segunda-feira, 19 de maio de 2008
O plantão do Sua Excelência... informa: reatada a relação entre o superego e o id da autora, neste que passa a ser conhecido como o Dia do Agora, Deu
Quanto à turma do título aí de cima, nunca soube, tecnicamente, quem deve mandar em quem - o que é uma puta bandeira, eu sei. Ocorre que, por conta da reaproximação de meus caros superego e id, que andaram se estranhando nos últimos quatro (aliás, nove) meses, não vai dar pra revelar os detalhes dos acontecimentos recentíssimos que me levam a fazer o seguinte anúncio:
Fica estabelecido o dia 19 de maio do ano da graça de 2008 como o fim oficial da dor de corno desta autora, passando a data a ficar popularmente conhecida como o Dia do Agora, Deu.
Juro que não vai me rolar mais uma lágrima na fuça por conta do muso inspirador desta pequena obra de arte.
Quero ver o Cesar Maia mortinho se eu estiver mentindo.
Fica estabelecido o dia 19 de maio do ano da graça de 2008 como o fim oficial da dor de corno desta autora, passando a data a ficar popularmente conhecida como o Dia do Agora, Deu.
Juro que não vai me rolar mais uma lágrima na fuça por conta do muso inspirador desta pequena obra de arte.
Quero ver o Cesar Maia mortinho se eu estiver mentindo.
"Arruma outro, Rozane"
Minha amiga Mirtes, leitora desde sempre deste blog, acaba de me dar uma ordem, lá nos comentários: "Desencarna". Bateu na fuça. Inda tá doendo, eu aqui, cuidando da vida, nesta segunda modorrenta, pilha de jornais pra ler, remoendo, remoendo, remoendo. Tá coberta de razão minha amiga leitora. Tudo tem um limite. Meu problema é meu jeitão defensora dos fracos e oprimidos, no caso, eu mesma: não consigo me conformar ainda com o ar blasé do muso deste blog, olímpico, levando a vida como se não tivesse feito um estrago do tamanho de um bonde (vale aqui a soma do chute do Natal e o de há algumas semanas, depois de me convencer de que dava pra tentar de novo); levando a vida cascateando no ouvido dos outros, impune, provavelmente já virando a cabecinha pra alguma outra incauta, que há de cair no lero ficcionista do fofo: "Eu amo você... eu preciso de você..." Tudo bem, só eu, moça viajada, caí duas vezes.
Pausa: cês vão achar que eu tô de sacanagem, mas eu juro que a Ana Carolina acaba de começar a buzinar sua ladainha no meu ouvido.
Aí, tem sempre o gênio que vai sugerir: "Arruma outro, Rozane". Cês acham que eu já num tentei, né? Só não conto como acabou a noite porque, embora não pareça, ainda me resta um grama de dignidade. Fracasso absurdo. Lama absoluta. Derrota. Total incapacidade (espero que momentânea) de interagir com seres humanos portadores de pênis.
Pausa: cês vão achar que eu tô de sacanagem, mas eu juro que a Ana Carolina acaba de começar a buzinar sua ladainha no meu ouvido.
Aí, tem sempre o gênio que vai sugerir: "Arruma outro, Rozane". Cês acham que eu já num tentei, né? Só não conto como acabou a noite porque, embora não pareça, ainda me resta um grama de dignidade. Fracasso absurdo. Lama absoluta. Derrota. Total incapacidade (espero que momentânea) de interagir com seres humanos portadores de pênis.
Segunda chamada
Meninos e meninas, tudo bem que ando sem moral, mas pre-ci-so marcar o Réveillon Fora de Época. Por uma questão de honra, que num tô me güentando mais. Tinha sugerido aproveitar o Dia dos Namorados pra marcar logo esse chopão, que nunca saiu. Que tal?
domingo, 18 de maio de 2008
O garçom amigo e o brejo de minh'alma
Nada pior do que aquele garçom amigo que te olha como quem pergunta "ué, sozinha de novo, no domingão?". Saco. Levou o que me restava de humor. E olha que hoje tava toda orgulhosa porque chutei o Tratado de Tordesilhas e fui caminhar na praia, andando, literalmente, pra possibilidade de encontrar com vocês-sabem-quem.
É fato que dei uma vigiada na hora e só saí quando achei que o risco seria mínimo, pra me poupar do que poderia ser um barracão em plena Praia do Flamengo, que inda tô que num me agüento de tanto sapo que andei engolindo nesta ópera bufa.
É fato que dei uma vigiada na hora e só saí quando achei que o risco seria mínimo, pra me poupar do que poderia ser um barracão em plena Praia do Flamengo, que inda tô que num me agüento de tanto sapo que andei engolindo nesta ópera bufa.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH! Argh
Acabei de lembrar que tá chegando o Dia dos Namorados. Cai numa quinta-feira.
Que tal desenrolar aquele raio daquele Réveillon Fora de Época que nunca saiu e aproveitar a data maldita pra marcar um chopão?
Que tal desenrolar aquele raio daquele Réveillon Fora de Época que nunca saiu e aproveitar a data maldita pra marcar um chopão?
É eu
Paz selada definitivamente com o fogão. Arroz branco e um sensacional picadinho de filé mignon.
Pra alimentar quem? Eu. Pra quem elogiar e revirar os olhinhos? Eu. Por que eu vou almoçar às 16h30? Porque eu quero.
Tá, quase queimei o arroz, distraída aqui no computador. Mas salvei a tempo.
Se não tivesse conseguido salvar o bicho, sabe quem ia reclamar do gosto de queimado? Ninguém.
Pra alimentar quem? Eu. Pra quem elogiar e revirar os olhinhos? Eu. Por que eu vou almoçar às 16h30? Porque eu quero.
Tá, quase queimei o arroz, distraída aqui no computador. Mas salvei a tempo.
Se não tivesse conseguido salvar o bicho, sabe quem ia reclamar do gosto de queimado? Ninguém.
Alguém conhece algum psicanalista que dê consulta grátis? Aliás, alguém conhece algum que me dê um dinheiro pra cuidar de mim, caso super-instigante?
O sonho foi assim:
Eu tava grávida, quase parindo, zanzando pela redação de um jornal, tomando bronca do chefe (um grande amigo) por eu não estar acompanhando de perto a edição de domingo. Tentei explicar que era porque tinha ido a Minas cuidar da minha mãe e porque tava grávida.
Também tomei bronca da equipe de repórteres porque vivia enchendo o saco com matéria sobre política americana (isso é resquício de verdade, meu povo do jornal onde fui editora de Internacional vivia me esculhambando por isso e me acusava de ser republicana, o que é uma sacanagem sem dó).
Em algum momento do sonho, comecei a querer parir e decidi mandar um e-mail pro pai da criança pra avisar que era dele (um milhão de coroas tchecas pra quem adivinhar quem era). No fim das contas, acho, acabei parindo eu mesma.
Não tenho nem palavras mais pra comentar essa maluquice.
Vou pro fogão, fazer picadinho com arroz. Andei de mal com a cozinha de novo, já que não tem mais ninguém pra alimentar aqui nesse puleiro, e começo a achar que essa viadagem tem que passar rápido.
Eu tava grávida, quase parindo, zanzando pela redação de um jornal, tomando bronca do chefe (um grande amigo) por eu não estar acompanhando de perto a edição de domingo. Tentei explicar que era porque tinha ido a Minas cuidar da minha mãe e porque tava grávida.
Também tomei bronca da equipe de repórteres porque vivia enchendo o saco com matéria sobre política americana (isso é resquício de verdade, meu povo do jornal onde fui editora de Internacional vivia me esculhambando por isso e me acusava de ser republicana, o que é uma sacanagem sem dó).
Em algum momento do sonho, comecei a querer parir e decidi mandar um e-mail pro pai da criança pra avisar que era dele (um milhão de coroas tchecas pra quem adivinhar quem era). No fim das contas, acho, acabei parindo eu mesma.
Não tenho nem palavras mais pra comentar essa maluquice.
Vou pro fogão, fazer picadinho com arroz. Andei de mal com a cozinha de novo, já que não tem mais ninguém pra alimentar aqui nesse puleiro, e começo a achar que essa viadagem tem que passar rápido.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Manual pra identificar canalhas enrustidos: tribuna popular
Galera, este post é o espaço exclusivo do blog pra quem quiser colaborar pra ampliação do Manual Básico pra Identificar Canalhas Enrustidos. Dicas e histórias são bem-vindas nos comentários e vão se somar aos causos que o povo já contou aqui. Valem experiências próprias, dos amigos, dos vizinhos, dos tios. Vale pra meninos e meninas. Ninguém precisa se identificar. Trata-se de uma questão de utilidade pública.
Mutirão pro livro
Meninas e meninos, tô trabalhando à vera no livro agora, revendo todos os meus posts desde o tal do fatídico Natal. O Manual pra Identificar Canalhas Enrustidos (ou não) vai estar incluído, revisto e ampliado. Portanto, agora, vou precisar de toda a ajuda do mundo. Já separei todos os comentários aqui com as histórias que cês andaram contando, mas seria bacana ter o maior número de histórias possível. Não precisam ser histórias detalhadas, não. Qualquer manifestação de canalhice, cachorrice e manezice de homens aparentemente de bem tá valendo. Vou dar meu jeito pra criar um espaço aqui só pra isso.
Ajuda, aê!!!!!
Ajuda, aê!!!!!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Tava aqui pensando
Tá me dando uma vontade incontrolável de sair por aí, arrumar um namorado-relâmpago, virar minha cabecinha, dizer o quanto tá tudo super-intenso e, nuns dois meses, pedir o pobre em casamento. Só pra ver se cola.
Tá, já passou. Vou cuidar da vida.
Tá, já passou. Vou cuidar da vida.
Não tem preço
Cara, daqui da nova instalação do computador, dá até pra ver TV, com domínio absoluto do controle remoto, sem lugar pra visitas. Bingo!
Solteira no Largo do Machado. Finalmente
O melhor da solteirice recente: não ter planos pras próximas, sei lá, oito horas; não ter jantarzinho pra fazer; ir limpando a casa, aos poucos, sem furor uterino, de tudo o que lembra certa história que acabou mal.
O pior da solteirice recente: não ter planos pras próximas, sei lá, oito horas; não ter jantarzinho pra fazer; ir limpando a casa, aos poucos, sem furor uterino, de tudo o que lembra certa história que acabou mal.
O pior da solteirice recente: não ter planos pras próximas, sei lá, oito horas; não ter jantarzinho pra fazer; ir limpando a casa, aos poucos, sem furor uterino, de tudo o que lembra certa história que acabou mal.
Tudo conectadinho. Cérebro ainda em excelente forma
Tá, tá, só o cérebro, eu sei, eu sei.
Ah, sim, o que fazer com a imensidão de fios que saltita aqui da mesa bacana da sala, não faço a mais pálida idéia. Também tô com uma preguiça enorme de ajeitar o quadro que ficava acima da cama, centralizadinho. Com a necessidade de enfiar a outra mesa no quarto, a cama chegou pro lado, o bicho desalinhou, e tô aqui me convencendo de que ficou uma assimetria assim, meio cool.
Alinhar o fio do telefone no rodapé, com aquelas presilhazinhas, pra ficar bonitinho, foi o máximo de perfeccionismo a que me permiti hoje. Tô legal.
Ah, sim, o que fazer com a imensidão de fios que saltita aqui da mesa bacana da sala, não faço a mais pálida idéia. Também tô com uma preguiça enorme de ajeitar o quadro que ficava acima da cama, centralizadinho. Com a necessidade de enfiar a outra mesa no quarto, a cama chegou pro lado, o bicho desalinhou, e tô aqui me convencendo de que ficou uma assimetria assim, meio cool.
Alinhar o fio do telefone no rodapé, com aquelas presilhazinhas, pra ficar bonitinho, foi o máximo de perfeccionismo a que me permiti hoje. Tô legal.
Operação de altíssimo risco
Ó, vou sumir aqui porque vou desconectar todos os fios deste home-office-mané pra poder aliviar o caos na sala. Significa que vou deixar só uma mesinha pra meu computador e despachar o que era pra ser o espaço da nova sócia pro quarto. Do jeito que tá parece que alguém faltou ao trabalho. Tá me deprimindo. Aproveito e desfaço o arremedo de encosto pra dois em frente à TV, com colchonete e almofada, e enfio ali a minha cadeira de diretor (ex-ce-len-te metáfora, aliás), único lugar, que ainda mando neste puleiro.
Acendam uma vela aí. A chance de eu nunca mais conseguir conectar tudo de volta não é nada remota.
Acendam uma vela aí. A chance de eu nunca mais conseguir conectar tudo de volta não é nada remota.
Ih, lembrei: tem 10 anos que o homem morreu (desculpa a profusão de youtubes, mas este é inevitável)
Tudo bem que eu, mesma, já chamei A Voz de traste aqui (http://suaexcelenciaocanalha.blogspot.com/2008/01/ava-gardner-minha-pastora-nada-me.html). Mas, como também já foi corno de dar dó, partiu perdoado.
Aqui, "One for my baby (and one more for the road)", bom Francis Albert aluga o ouvido dum pobre dum barman com o chute que levou.
Tem uma introdução do próprio que é meio chatinha. Mas ele cantando, fingindo de bêbado miserável depois, não tem preço.
Diz o ítalo-mané, em algum momento:
I got a little story (Eu tenho uma história)
You oughta know (Que você precisa saber)
We're drinkin' my friend (Estamos bebendo, amigo)
To the end of a brief episode (Ao fim de um breve episódio)
Make it one for my baby (Bota uma pro meu amor)
And one more for the road (E mais uma de saideira)
Aqui, "One for my baby (and one more for the road)", bom Francis Albert aluga o ouvido dum pobre dum barman com o chute que levou.
Tem uma introdução do próprio que é meio chatinha. Mas ele cantando, fingindo de bêbado miserável depois, não tem preço.
Diz o ítalo-mané, em algum momento:
I got a little story (Eu tenho uma história)
You oughta know (Que você precisa saber)
We're drinkin' my friend (Estamos bebendo, amigo)
To the end of a brief episode (Ao fim de um breve episódio)
Make it one for my baby (Bota uma pro meu amor)
And one more for the road (E mais uma de saideira)
I'm back in town!
Arrumando o cafofo, organizando essa coisa pra virar, de vez, um escritório E casa de uma só pessoa, coisa que, aliás, eu deveria ter feito há meses.
Já que é pra seguir viagem sozinha, que seja com charme. Fui.
Já que é pra seguir viagem sozinha, que seja com charme. Fui.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Eu sou normal!
Devo admitir que, entre uma desgraça romântica e outra este ano, tenho me dividido entre achar que sou mega-criativa por ter lançado este blog e ter a certeza absoluta de que não passo de uma surtada que devia era ter enfiado a fuça no travesseiro e chorado desde o Natal até ficar com dó de si. Em silêncio.
Prestes a me mandar pra tal da rodoviária mineira, onde tudo começou, me ocorreu isso de novo. No mesmo instante, meu pai ligou na Band, num programa que ele adora. Chama "É o Amor", que acaba de reprisar o depoimento de uma coitada que tomou um pé no traseiro do marido e foi lá implorar pro tal voltar. Não bastasse o mico inicial, inda passou pelo ridículo de tomar um "não" pela fuça do cara em rede nacional.
Hoje, a moça voltou ao programa pra falar como vai a vida, já refeita do que houvera, e foi obrigada pela fofa da apresentadora a receber no ar um doce marceneiro que se apaixonou por ela ao ver o programa anterior, fez poema e quer fazê-la feliz "eternamente".
Não, eu não sei como terminou porque tinha que correr aqui e desabafar.
Prestes a me mandar pra tal da rodoviária mineira, onde tudo começou, me ocorreu isso de novo. No mesmo instante, meu pai ligou na Band, num programa que ele adora. Chama "É o Amor", que acaba de reprisar o depoimento de uma coitada que tomou um pé no traseiro do marido e foi lá implorar pro tal voltar. Não bastasse o mico inicial, inda passou pelo ridículo de tomar um "não" pela fuça do cara em rede nacional.
Hoje, a moça voltou ao programa pra falar como vai a vida, já refeita do que houvera, e foi obrigada pela fofa da apresentadora a receber no ar um doce marceneiro que se apaixonou por ela ao ver o programa anterior, fez poema e quer fazê-la feliz "eternamente".
Não, eu não sei como terminou porque tinha que correr aqui e desabafar.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
O pior cego é o que aperta torneira (a Associação pela Moral e pelos Bons Costumes na Rede informa: este post tem palavrão; a autora tá puta)
Tá tudo muito bem, tudo muito bom, eu aqui, disposta a me reinventar etc, etc, etc, bancando a autocrítica, suuuper-mais-ou-menos-blasé. Ãrrã, ãrrã, ãrrã. Palhaçada da boa. Cês deviam era me processar por propaganda enganosa. Tô blasé porra nenhuma; tô é triste pra caralho.
Muito legal desse caboclo loser que baixou em mim e não me larga neste delicioso ano da graça de 2008; muito legal de me pegar aqui, na pacata Visconde do Rio Branco, pensando, pô, naqueles momentos óóóóótimos que tive com o muso desta merda e quase me culpando pela cagada toda. E, imensamente pior: tirei o dia hoje pra ficar remoendo cada sinal que continuou a pipocar na minha fuça na segunda fase da ladainha e eu ignorei. De novo. Pronto, falei.
Ih, ia quase esquecendo do mote do título. Noves fora nada, meu amado pai, bom Nanão Monteiro, agora vive de me sacanear porque eu, segundo ele, aperto demais as torneiras, oferecendo perigo iminente às buchas mineiras das mesmas.
- Minha filha, é só fechar. Parou de pingar, tá bão – me explicou, didático.
Emendei um ar, aí, sim, blasé, tentado explicar que lá em casa eu preciso apertar muito as torneiras porque elas pingam sem parar, e não tem ninguém pra consertar. Ato contínuo, depois de ele ignorar minha explicação com um muxoxo mineiro (só quem conhece sabe a força do desprezo de um muxoxo mineiro), passei o resto do dia metaforizando o ódio que anda me envenenando o peito e relacionando o tal à força do aperto nas torneiras, e...
Tá bão, tá bão, já parei. Ninguém merece essa conversa.
Ah, contei aqui que outro dia sonhei que eu tava num prédio desabando? Intão, foi assim:
Eu tava no tal do prédio com um monte de gente, conhecida e estranha, e comecei a sentir uma poeirinha caindo. Percebi imediatamente que o bicho ia cair. Falei baixinho, pra quem estivesse prestando muita atenção: "O prédio vai cair". E me mandei, sem fazer a menor questão de avisar a ninguém mais. Andando horrores pra humanidade à minha volta. Aí, saí; o prédio caiu; eu segui viagem, com o povo quase todo soterrado. Não ando fofa?
Não, eu não lembro se o muso do blog e o gerente do Itaú ficaram nos escombros. Vou ver se sonho de novo. Por garantia. Vai que é premonição.
Muito legal desse caboclo loser que baixou em mim e não me larga neste delicioso ano da graça de 2008; muito legal de me pegar aqui, na pacata Visconde do Rio Branco, pensando, pô, naqueles momentos óóóóótimos que tive com o muso desta merda e quase me culpando pela cagada toda. E, imensamente pior: tirei o dia hoje pra ficar remoendo cada sinal que continuou a pipocar na minha fuça na segunda fase da ladainha e eu ignorei. De novo. Pronto, falei.
Ih, ia quase esquecendo do mote do título. Noves fora nada, meu amado pai, bom Nanão Monteiro, agora vive de me sacanear porque eu, segundo ele, aperto demais as torneiras, oferecendo perigo iminente às buchas mineiras das mesmas.
- Minha filha, é só fechar. Parou de pingar, tá bão – me explicou, didático.
Emendei um ar, aí, sim, blasé, tentado explicar que lá em casa eu preciso apertar muito as torneiras porque elas pingam sem parar, e não tem ninguém pra consertar. Ato contínuo, depois de ele ignorar minha explicação com um muxoxo mineiro (só quem conhece sabe a força do desprezo de um muxoxo mineiro), passei o resto do dia metaforizando o ódio que anda me envenenando o peito e relacionando o tal à força do aperto nas torneiras, e...
Tá bão, tá bão, já parei. Ninguém merece essa conversa.
Ah, contei aqui que outro dia sonhei que eu tava num prédio desabando? Intão, foi assim:
Eu tava no tal do prédio com um monte de gente, conhecida e estranha, e comecei a sentir uma poeirinha caindo. Percebi imediatamente que o bicho ia cair. Falei baixinho, pra quem estivesse prestando muita atenção: "O prédio vai cair". E me mandei, sem fazer a menor questão de avisar a ninguém mais. Andando horrores pra humanidade à minha volta. Aí, saí; o prédio caiu; eu segui viagem, com o povo quase todo soterrado. Não ando fofa?
Não, eu não lembro se o muso do blog e o gerente do Itaú ficaram nos escombros. Vou ver se sonho de novo. Por garantia. Vai que é premonição.
Celular cachorro e a foto histórica
Aí, o celular, que não toca há dias, finalmente, grita aqui na pacata Visconde do Rio Branco. Nos segundos entre me levantar da cama e me mandar pra cômoda velha de guerra - é a mesma da minha infância, assustador -, a cabeça vai se perguntando quem diabos tá me ligando no início da tarde desta segunda-feira gelada aqui em Minas.
Prefixo de São Paulo. "Ou é o Itaú, ou é a Visa, ou é a coitada da Mastercard, uma gente que não vai ver a cor do meu dinheiro nem tão cedo", pensei, mal-humorada. Errei feio. Era o moço da Oi. Oferecendo uma daquelas promoções que quase te convencem de que eles vão pagar pra você usar o plano tal. Sumariamente despachado - na boa, preciso despachar alguém pra recuperar minha já depauperada auto-estima.
Fora isso, já vi nos últimos três dias, além do Raul Gil, novela da Globo, o Faustão e o Fantástico. Tudo isso, encarada por um pôster absurdo da minha fuça, aos 9 anos, pendurado aqui no quarto que ocupo quando venho. Foto histórica, aliás. Acabo de lembrar que foi tirada no dia anterior ao sábado em que enfiei a lata no fundo da piscina do clube que freqüentava com a mãe do meu afilhado e quebrei um dente. Significa, portanto, que é o último registro do meu dente inteiro. Cadê eu, meu Deus?
Prefixo de São Paulo. "Ou é o Itaú, ou é a Visa, ou é a coitada da Mastercard, uma gente que não vai ver a cor do meu dinheiro nem tão cedo", pensei, mal-humorada. Errei feio. Era o moço da Oi. Oferecendo uma daquelas promoções que quase te convencem de que eles vão pagar pra você usar o plano tal. Sumariamente despachado - na boa, preciso despachar alguém pra recuperar minha já depauperada auto-estima.
Fora isso, já vi nos últimos três dias, além do Raul Gil, novela da Globo, o Faustão e o Fantástico. Tudo isso, encarada por um pôster absurdo da minha fuça, aos 9 anos, pendurado aqui no quarto que ocupo quando venho. Foto histórica, aliás. Acabo de lembrar que foi tirada no dia anterior ao sábado em que enfiei a lata no fundo da piscina do clube que freqüentava com a mãe do meu afilhado e quebrei um dente. Significa, portanto, que é o último registro do meu dente inteiro. Cadê eu, meu Deus?
domingo, 11 de maio de 2008
"Rosa-na-tu-ral, ro-sa-na-tu-ral"
- Hoje é Dia das Mães, mãe - disse de manhã, assim que acordei, à minha mãezinha, que anda desanimada com a vida, aos 85 anos, distraída do calendário, depois de uma noite que eu e meu pai passamos meio acordados, meio dormindo; eu, constatando o caos em que se encontra o lar dos Monteiro aqui, em Minas.
- Todo dia é Dia das Mães, minha filha; mãe não esquece de filho - respondeu, pra emendar numa carinha que me partiu o coração, dizendo que morre de saudades de mim todos os dias.
Fui salva pelo moço que passava lá embaixo gritando "ro-sa-na-tu-ral, ro-sa-na-tu-ral". Saí de cena rapidamete, desci, comprei duas e voltei pronta pra consertar a manezice de não ter consguido comprar o presente dela, tamanha a confusão em que eu mesma me meti nos últimos dias no Rio de Janeiro.
Agora, ela tá quietinha na sala vendo um jogo qualquer na televisão. Lembro imediatamente de um tempo, há muito mais de 20 anos, em que ela, flamenguista doente, acordava cedo no domingo, ia à missa, voltava, fazia o almoço, alimentava a dupla de Monteiros que sempre odiou futebol (eu e meu pai) e se mandava pro Maracanã sozinha, com o mesmo vestido da igreja.
Tô pagando qualquer dinheiro pra quem conseguir fazê-la se lembrar da alegria que trazia de volta pra casa - meu pai ligado, invariavelmente, no Silvio Santos - quando o raio do Mengão ganhava.
- Todo dia é Dia das Mães, minha filha; mãe não esquece de filho - respondeu, pra emendar numa carinha que me partiu o coração, dizendo que morre de saudades de mim todos os dias.
Fui salva pelo moço que passava lá embaixo gritando "ro-sa-na-tu-ral, ro-sa-na-tu-ral". Saí de cena rapidamete, desci, comprei duas e voltei pronta pra consertar a manezice de não ter consguido comprar o presente dela, tamanha a confusão em que eu mesma me meti nos últimos dias no Rio de Janeiro.
Agora, ela tá quietinha na sala vendo um jogo qualquer na televisão. Lembro imediatamente de um tempo, há muito mais de 20 anos, em que ela, flamenguista doente, acordava cedo no domingo, ia à missa, voltava, fazia o almoço, alimentava a dupla de Monteiros que sempre odiou futebol (eu e meu pai) e se mandava pro Maracanã sozinha, com o mesmo vestido da igreja.
Tô pagando qualquer dinheiro pra quem conseguir fazê-la se lembrar da alegria que trazia de volta pra casa - meu pai ligado, invariavelmente, no Silvio Santos - quando o raio do Mengão ganhava.
sábado, 10 de maio de 2008
DIRETO DE MINAS: Cadê a Ana Carolina?
Meu pai e minha mãe adoram o Raul Gil. Meu pai e minha mãe já estão velhinhos e precisam ouvir a TV numa altura de enlouquecer. Os dois estão agora emocionadíssimos com a homenagem que o apresentador está fazendo a uma cantora cristã chamada Ana Paula Brandão, brindada ainda há pouco com uma cantora-mirim de quatro anos interpretando um rap meio gospel, cujo refrão é assim, ó: "Quem é Jesus? Quem é Jesus? Quem é Jesus?"
Ok, ao meu castigo:
Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina (...)
Ok, ao meu castigo:
Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina, Nunca mais falo mal da Ana Carolina (...)
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Feliz 2008, galera!
Vou nessa. Tô taxeando aqui pra partir pra Minas logo, voltar rápido e botar ordem nesta zona de vez. Até pensei em voltar agora à velha sessão esculhambação de sempre, só pra desabafar um pouquinho. Ainda tô muito fula com os acontecimentos dos últimos tempos, carregando este raio deste coração dolorido e a carteira sem os cartões de crédito roubados pela louca.
Mas a culpa pela minha própria cegueira e desatinos apaixonados cometidos aqui e ali tá me contendo. Já falei aqui e repito: a vontade de mudar o nome deste blog pra Sua Excelência, a Anta e passar a me enfiar a porrada pra ver se fico mais esperta tá chegando a níveis quase incontroláveis.
Vou é me calar com a boca de feijão, que é o melhor que eu faço.
Por ora.
Fui.
Mas a culpa pela minha própria cegueira e desatinos apaixonados cometidos aqui e ali tá me contendo. Já falei aqui e repito: a vontade de mudar o nome deste blog pra Sua Excelência, a Anta e passar a me enfiar a porrada pra ver se fico mais esperta tá chegando a níveis quase incontroláveis.
Vou é me calar com a boca de feijão, que é o melhor que eu faço.
Por ora.
Fui.
Tá, fui injusta
Tem coisa pior, sim, que a Ana Carolina sofrendo: a Whitney Houston miando "I'll always love you". Por que não boto um CD? Porque tô com uma preguiça da moléstia e porque quase todos os meus preferidos têm pelo menos uma música que vai piorar a miséria desta alma. Por que não mudo de estação? Porque esse meu rádio é todo digital, todo dos caralho; se mudar, tenho a certeza absoluta de que nunca mais vou achar a Paradiso.
Pindaíba preferencial
Claro que perdi o ônibus de 12h50 pra Minas. Culpa da lerdeza do atendimento no Bradesco. A única boa notícia é que tenho um cartão de débito de novo. "Cliente preferencial" diz o bicho, douradão.
Na boa, ou o gerente tava bêbado quando liberou ou "preferencial" deve querer dizer algo como "cliente a ser monitorado de perto pelo SPC e Serasa".
Vou lá na rodoviária ver se consigo passagem pro fim da tarde.
Na boa, ou o gerente tava bêbado quando liberou ou "preferencial" deve querer dizer algo como "cliente a ser monitorado de perto pelo SPC e Serasa".
Vou lá na rodoviária ver se consigo passagem pro fim da tarde.
Autora abduzida
Meu afilhado querido da dindinha, que agora acha que tem cérebro, anda insinuando que esta autora não é sua doce madrinha, que, segundo ele, não acorda antes do meio-dia, pura falácia. Também desconfia de que algo aconteceu à mesma e pergunta o que terá sido.
Segue abaixo a nota oficial da nova direção deste blog:
"Confirmamos a abdução da autora original, junto com a também abdução do cantor e compositor brasileiro Chico Buarque e do ator americano George Clooney. Os três, já substituídos por clones em seu planeta de origem, agora estão sendo submetidos a testes monitorados acerca da reprodução humana, aplicados por habitantes da estrela Alfa Centauro."
Segue abaixo a nota oficial da nova direção deste blog:
"Confirmamos a abdução da autora original, junto com a também abdução do cantor e compositor brasileiro Chico Buarque e do ator americano George Clooney. Os três, já substituídos por clones em seu planeta de origem, agora estão sendo submetidos a testes monitorados acerca da reprodução humana, aplicados por habitantes da estrela Alfa Centauro."
Por que a Ana Carolina existe?
Meu Deus, não são nem 10 da manhã. Eu ligo o rádio, pimba, Ana Carolina, sofrendo igual a uma louca, pra variar. Por que, meu Deus, por quê?
Boa metáfora pra este meu pequeno drama afetivo, mas a preguiça de traduzir tá incontrolável
Vou só resumir. Eles brincam com o fato de um falar com sotaque inglês; outro, com sotaque americano. Não se entendem; um é formal; outro é coloquial demais. Nada dá certo. E repetem: "Vamu acabar com isso". Não acabam, e, no fim, depois de ficarem romantiquinhos uma outra vez, se danam os dois.
Saco. Agora, eu cito Fred Astaire e divido a culpa pela cagada toda. Alguém me interna.
Cadê a porra da minha raiva?
Saco. Agora, eu cito Fred Astaire e divido a culpa pela cagada toda. Alguém me interna.
Cadê a porra da minha raiva?
Assinar:
Postagens (Atom)