrinho" por "Rozaninha" e vê se não lembra certa jornalista que cai mole em conversa de mané. Não, eu não sei por que lembrei da música agora

 Sitio do Picapau Amarelo - Pedrinho

O moço do gelo e a boa vontade entre as gentes

- Senhora, é só baixar a ... (nome impronunciável, irrepetível desde sempre, referente a alguma peça da marcha da bicicleta)

Ouvi isso dum rapaz gente boa, que carregava um sacão de gelo nos ombros, também de bicicleta, e se comoveu ao me ver toda pintada de graxa, bunda pra cima, praguejando porque não conseguia de jeito nenhum colocar a corrente de volta no eixo do pedal. Pois, o bichinho parou, consertou e ainda me ensinou um macete pra não pagar mais micão.

Bem feito, já fiquei aqui me gabando que sou profissa em assuntos de pedalada, me danei hoje.

Mas dei uma boa mexida no corpinho. Juntando a pedalada, a briga com a corrente, mais o entra e sai do elevador carregando a dita, equivaleu a um triatlo.

Sensação do dever cumprido

Trabalho já rendeu horrores hoje, companheiros pedreiros já pararam de me enlouquecer, e ainda tem luz do dia. Agora, sim: bicicleta, já. Fui.

Tá, eu sei, afilhado querido da dindinha, eu sei que notícia boa não vende jornal. Humpf.
Lembrei de outra coisa. Eu cantei essa pedra na palestra na UFF: "No dia em que eu achar um cara bacana, colar com o sujeito e for passar lua-de-mel em Paris, ninguém mais vai ler uma linha do que eu escrevo." O público concordou, em massa. Deprimi.

Tá, quais as chances de eu conhecer um cara bacana, colar com o sujeito e ir passar a lua-de-mel em Paris? Foi mal. Deprimi de novo.
Me ocorreu uma coisa aterrorizante: agora, segundo a tese do meu afilhado, eu não tenho nem namorado, nem leitor. Sacanagem.
Claro que me enrolei com trabalho aqui e claro que não consegui sair pra pedalar até agora. Dancei.

Fuga rápida pra almoçar aqui embaixo.

P.S.: Companheiros pedreiros já saíram pro almoço e já voltaram. Lindo!

Turba ingrata!

Cena 1: Abro minha agenda antes de sair, pra procurar um telefone e dou de cara com o dia 22 de abril e a anotação "novo chute". Não, não sou tão louca, marquei lá por conta do livro, pra ajustar as datas dos textos.

Cena 2: Abro os comentários do último post e dou de cara com meu afilhado sádico implorando aos céus pra que eu tome "novo chute" pra poder trazer de volta a carga dramática ao blog.

Cena 3: Lembrei do meu editor, que já me "autorizou" a voltar pro muso quantas vezes eu quiser, desde que ele assuma o compromisso de sempre me chutar de novo, pra não correr o risco de eu desistir do livro.

Cena 4: Não consigo parar de rir da ópera bufa toda.
Agora, o clip do YouTube tá dando pau. Argh! Bicicleta já.

AUUUUUUMMMMMMMMMMM! (respirando fundo, auto-controle, auto-controle, respirando fundo...)

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!

Cara, este prédio VAI cair! Parece que tem um batalhão quebrando tudo lá em cima. Que inferno, meu Deus! Nem o fone tá dando jeito hoje. Aliás, mesmo que estivesse, o chão tá vibrando com a pancadaria. Eu jurava que o dia ia ser tranqüilinho. Saco.
Ah, sim. Sonhei com o muso desta minha pequena obra de arte.

Não, não conto nem amarrada os detalhes patéticos. Isso deve ser igual àquele fumante que, séculos depois de largar o vício, às vezes, sonha que tá fumando.

E pronto. Fui.
Não sei nem como me expressar. Publiquei o último post, eles começaram. Fone já enfiado no ouvido.
Desnecessário dizer que, hoje, que não preciso entrevistar ninguém, os pedreiros lá de cima estão numa paz budista.
Vou deletar nada. Cansei de chafurdar na lama aqui, sem nenhuma vergonha na cara. Escrevi, tá escrito. Passou.
Ai, os postezinhos de ontem tão tão manés, que deu vontade de deletar daqui. Romantismo mais fora de hora, meu Deus.

Café da manhã e jornal já.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A Mirtes deve ter algo a ver com isso. Saco.

Ih, fiquei absurdamente romântica de novo. Acho que a fila, finalmente, andou. Melô do próximo ser, que acho bom baixar logo:

 cassia eller nando reis - meu mundo ficaria completo

Monteiro, Rozane Monteiro

Tava aqui, enquanto não durmo, pensando na vida e traçando umas estratégias de trabalho e tal, enfiada embaixo do meu edredon, na cama. Pensamento voou, viajei.

Eu já quis ser:

Ava Gardner, gostosa de doer, que enlouqueceu Sinatrão.

Julia Roberts, descabelada e charmosa que nem sabe (tá, eu sei, ela sabe, mas foi pra dar ritmo ao texto, relevem).

A paiaça bonitona da Meg Ryan.

Bethânia, crente que sei cantar e interpretar canções pra encantar multidão, esbanjando carisma, cabeluda.

Marisa Monte, também meio descabelada, em início de carreira, inglês bacana pra cantar canções cult universais.

Zélia Gattai, brilhante, personagem de história de amor com homem brilhante.

Ruth Cardoso, pra, quando eu morrer, o país se curvar a minha inteligência e perceber o imenso vácuo que ficou.

Marilyn Monroe, loura, linda, gostosa, e dar pra presidente casado, enquanto segura a saia se sacudindo toda, com o vento nas entranhas, andando horrores pro mundo – claro que a parte do suicídio mal explicado não está na fantasia.

Cássia Eller, pra ter culhão de mostrar no palco o peito imperfeito e passar a vida latindo o que me dói – a morte precoce também tá fora.

Qualquer uma que beijasse na boca do George Clooney. Qual-quer-u-ma!

Mas liguei esta coisa de novo só pra falar que a vontade que tá me tirando o sono agora é só a de ser, em definitivo, diria velho Galvão, certa Rozane Monteiro que certa menina sergipana sonhou virar um dia.
Agora, eu vou. Acabou a pilha. Inté.
Também me ocorreu botar no cartão novo: "Rozane Monteiro, assessora de imprensa, tradutora e mulher".
O mundo não é bom com jornalistas que chutaram a segurança do contracheque pra viver por conta própria, etc, etc, etc.

E fonte é um bicho perguntador.

- Oi, boa tarde, aqui é Rozane Monteiro...
- "Rozane Monteiro" de onde?...
- (pausa, suspiro na alma)

Claro que ao coração ocorre sempre o desejo quase incontrolável de dizer que é "Rozane Monteiro daqui, do Largo do Machado", mas até agora consegui me conter, e, invariavelmente, emendo numa explicação enorme de cada freela (bico, como diz meu pai) que tô fazendo pra fonte em questão. Na boa, um dia eu troco um pelo outro.

Dog's day

Meu Deus, o dia acabou, e eu nem me dei conta. Expediente encerrado.

Não vou nem falar que bateu certa tristeza hoje, senão, cês vão me enfiar a mão.

Taxeando pra ir pra cama cedo. Amanhã tem mais ralação. Fui.

Não falei?

Uma hora exata de almoço, e os moços já voltaram ao batente. Ai.
A única boa notícia é que pedreiros, ao que parece, têm hora de almoço. Aparente calma neste home office. Efêmera, eu sei.
Alguém aí já tentou entrevistar alguém por telefone com uma obra no andar de cima?

Por que, meu Deus, por quê?

"Back on the chain gang"

Back in the game!

Cara, essa coisa de avião deixa a gente moído, meu Deus. Mas já tô de volta aqui, com a fuça no computador e nos jornais. Com o fone e música aos berros no ouvido porque, adivinhem?, tem uma obra no vizinho de cima. Por que não, né?

Ah, sim, aquela tristeza. Acho que tô naquela fase "meu Deus, como é que eu pude?" Sem sonhos freudianos mais. Uoba.

Vou ralar.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Foi assim

- Atenção, senhores passageiros, aqui é o comandante, etc, etc, etc

- Sei, sei... E?... E?...E?... – disse meu vizinho de poltrona, que viajava de volta pro Rio com o sócio e, adepto da Lei de Murphy, estava certo de que, depois da ladainha de praxe, o piloto emendaria a explicação pra algum atraso.

Foi o que, aliás, aconteceu no vôo de ida pra Brasília, hoje de manhã, que nós três pegamos, sem nos cruzar, e que ficou meia-hora paradão na pista por conta da fila de "aeronaves".

Aproveitei pra contar pros fofos o conceito de lead, que é o primeiro parágrafo das reportagens e que deve conter todas as informações básicas, tipo: "Dois aviões derrubaram ontem as duas torres do World Trade Center". O companheiro que estava na poltrona da janela (eu estava no corredor) declarou que era só o que lia nos jornais, e não paramos mais de conversar. Os três, irritadíssimos com a falta de lead do piloto do avião de ida, que levou horas até jogar na fuça dos passageiros que ficaríamos meia hora chafurdando, trancados no avião até decolar.

Polêmica dali, polêmica dali acerca de trabalho, fomos emendando um dedo de prosa, até que o moço da janela desistiu do sócio e de mim, que, a essa altura, cacarejávamos, e deu uma cochilada. Considero a possibilidade de ele ter só desistido, mesmo, e fingido morrer pro mundo, mas não quero falar sobre isso.

- O senhor quer algo pra beber? – perguntou o mocinho simpático a meu vizinho.

- Uma água com um gelinho, por favor. (...) Pô, ele botou só um gelinho

- Ué, você foi bastante específico, pediu "um gelinho" – expliquei, doce.

O moço, de novo:

- O senhor deseja mais alguma coisa?

- Por favor, mais uma ou duas pedrinhas.

Foi atendido, com mais duas.

- Viu?

Ele, pro moço:

- Ah, queria também que o avião parasse de balançar.

E, sim, a turbulência acabou passando.

- Viu? Funcionou.

- Funcionou nada, ainda tá sacudindo.

Só aí, percebi que o jovem causídico odeia quando aviões sacolejam mais do que os passageiros merecem.

- Cadê as letrinhas das poltronas? – perguntou, intrigado, enquanto se distraía da turbulência, olhando pra cima.

- Tão aí em cima, ué.

- Não, as outras.

- Que outras, cara?

- Tem outras, que ficam ali (apontando).

- Não, cara, eu juro que não tem.

- Tem, sim.

- Não tem, caceta.

- É horrível isso. Você tem uma certeza absoluta, e ela é espancada pela realidade.

O que ele só agora vai saber é que eu já tava convencida de que, sim, as tais letrinhas extras tinham desaparecido, mas me contive:

- Pois é – pensei em emendar na minha tragédia do primeiro semestre, mas achei de bom tom resistir, até porque, a essa altura, já sabia que o Gabeira tava na poltrona da frente e não iria pagar micão assim prum homem que carrega um pedaço da história deste país nas costas.

- O pior vai ser chegar em casa e minha mulher, que tá grávida, vai querer me contar o dia tooooodo dela. Vai falar que o preço do tomate subiu. E daí? Se o tomate que é o tomate não reclama.

- Tu conhece aquela piada dos dois tomates que atravessavam a rua?

- Sei, peraí..., lembrei: "Lá vem um carro... ploft", "Onde?... ploft"... Cadê meu livro?

- Que livro, porra?

- Eram três livros.

- Não, não eram. Eram dois. Só te vi com dois no colo.

- Não, o outro tava na sacola de plástico que botei no chão (embaixo do banco à frente, em cima da pasta dele).

- Se você botou no chão, deve ter escorregado pra frente, de cima da pasta.

- Preciso achar.

- Deixa aterrisar, tá quase chegando.

- É que eu tenho um pouco de TOC.

Eu, pro companheiro da janela:

- Vem cá, como é que você agüenta ele o dia inteiro, todo dia?

- Pois é.

E seguiram os dois falando ao mesmo tempo, contando histórias engraçadíssimas no escritório.

Eu:

- Vem cá, vocês vão falar ao mesmo tempo? Aliás, (pro meu vizinho, os três rindo muito), tu já reparou que não tô te dando mais atenção, né?

- Não tem importância. Eu falo comigo mesmo.

- Hein?

- Nada, não... Preciso achar o livro.

- Meu Deus, por que que eu só me aproximo de maluco? Só pode ser culpa minha, coisa ruim atrai coisa ruim.

- Pois é - meu vizinho desabafou, quase resignado.

- Dá pra cá – tomando os dois livros da mão dele, pra ajudar o pobre a se mexer mais desenvolto atrás do terceiro livro.

- Pô, brigado.

Em algum momento, levantei pra dar mais espaço pro rapaz, já me coçando de agonia com aquele procura-não-acha.

A mocinha sentada no lugar dos comissionários, no fundo do avião:

- Senhoooora, todos os passageiros devem estar sentados. Estamos aterrisando.

Eu, sentando rapidamente, pro vizinho, agarrado no terceiro livro, que acabara de encontrar, com os outros dois de volta ao colo:

- Eu vou matar você – entre os dentes, enquanto afivelava o cinto, milésimos de segundos antes de o avião tocar o solo deste nosso Rio de Janeiro, escapando por muito pouco de enfiar a fuça no chão com o impacto.

- Ai, meu Deus, ai, meu Deus...

- Calma, não vai acontecer nada, eu juro, calma.

- Por que que ele tá andando de lado?

- Calma, porra.

- Por que que ele tá andando de lado?

- Calma, caralho.

(...)

- Dá aí teu e-mail. Você JÁ virou personagem do meu blog.

Daqui a pouco: sitcom nas asas da TAM

Já adentrei o gramado. Nas últimas. Banhinho quente já. Mas volto daqui a pouco pra contar o sensacional vôo do lado de dois advogados gente boa; um deles, engraçadíssimo. Não tem preço. Ri o tempo todo.

Pra desespero do pobre do Gabeira, que tava no banco na minha frente e não deve ter ficado nada feliz com dois loucos (eu e o mais eloqüente deles) cacarejando o tempo todo na última fileira do avião - é, aquela encostada no banheiro, cujas poltronas não reclinam, ao som ensurdecedor do motor do avião ou turbina ou sei lá que diabos era aquilo.

Sim, teve turbulência.
3.22 da manhã. Acham que acabei, né? Tadinhos. Laptop no colo daqui a pouco no avião. Me fui. Inté amanhã à noite.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Quando são 10 e 39 da noite anterior ao dia em que você tem que estar no aeroporto às 7 e meia da manhã e você acabou de começar a escrever uma parada que tem que estar pronta pra levar, quais seriam, assim, as chances de dar certo?

Mera curiosidade jornalística.

Fui. Muito. Mundo despencando. Inté.

Prague blues

Meu Deus, esta cidade tá com o mesmo clima de Praga na Primavera. Meu coração dói: preciso voltar àquela terra.

Só depois, claro, de acalmar a turma do Itaú, da Caixa e da Visa, além do meu povo querido da NET, que se aliou às tropas inimigas. Ai.

Falei que julho não podia acabar? Enlouqueci. Agosto tem que chegar o mais rápido possível

Até que a operação correu sem grandes transtornos, e a pobre da CPU já tá encostada no estaleiro. Única má notícia do dia foi ter deixado 100 reais na farmácia. Cara, eu tô igual àquelas velhinhas do INSS, chorando cada centavo dado à indústria farmacêutica desta nação. Irritada. Muito irritada.

Mas felizinha porque apareceu trabalho novo.

Tudo sob controle, portanto. Fora o fato de a NET já ter me cortado o sinal, claro. Lembrei disso, agora. E esse agosto que não chega pro meu orçamento recuperar um mínimo de dignidade.

Vou ralar. Amanhã é dia de avião, e não fiz nem a metade do que tem que estar pronto, claro. Inté.
Cigarrinho depois do almoço, taxeando pra Operação Leve Você, Mesma, sua CPU ao Centro da Cidade. Oremos.
Acabo de lembrar que esta minha modesta empresa de comunicação não tem um vice-presidente. Saco. Deprimi.

"La Presidenta soy yo, carajo!"

Bronca da Cristina Kirchner no maridão; os dois babando de ódio com a crise na Argentina; fazendo lembrar certo casal de ex-governadores fluminenses.

Babando de inveja dela aqui. Quero um motivo pra gritar isso a-gor-ra.

Pronto, desabafei.

"Vai valer a pena ter sobreviviiiiiiiiidoooooooo..."

Tava aqui pensando, ando babando porque trabalhar em casa, sem ver a fuça de ninguém, misturando rotina doméstica com profissional num cafofo de menos de 50 metros quadrados, às vezes, é de enlouquecer.

Mas também ando com certa desconfiança de que, se conseguir fazer entrar dinheiro nesta modesta empresa de comunicação, já livre da tempestade do primeiro semestre, minha qualidade de vida terá dado um salto de 1.000 por cento, sem chefe se esgoelando no meu ouvido, sem horário pra aprontar página, sem varar madrugada numa Redação.

Ai, ai. Vou pensar mais nisso mais tarde, quando for caminhar na praia no meio do expediente.

E, sim, já ando virando minha cabecinha com certa freqüência por aí. Não, eu não vou botar a Simone cantando aqui "começaaaaaaar de noooooooovo..." porque acho de uma profunda pieguice.

Vou ralar.
Nem sete horas da manhã ainda e já li boa parte do que me interessa no GLOBO. Só há uma resposta: ou virei operária séria de vez ou só a internação me salva.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

 Fernanda Takai - Diz que fui por aí
Cama, já. Tá, eu sei, ridículo, não são nem nove da noite. Mas preciso estar inteira amanhã e vou ver se consigo acordar cedinho pro trabalho render. Inté.
Cabeça saindo fumacinha. Rua já. Fui. Inté.
Segunda-feirazinha modorrenta. A passo de tartaruga aqui. E amanhã ainda vou passar pela deliciosa experiência de ir garregando a CPU do computador pro conserto até o Centro, já que o bicho morreu pro mundo de vez. Na quarta, avião pra lá e pra cá. Quinta e sexta pra ralar, ralar, ralar. Cruzes, parece que a semana já tá acabando. Que medo. Culpa minha, eu sei, que fiquei meses aqui praguejando pro ano acabar logo. Agora, o bicho tá voando, e eu tô enlouquecendo. Oremos.
Tá bom, vou ralar, pra ver se paro de pensar em sandice. A semana vai ser comprida.

Praga cósmica

Considerando que meu aniversário é em setembro, acabo de me lembrar que estou prestes a entrar no que será, tecnicamente, meu período de inferno astral. Considerando que este ano já quase me enlouqueceu, tava aqui pensando no que o universo terá reservado pra infernizar ainda mais esta alma miserável.

Socorro!

domingo, 6 de julho de 2008

Aí, desço pra comprar cigarro. Mochila pendurada no ombro. Jovem vizinho no elevador. Na portaria, a alça da mochila agarra num gancho do portãozão de entrada. Fico pendurada igual a uma louca, sem conseguir me mexer e sem entender o que se passa, sabendo apenas que não consigo andar pra frente. O mesmo jovem entende o que se passa, porque vê a alça presa no portão, e segura o mesmo até eu me desvencilhar. Segundos intermináveis até eu ver o que acontece e me livrar, resmungado, sem nem pensar, "meu Deus, a minha vida não tá fazendo nenhum sentido".

Não, não gostei do olhar de pena na fuça do jovem vizinho.

Tadinha, crente que tem estilo

Não consigo nem cochilar. Na verdade, pulei da cama agora com uma ligação da minha mãezinha, que, há umas horas nem quis falar comigo, quando eu liguei pra Minas, o que serviu pra acabar de vez com o pouco que me restava de auto-estima. Mas agora ela explicou porque não podia falar, e eu acho agora que a felicidade até existe.

Aí, pensei: cara, quem entrar no blog pela primeira vez hoje vai achar que isto aqui é só um lamuriazinha eterna de uma louca que fica filosofando, medíocre, enquanto sofre, piegas que nem sabe, escritorazinha de quinta. Vamo botar ordem neste barraco: morro, me sangro toda, mas ainda me sobrou a ridícula capacidade de fazer piada.

Pronto, desabafei.

Tá bom, eu sei que este post não teve nenhuma graça. Vou me redimir depois.

Meu Deus, tô crente que virei palhaça, no sentido absurdo, absoluto, mais clownesco possível da palavra - não acredito que escrevi "clownesco", baixou alguma mistura louca de Guimarães Rosa com Gerald Thomas.

Não tô fazendo sentido. Fui.

É só o que me ocorre. Pro próximo amor da minha vida. Cumpra-se

 zelia duncan - Mãos atadas

Né nada, não

Tô enrolando aqui pra escrever por pura incapacidade de verbalizar o que tô sentindo hoje. Esta coisa de acabar livro é de enlouquecer. A única metáfora que me ocorre agora é a do cara que tá carregando um piano nas costas e, finalmente, chega ao destino e bota o tal no chão. Outra que também me ocorre é a imagem de alguém espremendo um furúnculo. Ergh, nojento, eu sei, foi mal. Mas é muito parecido com o que sinto agora: o furúnculo fica lá, doendo, enchendo o raio do saco; você espreme, dói demais; mas, depois, o mal tá fora do seu corpo - cruzes, peguei pesado agora, foi mal.

Fato é que tinha planejado trabalhar no fim de semana e tô em absoluto estado de prostração, inerte, cansada, como se tivesse acabado de revisar a Bíblia; completamente incapaz de produzir qualquer texto de qualidade, o que, pra mim, é quase como adoecer.

Sabe quando a gente passa por algum stress, adrenalina lá em cima, e, imediatamente em seguida, dá uma prostração louca? Pois é. É assim que me sinto agora.

Tenho um bom amigo que sempre me disse "não pode se apaixonar pelo problema, senão, não resolve". Tenho agora a clara noção de que me apaixonei pelo "problema" do chute e, agora, que, ao que parece, saí do surto, ficou um vazio absurdo. Não tenho mais, rigorosamente, nenhum motivo pra sofrer no quesito afeto. Passou. A dor e a raiva foram embora no momento em que dei o ponto final ontem no livro.

Passou, galera, passou. Se esvaiu. Cantou pra subir. Virou mais uma das minhas histórias. Virou porra nenhuma. Foi.

Que triste que eu tô agora, meu Deus - o melhor e o pior é que nem consigo mais chorar, é só tristeza em estado puro, mesmo.

Que alívio que me toma o coração agora.

Minha cama é a única saída. Preciso de um lugar quentinho agora, só pra mim. Depois, eu volto. Inté.

Que minha palavra não vale nada, todo mundo já sabe, né?

Fui dormir nada. Fiquei aqui, brigando com a impressora, que levou horas pra imprimir o livro todo - os cartuchos, agora, piraram, mesmo, juro que nenhum deles tá lacrado. Pois acabei imprimindo exatas 124 páginas, o que é igual a 120 de história mais quatro de dedicatória e introdução e tal, e acabei de juntar a pilha de papéis toda. Com a primeira página estampando "Sua Excelência, o Canalha - Rozane Monteiro", exatamente como eu escrevi no meu notebook no colo num certo Natal de 2007, ainda no ônibus pra Minas, babando de ódio, mais triste do que merecia, sem saber o que viraria; sabendo apenas que teria que ser algo que me lavasse a alma, nem que fosse um e-mail pro fofo, que amei tanto (já falei aqui que o pretérito perfeito é o que me sobrou de dignidade), desgraçadamente tanto.

Não, eu não sei o que tô sentindo agora, aqui, com essa pilha de papel me olhando. Já chorei. Já deschorei. Já ri, aqui, sozinha, pensando que publicar um livro sempre foi meu sonho mais querido. Já desri, concluindo que o livro dos meus sonhos de menina já escrivinhadora era muito mais digno.

Sei lá mais o que dizer.

Agora, sim, vou me embora, ouvir um pouquinho de música e cair na cama grandona na qual eu posso dormir na diagonal. Por um bom tempo, ao que parece.

sábado, 5 de julho de 2008

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cama, já. Inté

Exclusivo: autora anuncia cura (quase) definitiva

Foi assim:

Tava eu dando pinta na Sendas, distraída, e quase dou um esbarrão com um ser qualquer. Quando dou por mim, o ser qualquer tinha seus 50 anos, cabelo um pouco comprido, cinza, uns olhos azuis de Sinatra, jeitão de intelectual descabelado. Tá, eu jurei que não queria mais saber de intelectual, mas eu não presto, e minha palavra não vale uma coroa tcheca furada, todo mundo sabe disso.

Fato é que, depois do quase esbarrão, a aparição sumiu no mundo sem me avisar. Rodei, achei e acabei com um pacote de mussarela que não pretendia comprar, só pra passar de novo perto do alvo, localizado em alguns minutos. Cagou pra mim.

Na fila, alguns lugares atrás de mim, reapareceu. No caixa, foi parar grudado em mim, irritadíssimo com uma velhinha que tava atravancando a fila, que, eu, de tão cansada, não tinha reparado.

Fez um discurso mal humorado, divertidíssimo, defendendo a presença de idosos nos mercados em horários específicos, e eu, claro, garanti que a culpa só podia ser do gerente, quase derretendo, com aquele par de olhos azuis olhando pra minha fuça e com aquele jeitão ranzinza, charmoso que nem sabe. Em algum momento, me vi rindo mais do que devia das piadas do sujeito e me dei conta de que tava dando mole ostensivamente. Sabe aquela gargalhada, virando a cabecinha pra trás, meio tortinha? Pois é. Ridículo.

Ah, sim, claro, a essa altura, o belo deve estar muito do bem acompanhado. Ele tava, na verdade, era morto de pressa, com um vinho, frios e mais pãezinhos do que um único ser humano é capaz de comer numa noite.

Ai (suspiro).

Só eu não sabia

Precisei sair da lama pra descobrir o vozeirão dessa louca, nunca tinha parado pra prestar a atenção. Aí, tô aqui comendo comidinha comprada na rua, que não tenho forças pra me aproximar do fogão, começo a folhear o Segundo Caderno do Globo. Parei na capa, que traz parte da saga da moça que se dana desde sempre de tanta paixão e desatino e tá em surto porque tá longe do amorzão. Pois é. Acho tão feio moça assim. Ah, sim, começou a escrever quando era menina.

Ladies and gentlemen, please, welcome, Ms Amy Winehouse.
Meu Deus, tava tão morta, que acabei tirando um cochilo. Rua já. Certa fome.

Expediente encerrado

Acabou a pilha. Vou me aconomizar, que o fim de semana promete mais ralação pra preparar umas coisas pra segunda-feira. Mais avião em algum dia da semana. Mais um milhão de coisas que tô com preguiça de contar. Mais nem me lembro mais o que. Parti.

Sinal dos tempos

Acabo de perceber, estupefacta, que não tive tempo ainda de ler a Rio Show, primeira leitura nas sextas-feiras durante o coma. Aliás, não só não li, como nem lembrei.

Aliás, lembrei, não vou nem falar do livro, que não tenho mais cara de pau de reclamar aqui que tá atrasadérrimo.

Este mês não pode acabar!!!!!!!!

Ainda vivo. E ainda ralo. Mais tarde, venho contar história, no caso improvável de eu sobreviver à ralação

 Beto Guedes - Clube da Esquina nº 2
Não acredito que dei bom dia pras flores do Rei. Alguém me interna.

E lá se vai mais um diaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Bom dia, mundo; bom dia, flores festejando mais um dia que vem vindo; bom dia, meu povo: oi e fui. Olhada voando nos jornais rapidinho no café lá embaixo, que tô com preguiça até de abrir a geladeira e cortar o queijo. Depois, reunião fora. Dia comprido. Inté.

Com dó de peito, que não é pena do coração anta, mas nota musical emitida com ênfase: FUI

Agora, sim, expediente encerrado. E nenhuma ficha mais caindo. Por ora

Vou acabar virando orelhão, de tanta ficha

Argh. Podem me sacanear, mas só agora me dei conta de que ficar cacarejando aqui seis meses só prova o quanto essa pessoa me afetou, o quanto deixei que me afetasse, o quanto amei atrapalhadamente. Ou será que amei (vou deixar no passado, mesmo, tá?) pra caralho, mesmo? Ou será que esse mané, que, aqui, virou canalha, teve só um surto de canalhice e eu, um de estupidez? Ai. Quero sossego, porra! Tô quase virando orelhão, de tanta ficha.

O que importa, o que tem que importar é o tempo do verbo: chama-se pretérito perfeito. Foi.

QUERO ME REUNIR NA MORADA DO SENHOR IMEDIATAMENTE!!!
Ih, hoje é Quatro de Julho. Meu afilhado anti-imperialista vai ter uma síncope.

Eu avisei: não pára de cair ficha

Vem cá, só eu que acho ou este blog é um absurdo afago no ego do muso, praticamente, uma declaração de amor, de uma forma, assim, meio, digamos, atrapalhada? Argh. Que raiva. Vou tirar esta merda do ar! Humpf.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O último chute que tomei foi quando, mesmo? Há uns 10 anos?

Aí, tô aqui esperando um retorno. Aí, nada pra fazer, na verdade, fui pensando na vida, aqui, enquanto postava algum comentário pateta lá com minhas caras leitoras. O mais doido é que, só hoje me ocorreu isso, aquele desespero todo de há algumas semanas e o próprio surto do Natal parecem que tão indo de vez pra algum recanto do passado. A lembrança do próprio muso parece que tá derretendo, cantando pra subir, igual à fumaça. Nem dói demais mais, nem raiva agora me ocorre. Aliás, nem do cheiro do muso, que eu jurava que tinha ficado impregnado aqui por semanas a fio, eu lembro mais. Parece que foi há anos.

Não vou falar que passou porque, como sabemos, daqui a pouco eu posso lembrar de algo e ter algum outro surto. Ou não, diria a turma do bom baiano. Mas é só que, ao menos agora, o Elton John no rádio tá me parecendo companhia muito melhor do que qualquer outro ser humano, uma paz absurda. Que medo.

Se eu quero companhia e tentar de novo, agora, mais esperta depois do escalpe e com a minha própria bolinha mais baixa? Quero, sim. Pronto, falei. Ai, tava entalado hoje o dia inteiro. Enfim, só pra encerrar este post quase romântico, tenho a dizer o seguinte: a percepção de que não desisto dessa minha mania de me encantar é assustadora, mas é o que me move. Fazer o quê, meu povo?

Ah, sim, não vou falar que fui, porque, da última vez, o telefone tocou duas vezes.

Tadinha da autora, crente, crente: expediente reaberto pra resolver mais umas coisitas que pintaram de última hora

Expediente encerrado

Foram só mais de 10 horas com a fuça aqui no computador, sem nem ter chefe pra falar mal. Acabo de, literalmente, dar ponto final num texto aqui e tô muito legal de ficar virando a chave do cérebro pra falar e escrever ora em inglês ora em português o dia inteiro - tá, eu sei, a regência desta frase tá errada, mas não há nenhuma possibilidade de eu reescrever; não tem perhaps; sorry.

Fui. Ou, como diria aquele povo ao Norte, "I'm out of here".

"Problemas de ereção?"

Por que, por que motivo neste universo, eu tenho que ouvir no rádio um fofo repetindo a mensagem do anunciante: "Problemas de ereção? Ejaculação precoce?... Sexo é vida... Ligue para 0800..."

Dá vontade de ligar e mandar na lata: "Sim, moço, eu tenho problemas de ereção. Não vejo uma, por exemplo, há um tempão, desde que tomei um pé na bunda. Aí, eu lancei um blog, e aí é que ficou mais difícil, sabe, porque fiquei sofrendo como uma louca, e...".

Saco.

Falar mal de pedreiro pode?

Descobri uma gente pior do que os programadores da Paradiso, uma gente que vive de me torturar há seis meses. São os pedreiros da região. É assim: quando acabam uma obra, emendam outra, não dão trégua, são implacáveis. Agora, por exemplo, tem uma aqui no apartamento do lado. Claro que já lati igual a uma louca dentro de casa, sozinha, e imediatamente lembrei que este meu puleiro passou meses por uma obra que deve ter enlouquecido o andar todo, incluindo a dona da obra de agora, que é uma pessoa bem legal.

É isso. Tô aqui, humilhada, morta de vergonha, com o fone no ouvido, o que, como sabemos, não adianta quando tenho que falar aos berros no telefone pra resolver coisas de trabalho, em português E em inglês.

Ah, sim, e nem posso sair do meu charmosíssimo home office porque tem 30 retornos que preciso esperar.

Fora isso, tudo bem, obrigada.
Contei aqui que fiquei uns 20 minutos praguejando porque o cartucho que acabei de recarregar não imprimia? Foi assim: por 10 minutos, eu tentei; nos outros 10, fiquei fuçando o menu de ajuda do programa da impressora, que acabou me orientando a tirar o lacre do mesmo. Não é que resolveu?

SOCORROOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!

Cansada de pensar, dei uma folga pro cérebro e fui lá no meu site bacana de horóscopo, duma americana que vive disso (www.astrologyzone.com). Diz a fofa:

"If you were born on September 18, double all your expectations regarding romance." ("Se você nasceu em 18 de setembro, dobre todas as suas expectativas com relação a romance."). Argh. Alguém pode me dizer por que essa louca tinha que citar o dia do MEU aniversário?

Ah, sim, a moça também diz que tenho que fazer a minha parte, sair, circular e tal, o que é, como sabemos, senha pra eu nunca mais sair deste meu recanto sagrado. Que medo, meu Deus.

Homenagem às leitoras que comentaram a ficha-mãe: "On the road again", ou, em bom português, de volta à pista. Cumpra-se. Meninos, tremei

Bom dia, mundo

Sim, é o que parece: já tô ralando. Não, não tô feliz. Aliás, tô. A vida, ao menos a profissional, tá boa. Só tô nas últimas.

E toma cappuccino na fuça. Oremos.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Homenagem ao mês de reestréia do meu site em inglês, agora, que a anta aqui sabe onde está pisando e tem um plano de gente enquanto empreendedora

Ah, sim, setembro é o mês do meu aniversário. Na boa, este ano, eu mereço uma comemoração de gente. Até porque, andei desconfiada de que não chegaria aos 42, pelo menos não em sã consciência, enquanto me danava como uma louca desde aquela data de fim de ano que não ouso mais pronunciar o nome. E até porque, depois de me danar toda, tentando botar o raio do site de notícias em inglês sobre o Brasil pra andar, cometendo um milhão de erros empresariais, torrando dinheiro, finalmente aprendi e tô botando a fuça no mercado de novo com toda a cautela do mundo, coisa, que, como sabemos, é novidade aqui nesta alma selvagem.

Ih, nem contei. O livro ficou pro fim do segundo semestre, pra virar presente de Natal que cês tudo vão comprar, claro.
Eu juro que tentei botar um perfil bacana aqui, mas aquela ladainha de vírgula que separa as frases e cria uns links malucos me tirou do sério. Ficou meio esquisitinho, mas tá informativo. Vou ralar.
Sem forças mais pra pensar na vida e escrever. Não tô nem perto de acabar de trabalhar hoje. E o dia amanhã já sei que vai ser longo.

Ai.

A mãe de todas as fichas

É dramático. Não tem graça. E me ocorreu agora, elouquecendo aqui fazendo umas traduções e cuidando de assessoria de imprensa. Não, eu não sei porque lembrei dessa coisa enquanto procurava um raio duma palavra em inglês da qual não me lembrava.

É assim. Quando nasci, passei uns três anos com minha mãe biológica. A moça, pelos motivos lá dela, deixou que eu fosse adotada, o que, aliás, salvou a minha vida. Muito grata. Amo meus pais. Ocorre que o tal "abandono" nunca me desceu muito na garganta, e lá fui eu fazendo malcriação e esperneando pelo mundo.

Nunca ninguém mais que eu tenha amado, por assim dizer, me "abandonou". Só o muso.

Aun (com beicinho). Tadinho.

Não tenho culpa se, na primeira vez, não deu pra lançar blog e livro.

Ai.

Paradoxo mané

É assim, ó:

Quando eu tava bancando a princesa, achando bacana esperar o homem-da-minha-vida pra vir jantar, comer a minha comida, feita com todo o carinho (argh) do mundo, a vida tava que era um amor só. Minha carreira rolava barranco abaixo, auto-estima intelectual a nível zero, e caindo, mas o fofo achava lindo ter uma namorada "excelente dona de casa" e chegar contando, nossa, como tinha sido duro o dia dele no trabalho, sem nem perceber o quanto tripudiava no meu egozinho profissional, que agonizava.

Agora, com, praticamente, uma boa notícia profissional por dia, não tenho mais um raio dum macho pra vir jantar a comidinha legal que eu ainda sei fazer, mor-rer de orgulho da Rozaninha inteligente, como diria minha mãe, e ouvir as histórias do meu dia de operária da informação, já que, como sabemos, ando enlouquecendo, ralando como uma moura e rindo muito das trapalhadas todas de trabalho, que nem posso contar aqui. Sabemos nós, né? O muso é um ser superior e não deve nunca, nunca, mesmo, entrar neste meio de comunicação inferior, das massas, ler meus mal traçados posts.

Por que esta viadagem agora? Explico. Acordei atrasada, desci, peguei os jornais e fui tomar café lá embaixo enquanto passava os olhos nos tais. Aí, me vi de óculos, comendo, atracada a três nobres diários, sem nem pensar na vida, só procurando coisas que pudessem ter a ver com trabalho. Até que, claro, acabei pensando na vida e fiquei puta. É isso. Resumindo, é isso.

Fui.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Meia horinha de pausa, senão o cérebro explode. O dia começou mansinho, mansinho, foi enrolando, enrolando, me absorvendo, e agora acabo de fazer o impensável: abri a agenda e anotei as 30 coisas que tenho que fazer amanhã, pra não esquecer. Ah, sim, desnecessário dizer que vou ter que deixar a mesma aberta, senão, claro, esqueço de abrir.

Mas tá bão, não é lamúria mais, não. Finalmente, algum bom motivo pra minha adrenalina subir neste ano, que, como sabemos, acabou de começar pra esta alma.

Free lancer blues

Trabalhar por conta própria é assim: não tem folga, não tem hora extra, o expediente não acaba, e atrasos, em geral, significam demora da grana. Ah, sim, também não tem nenhum subordinado em quem botar a culpa pelas minhas próprias bobagens e ninguém pra dar uns gritos pra desabafar por conta desta vida miserável.

Pronto, desabafei. Brigada.

Vou jantar. Aqui, mesmo, claro, às pressas, pra voltar pro computador pra acabar um trabalho que TEM que acabar hoje. Oremos.

E tem mais

Decisão política: a partir deste exato momento, só trabalho ao som da Rádio Mec. Sem sobressaltos, sem lembranças cretinas, sem dor no coração. Cansei.

Ana Carolina, adeus!